terça-feira, 18 de agosto de 2009

Globo X Record: quem ganha com isso? Parte 1

Impossível não falar sobre a guerra das TVs, ou melhor, dos maiores grupos de comunicação do país, Globo X Record, apresentada em rede nacional (e internacional) na ultima semana (e ainda em percurso) para que todos possam acompanhar e fazer apostas nos possíveis vencedores dessa disputa.

Pelo registro em memória, nunca antes na história comunicacional brasileira se viu tantos bombardeios em nível de imprensa, em especial, o telejornalismo de dois grupos, como estão sendo protagonizados pelas emissoras em destaque.

Longe de querer defender ou acusar quem quer que esteja por traz dessa lavagem de roupa suja, alguns pontos precisam ser esclarecidos.

1º) Por que a Globo trouxe à baila (forçando a barra junto ao Ministério Publico de São Paulo) o caso do Bispo Edir Macedo, leia-se, Igreja Universal do Reino de Deus, que é um fato já transitado e divulgado com ampla cobertura midiática?
2º) O que de fato precisa ser esclarecido pela Igreja Universal, sua relação direta com a concessão publica de canal de televisão, a Rede Record, e o uso indevido do dinheiro dos féis da igreja?

A título de esclarecimento, de fato, a igreja sobrevive e deve ser sustentada pelos seus participantes diretos, neste caso, os membros que congregam na denominação. Isso é lícito e está descrito em várias partes da Bíblia Sagrada, a exemplo do livro de Malaquias 3: 8 a 10.O ato existe para que não haja dependência ou melhor, ligação financeira da igreja com o Estado.

Ressalto um ponto fundamental nessa análise é que este provimento deverá ser utilizado unicamente na manutenção do templo, espaço de congregação, obras sociais, que envolvem inclusive o evangelismo (sustentação de obreiros em diversas localidades para pregação do evangelho); bem como sustentação de pastores e os chamados ministros de música e educadores cristãos, para que eles possam trabalhar exclusivamente na obra.

Os demais encargos referentes a manutenção das obras e dos templos como luz, água, limpeza, equipamentos e outros também são pagos pela própria igreja a partir dos proventos recebidos.

Qualquer que seja a razão pela qual o dinheiro dos membros não tenha sido aplicado nessas atividades se caracteriza desvio de conduta e sobretudo ausência de compromisso com a pregação da Palavra de Deus. Ponto.

(segue parte 2)