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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Por que não acredito nos políticos?

Minha falecida avó, com sua sapiência natural, dizia que a diferença entre um ladrão comum e um político é que o 1º você nunca sabe quem é. Sempre pega você desprevenido, geralmente é pobre e vai pra cadeia. Já o político você faz a escolha. Ele vive dizendo que nunca roubou que é honesto e que sua vida é uma obra aberta.

Talvez todo esse modo de ser dos nossos representantes tenha a ver com os genes deixado desde 1808 pelo nosso ancestral D. João. Ao chegar ao Brasil, ele precisava ser reconhecido e respeitado nas terras dos “índios”. Daí resolveu afagar os egos dos latifundiários locais negociando benesses para conquistar espaço.

Nos primeiros oito anos no Brasil, D. João outorgou mais títulos de nobreza do que em todos os 300 anos anteriores da história da monarquia em Portugal. É brincadeira?

Isso pode explicar (em parte) porque nossos políticos são como são e fazem questão de saírem bem na foto. Lembrei-me de um fato interessante quando voltava de Brasília/Recife, numa quinta-feira, no vôo das 15h.

Já no portão de embarque do aeroporto me deparei com vários políticos da nossa região. Ao entrar no avião percebi que quase 90% das poltronas estavam ocupadas pelas beldades.

Daí, um senhor bem educado que se sentou próximo a mim ressaltou:

-- Este avião tá bem poluído.

Como não poderia perder a piada rebati apressada.

-- Tirando eu e o senhor só sobram os comissários de bordo e os pilotos. O resto faz parte da sujeira.

Na realidade, o avião tinha mais políticos do que gente, diria a minha avó, se viva fosse. Do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), sentando na1a fila bem no estilo obra-prima do Museu Nacional ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) que voltou pela porta que saiu do Senado. Tinha de tudo.

Wolney Queiroz (PDT-PE), acompanhado de sua senhora (que de besta não tem é nada...sabendo como as piriguetas dão em cima dos políticos em Brasília, ela demarcava área, tipo “esse aqui é meu”...) até mesmo Raul Henry(PMDB-PE), Silvio Costa(PMN-PE), Augusto Coutinho (DEM-PE)...só pra citar alguns.

João Paulo do PT-PE, possivelmente, perdeu a hora porque foi ao Pet House, próximo ao seu apartamento funcional, tosar os pelos da cabeça e do bigode e depois pintar pra não macular a aparência. Como isso tudo demorou muito ele perdeu o vôo.

Também não estavam presentes nesta leva: Gonzaga Patriota (PSB-PE), Fernandinho Beira Rio..oh, perdão... Fernandinho Bezerra Filho (PSB-PE), "Inocente" Oliveira (PR-PE), Pedro Eugênio (PT-PE) e tantos outros que completariam o que podemos chamar de “avião dos aloprados” (tirando eu, meu vizinho de poltrona, comissários de bordo e pilotos).

O meu vizinho de poltrona faz um novo questionamento a mim.

-- Já pensou se esse avião cair? Ninguém vai saber que a gente tava aqui. A imprensa vai destacar a vida desses políticos...a nossa não vale nada.

Eu, meio sem jeito de fazer comentários, falei timidamente:

-- Vou aproveitar o momento para perguntar se o senhor tem certeza que quer registrar suas últimas horas de vida junto com esse povo?

Ele riu de se acabar...tão alto que o deputado Silvio Costa veio saber o que tinha acontecido...pausa.

Neste momento você, blogauta, pode estar se perguntando por que será que eu tenho tanta raiva de políticos?

É simples. Não estou convencida que os nossos políticos tenham apenas desvios de conduta. Minha falecida avó dizia que político é tudo igual...muda apenas o CEP.

Com relação ao desvio de conduta, comumente chamado de síndrome da cleptomania, (de acordo com o dicionário do Aurélio é o impulso anormal e persistente para o furto), meu garoto Diego tem uma explicação bem interessante para isso.

-- Mãe, cleptomania é um nome bem bonito criado pelos intelectuais para descrever os ladrões de classe alta, como os políticos. Ou seja, eles roubam, não são presos e ainda recebem homenagens por fazerem parte dos " eleitos" pelo povo. Pobre não tem essa chance. É taxado de bandido, ladrão safado, meliante e tome cassete nele! Isso tudo quando não aparece na horizontal em qualquer esquina por aí.

Tudo leva a crer que os políticos roubam de forma natural e persistem no roubo. Quer seja para ganhar mais poder e renovar o mandato quer seja para aumentar o patrimônio pessoal e familiar.

Para mim a classe dos políticos está estratificada como a escória da humanidade. Acho que é por isso que não acredito nos políticos...

Ponto.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Honestidade: um produto em extinção


O que é um sujeito honesto? No pai dos burros ou no “Google-tudo”, honesto (adjetivo) é uma pessoa honrada em atitudes, ações, princípios e intenções, digno de confiança.

Na versão da minha avó, do meu pai e da minha mãe (que eu aprendi), a pessoa honesta é aquela que tem vergonha na cara, tem apenas uma palavra sem lero-lero e suas atitudes são coerentes no falar e no agir.

Minha falecida avó dizia que qualquer coisa fora disso é atitude de gente safada e sem moral pra administrar o galinheiro e o cachorro da sua casa.

Como eu sempre digo aos meus alunos, esses princípios que definem o caráter de uma pessoa jamais podem ser apreendidos e absorvidos na escola ou na universidade. Isso vem de berço ou de rede. Isto é: vem de casa, da sua raiz, da sua base familiar.

Outro dia estava no shopping em Recife (a cidade que tem a orla mais linda do NE) e depois de pagar por um produto em uma loja peguei o troco, olhei rapidamente e coloquei na bolsa.

Segui para Praça de Alimentação e quando fui pagar o lanche é que percebi que o caixa da loja de roupa me entregou uma cédula de 100 reais a mais no troco. Ela se atrapalhou já que o dinheiro tava muito novinho e difícil de manusear.

Voltei até a longa (longe que só da Praça...) para devolver o dinheiro e a gerente ficou extremamente espantada:

-- Poxa vida, moça! Você veio devolver 100 reais? Isso é demais.

Quem tava espantada nessa altura era eu. Daí questionei:

-- E não é pra devolver, não?

-- Sim (respondeu ela bem assustada). Mas ninguém faz isso. Ou você pensa que todo mundo é honesto? A honestidade está em extinção.

Como não podia deixar passar a oportunidade, alfinetei...

-- Querida...não podemos pensar assim das pessoas. Temos que dar uma chance ao ser humano. Menos aos políticos, claro! Esses dizem que são honestos. Só dizem, mas não são e não parecem ser.

Pois não é que ela me solta esta perola:

-- Sabe que tem gente por aí fazendo a mesma coisa que os políticos?

Mesmo sem ter o que dizer repliquei:

-- Pode ser que essa gente esteja aprendendo isso com eles...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A mulher das cabras e sua visão sobre políticos


Dona Pedrina das Cabras é uma senhora simples, tem uns 50 anos aparentando 70, um ar de quem ainda não construiu nada na vida, mas que segue em frente porque atrás vem muita gente.

Fala pouco, tem sorriso tímido, anda meio corcunda e sempre acompanhada das suas cabras. Dona Pedrinha mora próximo a minha casa no bairro São José, antigo bairro do Cheiroso (chamado assim porque tinha um canal que fedia como nunca) e costuma todos os dias passear, ou melhor, pastar as suas cabras num terreno baldio em frente a minha residência.

Os animais moram com ela. Todas as cabras, uma média de 30, convivem harmoniosamente por dentro de casa, visitam os quartos, sobem no sofá e fazem suas necessidades em qualquer lugar.

Tão achando complicado? Eu também. Mas é a pura verdade.

Logo quando cheguei aqui em Petrolina e nessa casa onde moro (há uns 7 anos), dona Pedrina já tinha esse hábito que para ela é hiper normal. As cabras, diz ela, são pessoas da família. De fato deve ser. Afinal, quando ela grita o comando “entre”/”saía daí” ou qualquer coisa que não consigo entender, vejo que os animais obedecem como criança (o que nem sempre acontece também).

Dia desses estava saindo para academia no final da tarde e dona Pedrinha vinha com aquela “manada” adestrando pela rua com uma vara bem fininha. Ela gritava:

-- Vamos pra casa, meninas...andem...nada de subir na lixeira de dona Teresa pra roubar o lixo!

Diante da cena, falei meio constrangida:

-- Dona Pedrina as suas cabras são bem educadas quando estão próximas da senhora, não é mesmo?

Eis que vem uma resposta surpresa para mim.

-- Pois é minha filha. Minhas cabras “é” como o povo. Vê político fazendo coisa errada e ainda vota nele. Basta passar um tempinho pra esquecer tudo que não presta que eles fazem e o povo tome a votar nele novamente...

Indaguei espantada:

-- Poxa, Dona Pedrinha, não sabia que a senhora entendia de política.

Ela põe uma das mãos na cintura e responde de imediato:

-- De política não, minha filha, mas de ladrão eu conheço de longe! É por isso que sei quando as cabras querem roubar seu lixo...

Depois dessa fui pra academia muda, muda...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Políticos que querem ser igual a Lula

Nas eleições de 2008 para prefeito de Juazeiro-BA o então deputado estadual, Roberto Carlos, trazia em sua plataforma de campanha o discurso de que “foi pobre igual a Lula”.

Roberto Carlos e tantos outros candidatos país afora agarram-se a Lula como símbolo de sobrevivência, sucesso, superação, desafios, diferencial, “antes dele e depois dele”, o nordestino que subiu a rampa, o pau-de-arara que deu certo, o operário no poder e tantas outras qualificações ou adjetivos.

Nenhum deles lembra, por exemplo, da corrupção dos governos, das falcatruas administrativas, desvio de dinheiro público, Caixa 1, Caixa 2, Mensalão, negociatas para benéfico próprio ou amigos e parentes e tantas outras “aberrações cromossômicas”.

Agora, para as eleições de 2012, os candidatos devem trazer para o discurso os títulos de doutor que o então ex ou o que nunca deixou a presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu nesse ano.

É importante registrar que ele só queria receber as honrarias após deixar o cargo. (Ele deixou o cargo, foi? Nem percebi... )

Foram 7 títulos de doutor honoris causa concedidos pelas Universidades de Coimbra, em Portugal, Federal de Viçosa (UFV), de Pernambuco (UPE), Federal de Pernambuco (UFPE), Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o ultimo foi ontem (27.09.11) pelo Instituto de Ciência Política de Paris.

Blogauta, Paris, Paris!!! Ah, Paris... é o berço da intelectualidade acadêmica internacional.

Poxa, realmente, temos que reconhecer: estudar como a gente faz (ou fez) uma vida toda até chegar a graduação (50% da vida) + especialização (5% da vida) + mestrado (15% da vida) + doutorado (30% da vida) para no final nem entrar, muitas vezes, para ensinar numa universidade. Lula nem fez nada disso e ganhou 7 títulos de “doutô”.

Pensa que é fácil, é? Ele trabalhou muiiittttooo pra isso....né mole, não!

Já estou imaginando o discurso de muitos candidatos a prefeito por aqui em Juazeiro-BA ou em Afrânio-PE, por exemplo, cujo texto deve ser mais ou menos assim:

-- Meu povo, amado, precisamos começar a pensar no futuro agora. Mesmo sem os estudos das “faculidades” que estão “esparramadas” pelo sertão a dentro “não me diguem” que “ocês” não terão “oportunidade”. Lula não teve nada disso, mas com sua coragem, braveza e levando o sangue desse povo sofrido na alma chegou ao poder. É assim que penso. Mesmo sem entrar na “faculidade” eu, fulano de tal, vou para o poder para fazer o que nenhum outro fez. Por isso, vote em mim que sou assim...do povo, como “ocês”.

Tão achando ruim? Parem de estudar e sejam políticos (partidários, claro), ou jogador de futebol ou as duas coisas!!!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Feira livre

Frente Mercado São José - Recife-PE
Foto: Divulgação

Mercado São José - parte interna
Foto: Divulgação

Blogauta tenho que entender que nós estamos vivendo tempos complicados. Tudo parece que está equivocado, doente, podre ou perto de morrer. Na área alimentar é uma loucura.

Dia desses vi uma matéria na TV onde um infectologista (médico que se ocupa do estudo das doenças causadas por diversos vírus, bactérias, protozoários entre outras mazelas) explicava que não se deve usar colher de pau para mexer os alimentos na panela. Ele dizia que a madeira acumulava uma série de fungos, bactérias que poderiam causar várias doenças ou infecções em crianças ou adultos com imunidade baixa.

Gente, minha falecida avó, se viva fosse ia ter um troço de envergar o pescoço!!! Imagine você como ela poderia cozinhar o feijão cheio daquelas coisas gordurosas sem uma grande colher de pau? Eu cresci vendo minha mãe passar horas e horas no mercado São José no Recife-PE, escolhendo várias colheres de pau para usos distintos: mexer papa de aveia, sopa, feijão, arroz, carne, bolo e tantas outras coisas.

Pensem vocês, blogautas, em pleno mercado público escolhendo peixe, surubim, atum, camarão, caranguejo, sardinha...é uma loucura de mosca, chão sujo, com a mesma mão que o vendedor pega nos alimentos pega no dinheiro, enfia no bolso da calça e volta a vender do mesmo jeito. Quando não coloca a mão no nariz.

E o sorvete da máquina? Aquela que tem vários vidros com líquidos de cores diferentes (vermelha, laranja, verde) pendurados de cabeça para baixo? As moscas voando ao redor....uma delícia!! Pra mim o melhor sorvete do mundo.

Quando cheguei a Petrolina-PE e vi aquela máquina maravilhosa exposta no centro da cidade, não tive dúvidas. Voltei a ser criança. Parei, tomei 4 sorvetes (isso mesmo...4 casquinhos um de cada cor) e conversei com o vendedor, seu João, que me explicou que esse tipo de produto é saudável, sem colesterol e que ele sustentou toda a família dele por 50 anos, naquele pontinho, vendendo o sorvete.

E a sopa do mercado, gente? É qualquer coisa de não limpa e higiênica. Mas se não matou nenhum político em tempos de campanha até hoje das duas uma: ou o preparo da sopa não é tão sujo quanto se pensa ou o político é mesmo um bicho difícil de morrer.

Feira e sopa lembram tempero. Daí vem a memória que o deputado estadual de Juazeiro-BA, Roberto Carlos, sempre faz questão de ressaltar que foi pobre igual a Lula e vendeu tempero na feira.

Lembranças à parte, resta saber se quando ele saiu do estágio de feirante ambulante para representante do povo levou consigo o discurso de vendedor ou adquiriu hábitos costumeiros dos políticos desse pais ou se as duas coisas juntas.

Voltando a questão da feira livre...ainda não sei o que é pior: ser contaminada pelos alimentos ou objetos que mexem esse alimentos ou ter que agüentar os fungos, bactérias e vírus que fazem da nossa política um mosquedo infectado.

Pelo menos dos alimentos até agora nunca tive uma virose. Dos políticos? Estou acamada até hoje.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Amores velhos ou novos?


Algumas coisas nesse país parecem estar sempre próximas do absurdo ou inaceitável. Parecem? Pois é...minha falecida avó dizia que “não devemos trocar os amores velhos pelos novos que hão de vir. Os novos vão embora e os velhos voltam a servir”.

Ela bem que parecia estar certa. Não é que pensando bem como posso não votar em Lula novamente (já que este é meu amor “velho”, digamos assim) se ele nunca sai da “presidência” e da minha cabeça como herói?

Como posso optar por outra candidatura que não conheço (ainda ou tão bem)? Afinal, o discurso dele (Lula) já está entranhado nas nossas mentes (“nunca antes na historia deste país”); sua briga evolutiva contra a imprensa golpista também. Suas desviadas ou amenizadas quando se trata de “cumpanheiro” larápios como o coordenador da quadrilha de bandido do mensalão, José Dirceu, também já são conhecidas de todos e a sensação que temos é que tudo no Brasil parece estar do mesmo jeito que sempre esteve.

Miséria no quintal dos pobres, todas as demais mazelas que assolam a sociedade brasileira estão nitidamente enraizadas nos governos anteriores, acesso e oportunidades para os bens sucedidos e vez ou outra alguém do morro vira herói, se supera e vai tocar violino numa orquestra em Viena.

Meu menino mais velho sempre faz questão de me dizer:

-- Mãe, quando um garoto do morro ou de uma favela violeta se destaca dessa forma, nunca se esqueça, isso é apenas uma exceção. A regra é outra coisa.

Este exemplo me faz lembrar o que a história diz sobre a época em que D. João estava por aqui. Ao chegar no Brasil, ele precisava ocupar "espaço", ter riqueza, terras e controlar as pessoas. O jornalista e pesquisador Laurentino Gomes relata em seu livro 1808, que D. João nos seus oito primeiros anos no Brasil outorgou mais títulos de nobreza do que em todos os 300 anos anteriores da história da monarquia em Portugal. É brincadeira?

Isso talvez justifique, ou seja, uma das razões pelas quais somos tão apegados as benesses do poder, ao conluio, as falcatruas e tantas outras desqualificações que não deveriam caber numa sociedade. O que se associa também a ausência de preceitos e princípios ditos morais quando se trata de homem publico.

Dia desses estava no aeroporto de Brasília (eu e minhas idas e vindas acadêmicas) aguardando (2 horas) o vôo para Recife/Petrolina quando me deparei com um político da minha região Nordeste acompanhando de uma mulher, cujo letreiro parecia estar escrito na testa uma frase que minha falecida avó chamava de “sou quenga, e daí?”

O tal político (casadíssimo, pai de família e sempre muito sério) pouco ou quase nada estava preocupado com o que pensassem dele. Pelo contrário, ficava babando a beldade que estava ao seu lado (com idade de sua filha mais nova) e circulava calmamente com a mesma (que tentava caber dentro um mini vestido quase da cor púrpura) até o encontro com seus pares de legenda e de galinhagem. (Galinhagem e legenda = safadeza em dobro).

Daí me recorda outro ditado desse meu garoto mais velho (que aprendeu isso de tanto eu falar da minha avó). Ele diz: -- Mãe, fica tranqüila, os políticos e os homens são todos iguais (na maioria das vezes), mudam apenas os endereços. Filho ainda completa "a senhora pensa que rapadura é mole, é? É doce, mas não é mole não".

Diante desse quadro clinico de falência múltipla da moral e dos bons costumes nesse país, qual é mesmo a opção que temos?

Como diria a minha falecida e sabia avó (novamente ela) volte para os amores velhos. Você já conhece os defeitos e fica mais fácil engolir. Será?

To tão em dúvida!! 2014 tá tão próximo....

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Nem todo político tem classe


Não basta apenas ter dinheiro para se ganhar a eleição. É preciso ainda ter classe e elegância para conquistar espaço perante outras autoridades que já tem destaque e estilo nessa área.

Afinal, como ser corrupto sem saber barganhar com as pessoas?

Vejam essa história de um dos nossos representantes da região. O fato não é novo. A informação veio de um amigo que estava presente no dia do evento e anotou tudinho, tudinho...

E como este blog tem a proposta de registrar pessoas, coisas e tudo mais... vale a pena contar o fato como o fato foi.

Na visita do governador Eduardo Campos aqui em Petrolina para inauguração do Colégio da Polícia Militar de PE, em 2010, um deputado da região "exigiu" uma audiência com ele.

A assessoria explicou que o governador iria receber a bancada daqui do Vale, todo mundo junto, numa mesma reunião. Inconformado, o deputado em questão falou com o próprio Eduardo que QUERIA uma audiência particular para tratar de cargos e nomeações suas.

Eis que Eduardo e sua "sutileza" conhecida pra alguns assuntos (com algumas pessoas) deu-lhe um esporro público pra quem quisesse ouvir impropérios (%$¨&¨*&).

O deputado em questão "baixou a bola" e "se contentou" a uma audiência coletiva, sem fazer seus pleitos particulares e não-republicanos.

Em suma, botou a barba, ou melhor, o bigode de molho.

domingo, 28 de agosto de 2011

Político fazendo política no avião


Já percebi que toda vez que tem um político no aeroporto, seja ele deputado, vereador, prefeito...e outros que foram, são ou querem entrar nessa área pública de “grandes negócios”, ele faz questão de se mostrar como político.

Esbanja simpatia, risos, afagos e trata os profissionais das companhias aéreas ou da Infraero como amigos íntimos, de berçário, quase intra-uterino.

Fala alto para chamar atenção e circula de um lado para o outro delimitando área de atuação. Isso sem contar que geralmente os políticos estão acompanhados dos seus assessores puxa-sacos e suas atitudes remetem a uma trajetória de discurso.

Dia desses, à noite, estava vindo para Petrolina e enquanto aguardava o vôo na sala de embarque do aeroporto do Recife (já falei pra vocês que o Recife tem a orla mais linda do Nordeste? Preciso sempre lembrar...) assisti uma cena tão absurdamente interessante que registrei de imediato no meu HD (leia-se minha memória humana) para compartilhar com meus amigos blogautas.

Um político da região do Vale São Francisco, daquele estilo grotão, pesado, fala rouca, com uma baita capanga na mão (brega? Brega é pensar que alguém possa ter votado nele!!!) usando uma calça jeans do tipo faroeste, uma camisa de xadrez miúdo à lá quadrilha de São João fora de época e pra completar o desmantelo vinha acompanhado da mulher que mais parecia uma árvore de natal americana de tantos adereços pendurados pelo corpo que ela deve chamar de “acessórios”.

Junto a dupla ficavam os assessores pajeando, pegando água na lanchonete, chamando um ou outro para mostrar o celular de última geração que migrava de mão em mão como um brinquedo inocente.

Com a chamada do vôo o grupo segue pelo portão de embarque até o avião. A conversa no corredor era sempre muito alta e se referia a algum outro político do qual eles chamavam de “babaca”.

Ao se aproximar da porta da aeronave, o “político rouco” assume a dianteira para adentrar no avião e de imediato cumprimenta a comissária de bordo e os demais membros da equipe. Na medida em que andava pelo corredor do avião falava com as pessoas que já estavam sentadas em suas poltronas.  O texto era mais ou menos este:

-- Boa noite. Como vai? Tudo bem?...bom ver você por aqui...Tudo certo? E aí amigo? Ninguém respondia. Um ou outro sorria discretamente.

A esposa arvore de natal e os assessores puxa-sacos seguiam atrás rindo para as pessoas em todos os momentos que o tal político rouco falava com elas até ele chegar na sua poltrona e ainda se expressar alto: querida é aqui nossa cadeira?

Achando pouco o falatório emplacou o desfecho:

-- Pessoal, espero que todos tenham uma boa viagem e que a gente possa chegar em casa na paz.

Nessa altura do campeonato eu já estava humildemente sentada na minha poltrona e pensando comigo mesma.

-- Como sofro em ter que aguentar esse tipo de representante da minha região. Esse homem não é uma figura. É uma verdadeira gravura que precisa ser emoldurada.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Ser político é a melhor profissão


Praticamente em todos os eventos da área de recursos humanos podemos ouvir de especialistas a nobre frase “o trabalho edifica o homem”.

A exceção fica por conta da profissão político. O processo de montagem, produção, estratégia, desenho e arquitetura da função político são por demais semelhantes às artimanhas do sistema nazista.

Depois de construir caminhos para chegar ao poder, o profissional político veste a imagem porta voz da sociedade e, portanto capaz de se auto intitular merecedor de aumentos salariais exorbitantes, um maior número de assessores que contribuam com novas estratégias nazistas para roubar o povo sem que esse povo pense que está sendo lesado.

Exageros à parte, os políticos fazem parte de uma corja emaranhada entre si que desfrutam das benesses adquiridas sejam nos governos totalitários ou democráticos como o nosso.

Compreende-se que numa sociedade democrática (felizmente ou infelizmente) não há processo de mudança em sua estrutura sem que se passe pelo contexto político.

Porém, parece ser complicado e difícil de engolir a forma e o modo como são construídas as gestões públicas em termos administrativo, econômico e mesmo político num país como o nosso.

Ao produzir representantes corruptos na ponta do sistema em nível federal vai sendo perpetuado, em efeito cascata ou dominó, novos aprendizes desse conceito para as instancias estadual e municipal.

As especializações dos nossos políticos em termos de conhecimento contribuem para que os mesmos sejam referencias internacionais em várias áreas: administração de verbas não declaradas (vulgo caixa 2), captação ilícita de sufrágio (compra de votos), nepotismo disfarçado (emprego para parentes em gabinetes de outros colegas parlamentares); negociatas em torno de votação de emendas parlamentares, acomodação de políticos não eleitos em cargos de assessoria, abertura de empresa "laranja" para conduzir as novas verbas, trafego de influência, verbas publicitárias suntuosas para “cala boca” de imprensa e ações midiaticas, importantes para que os políticos não percam de vista o alvo: as eleições.

Em se tratando de uma profissão tão promissora, não é de se espantar que filhos e netos das chamadas raposas políticas tenham tanto interesse por este oficio.

Afinal, desempenhar todas essas especializações e continuar na impunidade... não poderia existir profissão melhor para quem deseja trilhar este caminho e se tornar mestre e doutor em “ciências das falcatruas”.

Inscrições abertas para 2010.