Mostrando postagens com marcador Senado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Senado. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Deu na imprensa internacional: a família Addams mora no Senado

Imagem ilustrativa do Senado Brasileiro

Vamos por parte como diria Jack, o estripador. Afinal, nem todos que estão dentro do Senado são da mesma família, mas vivem juntos numa área em comum e alguns são omissos quando o assunto é moralidade. Unidos formam um clã, uma facção ou um comando.

Assim, precisamos entender que se o Senado Federal é a nova “casa dos horrores”, como explicou bem direitinho a matéria da revista britânica The Economist, os habitantes desse espaço tem tudo a ver com a família Addams. Família esta que protagonizou uma série de TV com espetáculos horripilantes na década de 1960 e foi repaginada em vários outros momentos.

Entre tragédias, armadilhas, terror e tantas outras situações mórbidas exibidas durante a série qualquer semelhança entre a casa da família Addams e o Senado brasileiro não é mera coincidência. É adequada e proposital.

A diferença é que as histórias do casal Gomes e Mortícia com seus filhos Wednesday (Wandinha), uma menina sádica e um tanto quanto soturna, que adora brincar com seu desmiolado irmão Pugsley (Feioso), submetendo-o a vários tipos de tortura além de todos os demais loucos membros da família não passam de uma grande ficção.

Já o Senado é uma realidade nua e crua que nós brasileiros assistimos, não acreditamos no que estamos vendo e ainda temos a impressão que o roteiro do filme está apenas no começo.

O final da história? Esperamos que as urnas (em 2010) respondam.

Ps: Os recentes escândalos envolvendo o Congresso brasileiro foram destaques na revista britânica The Economist (julho/2009). Veja matéria aqui.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

2010: o ano da mudança?

Se gritar pega ladrão no Senado Federal nem os ratos que se escondem por baixo do carpete azul e só aparecem na calada da noite escapam. Todos entram no mesmo buraco.

Em termos de unidade, o Senado é o melhor exemplo de igualdade a ser visto em relação a qualquer outra instituição brasileira. Mesmo que a divisão não seja igual, todos estão no mesmo barco, ou melhor, na mesma sarjeta.

Os senadores se amam e percebem que nada está como antes e tudo continua como sempre esteve. Quando se trata de dividir benefícios o resultado é matemático: um pra você, dois pra mim (pra eles!!).

Embora todas as falcatruas, maracutaias, abuso de poder, nepotismo, clientelismo, benesses e regalias sejam públicos e notórios, há um emaranhado de tubulação e fios que vão brotando do subterrâneo da Casa que dá uma sensação que não acabam nunca. São várias minas espalhadas em todo o solo.

Não há trabalho. Há discurso. Não existem pautas. O tema é sempre único. Na medida em que se busca limpar o esgoto, mais o lixo sobe e toma conta do cenário. Hoje, o Senado é uma bomba atômica na espera de um comando para explodir.

Pela memória registrada em livros, ‘nunca antes na história desse país’, o Senado foi tão desacreditado, desmoralizado e ineficiente na sua função para com a sociedade.

Os que se dizem baluartes da verdade, moral e decência, as possíveis reservas de caráter, de fato não existem. A tirar pelas escolhas à presidência, governar em causa própria, a socialização de imoralidade entre todos os pares e ímpares e a tentativa de criar uma nova imagem para Casa que resgate um mínimo de dignidade.

Mas, algumas coisas mudaram. A sociedade atônica assiste tudo não mais de forma inerte. Hoje a internet facilita a comunicação. São e-mails, comunidades virtuais, twitter, blogs, orkut e ainda se usa a velha faixa na rua (e funciona...) para pressionar, mostrar indignação e retratar ao vivo e em cores o que a sociedade pensa desses larápios travestidos de pessoas do bem.

Um detalhe parece não ser percebido pelos tais representantes: 2010 é ano de eleição.
Com a acessibilidade a informação e a ausência de credibilidade em nossos políticos o voto pode até continuar sendo obrigatório, mas o resultado do pleito poderá ser uma grande revolução.

Diante de um novo cenário, melhor seria que os senadores começassem a limpar o gabinete a partir de hoje. Porque depois de 2010 o espaço poderá ser ocupado por outro.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Senado: quase tudo fora da ordem



Sem reserva moral que seja exemplo, sem credibilidade e jogado num lamaçal de corrupções X impunidade, o Congresso Nacional, falando especificamente do Senado, está paralisado em termos de projetos voltados para sociedade e ao mesmo tempo em movimento retilíneo uniforme quando o assunto é limpeza dos bueiros do subterrâneo da Casa.

Vivendo das “surpresas” administrativas e das exposições negativas das ações parlamentares, pouco ou quase nada se faz de concreto e produtivo em termos de trabalho.

Aliás, trabalho é uma palavra que não existe na cartilha desses tais representantes do povo. Isso porque as atuações dos senadores estão voltadas a resolver problemas internos, imagem corporativa e uma busca desesperada em mostrar para mídia que o Senado funciona. Mas, o que é mesmo que o Senado faz?

Faltando ainda um ano e poucos meses para as eleições de 2010, parece mesmo que os políticos, marketeiros de plantão e até mesmo uma parte da imprensa não entenderam que o próximo pleito não é feito apenas para a escolha do presidente da República.

É bom estarmos antenados e de olhos bem abertos para as possíveis candidaturas ao Congresso Nacional. A eleição pode renovar mandatos (deveriam ser “mandados”) de elementos, podemos até dizer de alta periculosidade, que se perpetuam no poder fazendo o que sempre fizeram: nada.

O debate sobre esta temática tem que ser provocativo, sim. Porque teremos de escolher, selecionar entre ruins e ruins. E, portanto, cabe a nós exercitarmos a reflexão visando limpar essa escoria que está impregnada no Congresso Nacional.

Numa Casa renovada, projetos parados, engavetados, adormecidos voltam à mesa. O Congresso precisa trabalhar. Estamos pagando essas pessoas para viveram inoperantes profissionalmente.

O momento é de acordar. A eleição de 2010 tem que trazer novos quadros que possibilitem uma oxigenação política, pra não dizer uma lavagem geral na corte.

A renovação pedi ainda uma reformulação operacional/administrativa do próprio Congresso para que as praticas abusivas, imorais (tipo a história das passagens aéreas, os atos administrativos totalitário, entre outros) sejam punidas e banidas.

Dessa forma uma nova Casa do Povo nascerá para consolidar a democracia. Sem a qual a imprensa não é livre e a sociedade está morta na sua possibilidade de escolha.

De certa forma, estamos vivendo isso mesmo.