sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Amanhã sempre será outro dia
Amigos, colegas, alunos e profissionais de jornalismo e publicidade,
Quando terminamos o ano fazemos sempre um balanço e pensamos o que foi bom ou não. Vamos fazer diferente? De que forma? Imaginando que tudo o que fizemos teve motivos para ser feito.
Certo ou errado...tentamos. Ora, se temos saúde, garra, vontade de continuar lutando...pra que pensar que algo não valeu a pena? Vamos tentar de outras formas?
Agora...nessas outras formas vamos olhar melhor para o outro, entender o outro, sonhar com o outro...amar o outro.
O que teremos em troca? O resultado da doação. Se doamos amor, recebemos amor. Sejamos mais tolerantes, menos agressivos, menos exigentes, mais maleáveis, complacentes com o outro.
O outro é a nossa representação diante do espelho.
E por incrível que possa parecer, quando agimos assim, imitamos o melhor exemplo que já tivemos por aqui na terra: Jesus.
Um beijo no coração de todos. E vamos continuar tentando melhorar o que somos como ser humano.
Afinal, amanhã sempre será outro dia...e tudo pode recomeçar...
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Serviço operadora OI: morrer de raiva ou morrer de raiva
Fica fácil entender porque as operadoras da OI, TIM e Claro
tem os maiores números de reclamações no Procon e na justiça. O atendimento é
to-tal-men-te desclassificado, incompetente, atrasado, deficiente e indelicado
com as pessoas que pagam (caro) por um serviço que está sempre a desejar.
Sempre.
Então... estou com problemas no meu Velox/roteador e tenho
10 (dez!!!), isso mesmo, 10 protocolos registrados na operadora OI desde ontem,
4/11, às 22h, até hoje, pela manhã, 11h.
Tudo começa quando ligo para a Central de Atendimento OI,
0800.565658, e um tal atendente virtual chamado “Eduardo” diz que percebe um
problema na linha fixa do OI que deve ser consertado até às 15h do dia 28 de dezembro. Isso mesmo que você está lendo: 28 de
dezembro. Ele só não diz o ano!!!
Logo em seguida, passa um menu E-N-O-R-M-E sobre os possíveis
problemas com o Velox/roteador. Pede pra você apertar o número 1 ou 2 varias
vezes. Depois, manda você ligar e desligar os equipamentos porque pode ser uma
questão de mau contato.
Tratando-nos como imbecis e idiotas, o tal atendente virtual
(um protótipo de robô com sotaque de gente) diz
que percebeu que você já fez esse procedimento e nada deu certo, daí manda você
anotar um número de protocolo e com uma voz bem “engraçada” fala em tom jocoso
que vai esperar você pegar papel e lápis para anotação.
Abestalhadamente nós fazemos isso enquanto um tic-tac de relógio fica
martelando seu ouvido. O tal “Eduardo” volta e manda você anotar o número de
protocolo: no meu caso é a 10ª anotação. Depois do longo processo o tal
protótipo de ser humano diz que vai passar para um dos seus colegas atendentes.
Outra voz mecânica entra no circuito e diz que a tal ligação será gravada para
assegurar a legitimidade do atendimento.
Em seguida a mesma voz diz que vai passar para um dos
colegas de atendimento... atendimento...atendimento...Tudo fica mudo e você
espera...espera...espera sentado (porque em pé é mega cansativo) e depois de
uma longa espera, desliga o fone porque você já está sem paciência. Uns instantes depois, recomeça o processo.
O tal “atendente Eduardo” entra no circuito novamente e
ainda diz...
--Humm! Eu to vendo aqui nas minhas anotações que o seu
problema não foi resolvido...vou passar você para um dos meus colegas
atendentes....mas antes anote o número do protocolo...
Começa tudo outra vez!!! Como meu ouvido está calejado e
condicionado ao texto programado pelo “atendente Eduardo”, resolvi repassar
este documento para ouvidoria da Anatel com todas as anotações de protocolos
que fiz de ontem para hoje.
Será que isso resolve? Por que as operadoras de telefonia
são tão incompetentes? Faltam fiscalização
e multa por parte dos órgãos responsáveis ou mais operadoras para concorrer no
mercado ou tudo isso junto?
Seguem números de protocolos:
OI Velox: 0800.56565
Período contato: dias 4 e 5/11/12
1º Protocolo: 2012.1157107663
2º Protocolo: 2012.1157108649
3º Protocolo: 2012.1157265151
4º Protocolo: 2012.1157267271
5º Protocolo: 2012.1157268096
6º Protocolo: 2012.1157268949
7º Protocolo: 2012.1157537330
8º Protocolo: 2012.1157542149
9º Protocolo: 2012.1157546078
10º Protocolo: 2012.1157611543
Segundo o Ibope NetRatings, somos 83,4 milhões de internautas tupiniquins
(setembro de 2012). De acordo com a Fecomércio-RJ/Ipsos, o percentual de
brasileiros conectados à internet aumentou de 27% para 48%, entre 2007 e 2011.
O principal local de acesso é a lan house (31%), seguido da própria casa (27%)
e da casa de parente de amigos, com 25% (abril/2010). O Brasil é o 5º país com
o maior número de conexões à Internet.
Tenho absoluta certeza que assim como eu, milhares de pessoas
nesse país a fora estão passando por esta mesma situação. Alguma coisa está
fora da ordem. Uma pena.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Eleições 2012: bandeirola, placas de ruas, baixaria, agressões e as redes sociais
Podemos agradecer aos gregos pela criação da democracia e
sua perpetuação mundo a fora. No entanto, o amadurecimento desse sistema aqui
no Brasil ainda está longe de ser consolidado. Uma democracia precisa de pelo
menos 100 anos para se sentir fortalecida como princípio.
O que percebemos são conflitos constante e corriqueiro entre
liberdade de expressão, direito e limite de um e do outro cidadão, bem como a
não aceitação das ideias divergentes.
Trazendo esse preâmbulo para se pensar as eleições de 2012
em Petrolina, podemos apontar algumas atitudes nada democráticas:
- Uso dos veículos de comunicação (rádio, blogs, jornal) com
tendências partidárias e agressivamente expostas nos programas, nos textos, nas
indicações de entrevistados e nas escolhas de profissionais de comunicação.
Apresentar tendências para determinado candidato em eleição não
é novidade nos veículos de comunicação no Brasil e muito menos em outros países
democráticos. O que acontece é que por aqui existe um discurso de isenção
falacioso e arrogantemente absurdo tanto na linha editorial quanto na produção
de matérias. Isso confunde o leitor/ouvinte/internauta.
- As redes sociais, Facebook e Twitter, especificamente, estão
postas como uma nova esfera pública para exposição de todos os tipos de textos,
lorotas, palavras de baixo calão, charges, vídeos e provocações sem medidas. É
uma “guerra ideológica” mixada com sabedoria dos que se acham dominantes do
conhecimento e da vontade do eleitor.
- “Militantes” com bandeirolas e santinhos tomaram as ruas
(ou como se diz por aqui gramaticalmente incorreto, “tomaram de conta” das ruas),
os semáforos, as portas de igrejas e as caixas dos correios das residências. Militantes?
Quem é a verdadeira militância? Vamos deixar claro: militante partidário é um
cidadão desprovido de interesses financeiros e que por amor a ideologia
partidária vai às ruas, levanta a bandeira do candidato por acreditar nas suas
ideias, no seu discurso, em sua postura profissional. Em pleno século 21 e no
Brasil de políticos aloprados e corruptos, você acredita que ainda existe esse
tipo de militância? Então também acredita em Papai Noel, Fada Madrinha e
Duendes.
- As placas nas ruas se transformaram num nevoeiro poluidor que
modificam a paisagem urbana e atrapalham a visão dos motoristas em muitas das
vias de acesso ao centro da cidade e nas principais avenidas.
- Criatividade publicitária? Nunca antes na história das
eleições municipais se ouviu tanta breguisse
associada aos candidatos. As melodias são diversas: forrós estilizados, funks à
la poupozudas, pagode
desesperado e tantas outras aberrações eletrônicas que alguém, em algum lugar
desse planeta tem a coragem de chamar de música.
Os exemplos são diversos: Na minha casa todo mundo é 15. Minha mãe é 15, o meu pai é 15.. minha
avó é 15, meu cachorro é 15... o porteiro é 15...Ufa! Pausa. Neste momento
precisamos reconhecer o trabalho criativo e exaustivo desses compositores na
elaboração de um texto tão profundo e complexo. Nem Machado de Assis, com toda
sua intelectualidade e pureza de coração, conseguiria fazer algo semelhante.
Mas, vale ressaltar que entre uma tragédia e outra tem alguns
jingles criativos com xote, xaxado, baião e frevo. (Ufa! Pensei que tinham matado todos os
publicitários/compositores!).
Essa eleição foi marcada por uma desordem geral permitida
pelo sistema eleitoral:
a) Desrespeito
partidário na composição de coligações;
b) Interferências
radicais dos partidos nas escolhas de candidatos ao cargo de prefeito;
c) Candidatos
ao cargo de vereador sem a menor condição de representar o município, os
eleitores;
d) Uso
da máquina governamental em todas as esferas.
O voto é um direito conquistado com a democracia. A escolha
dos representantes é algo sublime, inviolável e que está nas mãos do eleitor
cidadão. Ao praticar o ato, ele legitima o pleito e consolida o sistema
eleitoral.
Esta prática jamais pode ser alvo de negociação (compra e
venda do voto), troca de benefícios e indicação a cargos públicos.
Portanto, o eleitor é soberano nas suas escolhas e escravo
das suas decisões.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Cardozo desiste e a Mulher Pera faz de tudo
Texto publicado na revista Meia Um - Brasília
O que tem a ver o ministro da Justiça
com a candidata Suelem Aline Mendes Silva? A resposta é o nosso sistema
eleitoral
Explico melhor. O programa Band
Eleições 2012 de 3 de setembro e o Observatório da Imprensa da TV Brasil de 4
de setembro debateram a temática das candidaturas majoritárias e proporcionais,
seus efeitos midiáticos e a produção cinematográfica para televisão dos
partidos que detêm maior poder financeiro. Inegavelmente, quem tem mais
dinheiro tem melhor desempenho midiático na mostração de uma performance emblemática,
novelesca, teatralizada, elitizada, contagiante e – por que não dizer? –
emocionantemente bela do ponto de vista da plasticidade, da fotografia, dos
filtros, das cores, dos takes e da retórica. É o cinema veiculado na TV, no
chamado horário eleitoral, ou, como se diz por aqui no Nordeste, “guia
eleitoral”.
Nos dois programas, o ministro da
Justiça, José Eduardo Cardozo, foi citado várias vezes em relação a sua
desistência de concorrer às eleições em 2010. Na Band, o jornalista Fernando
Mitre ressaltou as razões pelas quais o ex-secretário do PT teria desistido da
corrida à Câmara dos Deputados. Mitre citou expressões usadas por Cardozo como
“promiscuidade, descrédito, desestímulo e decepção, assim como o encarecimento
gradativo das campanhas”.
O Observatório da Imprensa foi mais
longe. O jornalista Alberto Dines mostrou uma entrevista do ex-deputado gravada
em 2010 para o programa OI na TV, ocasião esta em que justificou a desistência
do cargo de deputado federal, exatamente por discordar do processo de produção
e captação de recursos praticado no sistema eleitoral brasileiro.
Não é a primeira vez que a
desistência do ex-deputado José Eduardo Cardozo em concorrer às eleições é
pauta na imprensa. O ministro da Justiça parece ser (ainda) uma referência como
parlamentar. De modo sempre salutar, o fato virou uma espécie de “case
político” para embasar as análises dos jornalistas, sociólogos e pesquisadores
que mergulham nas entranhas do nosso sistema eleitoral e tentam desenhar o
caminho tortuoso que um candidato percorre para ser eleito.
Traçando um paralelo entre a
desistência do ex-deputado e a vontade da Mulher Pera em ser vereadora pela
cidade de São Paulo, podemos perceber um oceano de questões ideológicas,
intelectuais e políticas decorrentes de um sistema eleitoral atrasado, capenga
e desacreditado. Sistema este em que os partidos exercem uma permissividade
para afiliar candidatos sem questionar o histórico, o perfil
político-ideológico e a trajetória profissional. Os partidos contabilizam
números e não projetos.
A Mulher Pera, que publicou no seu
site oficial a foto de suas nádegas com o seu número de registro, defende a
estratégia como forma de divulgação da sua candidatura. Para espanto de alguns,
a dançarina alegou em entrevista ao site Yahoo! que “sempre quando publicam
minha foto, mostram apenas o meu rosto, mas eu sou conhecida pela minha bunda”.
Vale registrar, ainda, que a tal
Mulher Bunda, digo, Mulher Pera, foi candidata a deputada federal pelo PNM em
2010 e, pasme, obteve 3.612 votos.
Sem querer entender o ditado popular
de que todo eleitor tem o político que merece, é importante provocar o debate
sobre as consequências das nossas escolhas, ainda que seja dentro desse sistema
eleitoral.
Nesta eleição, a Procuradoria-Geral
Eleitoral já analisou mais de 750 pedidos de indeferimentos de registros de
candidatos (prefeitos e vereadores) que trazem em suas fichas, entre outros
rótulos, os de traficante, estelionatário, estuprador e homicida.
Considerando os mais de 5 mil
municípios país afora, é quase incontável o número de candidatos que se
apresenta como figuras emblemáticas, jocosas, sem nenhuma condição de
representar o município (muito menos fora dele). É um aglomerado de pessoas que
desvaloriza e desqualifica o processo eleitoral. A Mulher Pera não está
sozinha.
Baixaria à parte, isso é um retrato
fiel do câncer político que está virando uma metástase na nossa democracia,
ainda que ela seja jovem. A ausência de credibilidade nos políticos pode
responder em parte (mas não justifica) esse tsunami desastroso que elimina, por
tabela, pessoas que têm projetos reestruturadores e que poderiam contribuir com
mudanças significativas para as cidades e para sociedade em geral.
O modo como o nosso sistema eleitoral está posto abre uma fenda desconcertante na consolidação da estrutura societária. O sistema eleitoral está doente. Precisa ser tratado. Se não acordarmos da inércia que paira sobre a paisagem política eleitoral deste país, estaremos enterrando a nossa democracia, que lutamos tanto para conquistar.
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
"Palestra"
Como nem só de política e periguete vive este blog, resolvi socializar com meus amigos blogautas, do Face e do Twitter esta perola enviada pelo meu amigo Reginaldo Gomes.
Quatro horas da manhã, um homem com andar meio cambaleante caminha pela rua escura. Um carro da polícia se aproxima e os policiais resolvem averiguar a situação:
- Aonde vai o cidadão a uma hora destas??
- Estou indo assistir uma palestra...
- Palestra?! A esta hora? Sobre o quê??
- Sobre os efeitos do álcool e das drogas no corpo humano. Os danos causados pela esbórnia. A farra na degradação da vida amorosa conjugal. Nos impactos negativos sobre o sistema nervoso central e periférico advindos dessa vida desregrada. Dos malefícios aos órgãos internos e também externos devastados pela ingestão desenfreada de fumo, álcool e drogas ilícitas. E a vida sem Deus no coração.
- E quem vai dar uma palestra desta abrangência e relevância científica a esta hora da madrugada?
- Minha mulher, quando eu chegar em casa.
Quatro horas da manhã, um homem com andar meio cambaleante caminha pela rua escura. Um carro da polícia se aproxima e os policiais resolvem averiguar a situação:
- Aonde vai o cidadão a uma hora destas??
- Estou indo assistir uma palestra...
- Palestra?! A esta hora? Sobre o quê??
- Sobre os efeitos do álcool e das drogas no corpo humano. Os danos causados pela esbórnia. A farra na degradação da vida amorosa conjugal. Nos impactos negativos sobre o sistema nervoso central e periférico advindos dessa vida desregrada. Dos malefícios aos órgãos internos e também externos devastados pela ingestão desenfreada de fumo, álcool e drogas ilícitas. E a vida sem Deus no coração.
- E quem vai dar uma palestra desta abrangência e relevância científica a esta hora da madrugada?
- Minha mulher, quando eu chegar em casa.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Julio Lossio: quando a máquina diz tudo
Prefeito Julio Lossio - Foto | Divulgação
E o prefeito Julio Lossio, hen?? Engarrafou a Avenida Souza
Filho ontem, 04/07/12, em pleno horário de pico, 18h às 19h, para discursar em
frente ao monumento “Os Pracinhas”.
Um monte de gente e funcionários
do município (em sua maioria) assistia atônico o discurso empolgante do
prefeito que mais parecia showmício (com direito a banda do Exército e tudo),
do que mesmo uma inauguração.
Trabalho à parte é preciso
entender que esse tipo de atividade, além de aberturas de creches (com direito
a festa e tudo mais), festa de São João pra arrombar, participação em eventos
diversos, até mesmo em festa de boneca da assessora, mexe muito com o
imaginário do eleitor.
Ou seja: isso é uma ação do
governo municipal ou uma projeção de campanha eleitoral?
Faz tempo que a campanha tá nas
ruas, nos outdoor, na TV, nos rádios, nas redes sociais, em palestras...
Fernando Bezerra Filho e o debate na rede social
O candidato Fernando Bezerra
Filho (PSB), hoje amigo íntimo de confidencias do deputado federal, Gonzaga
Patriotra (PSB), que também virou amigo de berçário de Fernando
Bezerra Coelho (o ministro da Integração) que agora também voltou a ser amigo intrauterino
do radialista Edenevaldo Alves (ufa!!), faz questão de manter o nível do debate
(elegante mas instigante) nas redes sociais.
Voltamos a conversar via
Twitter (ver quadro abaixo) e novamente o então candidato a prefeito de
Petrolina se mostra sonhador diante de projetos apresentados pelo governo federal
em pleno ano de eleições.
O tema cisternas/água para o
NE/Bioma Caatinga/projeto do governo começa nessa rodada de debate, mas ainda
promete muita “água” (pra não dizer fogo) nesse assunto.
Afinal, como bem falei para
o deputado/candidato, não é uma questão de combate a seca e sim de convivência com
ela.
Se os políticos entenderem
isso, já é um caminho andado...
E o povo do Sertão agradece.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Odacy Amorim:melhor sozinho que mal acompanhado?
Odacy Amorim
Foto: Divulgação
O candidato a prefeito pelo PT, Odacy Amorim (se é que ele vai mesmo disputar a eleição como cabeça de chapa), está sozinho, desamparado e sem apadrinhamento.
Tirando a deputada estadual, Izabel Cristina, e a vereadora, Cristina Costa, ambas do PT nada de novo entra na sala do partido para apoiar e subir no palanque do tão isolado candidato, Odacy Amorim.
A migração do PP local (partido do Maluf) para as bandas do PSB, apoiando de forma irrestrita o candidato Fernando Bezerra Filho, deveria ser um alivio importante se o PT ainda tivesse a tão desejada moral ética verbalizada durante seus 30 anos de existência e que se perdeu nas sarjetas da política nacional, protagonizada pela maior referencia do partido, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, e o coadjuvante, José Dirceu.
Longe de querer fazer qualquer indicação do desfecho da disputa eleitoral de Odacy, quando Cristina Costa diz que “não vamos baixar a cabeça para o PSB de jeito nenhum. Se essa estratégia de isolar (o PT) é a forma que eles têm para que apoiemos a candidatura de Fernando Filho, estamos cada vez mais nos distanciando de Fernando Filho”, ela manda um recado.
Outras possibilidades podem ocorrer? Quem sabe!
Afinal, desde que a nossa democracia (muito nova para se considerar consistente), instituiu no sistema eleitoral a chamada coligação entre partidos que são primos, parentes distantes ou arqui-inimigos, nenhum candidato conseguiu se eleger sozinho. “É preciso unir forças para uma melhor governabilidade”, é o que todos dizem.
Dito de outra forma: é preciso dividir o bolo, trocar favores e receber benesses entre alguns que comungam da mesma negociata. E o povo? Só existe e é importante na hora de votar.
Vale ressaltar que a crise do poder instalada dentro do PT não é apenas em nível local, resumindo-se as cidades de Juazeiro/BA e Petrolina/PE. Os conflitos passam ainda por Recife/PE, Fortaleza/CE e São Paulo/SP, só pra citar algumas...
A crise no PT é maior do que os nossos olhos podem alcançar. Está nas entranhas, no submundo do domínio das relações.
Com essa desorganização legitimada não só do PT, mas de todos os partidos, possivelmente, uma nova paisagem política-eleitoral venha a assumir a direção desse barco (eleição) que até então está à deriva.
Muita água ainda vai rolar...a tsunami vai desembocar em 2014.
domingo, 3 de junho de 2012
Série Periguete 3º. Periguete também tem Facebook e usa marcas
Novamente na academia de musculação... conversa vai, conversa vem com colegas de malhação, um dos rapazes arrota um discurso irônico e diz:
-- Você sabia que periguete prefere Face a Twitter? Sabe como é, né? No Face ela coloca um monte de fotos em todas as poses, faz cara de menina safada, um batom avermelhado e um morango entre os dentes.
Pra completar ele arrebata:
-- Você pensa que periguete compra em C&A ou na Marisa? De jeito nenhum. Compra marca minha filha! É Coca-Cola, Guess, Forum, Dolce & Cabanna e por aí vai...Ah...tão pensando o que das periguetes? A peri, pira... qualquer um!
Ainda meio assustada dessa parafernália "tecnoguete" e "estiloguete" uma das minhas colegas comenta:
-- Como vamos distinguir uma periguete das mulheres que não são quengas?
Entre uma sugestão e outra elencamos algumas características básicas para separar quenga de mulher moralmente composta. Vamos lá.
Mulher moralmente composta:
1º) Tem um modo natural de ser. Bebe moderadamente (quando bebe) e suas atitudes são classudas.
2º) Usa roupas e sapatos que harmonizam o seu corpo sem parecer vulgar.
3º) O tom do batom e as unhas fazem um composto de charme e elegância e não de extravagância.
4º) O vestido tubo está sempre 2 ou 3 dedos acima do joelho.
5º) Fala baixo (audível) e tem um sorriso tão charmoso quanto o seu jeito de gesticular.
6º) Trabalha como todos os seres “normais” e não vive correndo atrás de patrocinador de orgias e baladas.
7º ) Está sempre antenada nos assuntos da atualidade; faz MBA, pós e várias especializações. Sabe conversar sobre qualquer assunto.
8º) Coloca, sim, silicone ou faz plástica de modo a complementar a beleza que ela já tem sem se tornar um andrógino ambulante.
Mulher periguete:
1º) Fala muito alto e rir, exageradamente, pra chamar atenção.
2º) Está sempre vestida vulgarmente: vestidos colados bem curtos, com estamparia de onça ou corres aberrantes.
3o) Fala o tempo todo olhando pra vários lados.
4º) O cabelo loiro, quase sempre muito loiro, tem vários apliques até o bumbum.
5º) Silicone (muito) no bumbum, seios e nas panturrilhas. O conjunto é um mix de mulher/monstro/ser humano.
6º) Tem pincer no umbigo, no nariz e em outros lugares... (Este item é facultativo).
7º) Usa sandálias tipo “ vou cair do salto” e ao andar rebola mais que bambolê nas mãos dos camelos do centro da cidade.
8º) Faz questão de ser vulgar.
9º) Dão em cima de todos os homens que estão na circunferência dos seus olhos.
10º) Conversar qualquer assunto, estudar, fazer MBA ou qualquer coisa do gênero é pedir muito pra esse tipo de mulher.
Diante do quadro clinico apresentado acima, chegamos a conclusão que vale a pena ser uma mulher moralmente composta. Até porque são poucas que existem.
Daí, vamos virar mulheres em extinção. E os homens vão ter que rolar muito pra conseguir ter uma dessas.
As periguetes? Estas vão continuar existindo, mas sem chance de avançar na vida.
Vão continuar sendo quengas e tendo essa função. Só.
sábado, 2 de junho de 2012
Debate na rede com Fernando Bezerra Filho
Em função do texto publicado no Blog de Daniel Campos ontem, 01.06.12, fiz uma resposta singela a ele no sentido de explicar, bem direitinho, minha função como cientista social e jornalista.
Vejam a resposta abaixo e o link da matéria de Daniel aqui.
Daniel, td bem?
Li o texto q vc postou no seu blog agora a noite. Nada contra. O assunto foi aquele mesmo. Senti falta, apenas, da parte indagada pelo deputado FBF. Aproveito para ressaltar que a temática nasceu de uma discussão sobre o cenário político na região com o jornalista Welington Junior.
O foco era a política ideológica. O mesmo me citou no twitter do deputado e eu respondi aos 2. A partir de então, FBF começou um debate virtual comigo. É importante registrar (quero deixar bem claro, e aproveito para fazer isso nesta nova esfera publica a virtual/internet, especificamente o Face), q não defendo bandeira de nenhum candidato. Além do mais não acredito, não confio e nem espero nada de nenhum político.
Isso tem a ver com o modus operandi do sistema eleitoral/político estabelecido neste país que contribui para crimes administrativos. Da forma como as coisas estão postas, sobretudo pelas brigas de cargos, vantagens e negociatas para os envolvidos nessa atividade, não acredito nos políticos. Consequentemente, nos candidatos.
Minhas critica não foi especificamente a ele, Fernando Bezerra Filho ou Gonzaga Patriota, mas a todos os políticos das esferas municipal, estadual ou federal. Aproveito ainda para dizer q não estou votando desde o escândalo do mensalão (justifico o voto na urna, já que sou obrigada por Lei).
Espero voltar a exercer esse direito (ora não democrático, já q sou obrigada) qdo tivermos uma reforma eleitoral-política cidadã.
Eu, por exemplo, acredito e penso que a melhor atuação desenvolvida pelo doutor Júlio Lóssio é como oftalmologista. Em minha opinião a sua excelência está nessa atividade. É nela que ele se supera. Não consigo imaginar como um médico tão competente no que faz entra para política partidária.
Se quiser ajudar o povo, que faça como médico. Vai ter menos problemas e será recompensando pelo prazer de servir.
Um forte abraço.
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Debate na rede,
Fernando Bezerra Filho,
Gonzaga Patriota,
Julio Lossio
sábado, 26 de maio de 2012
Série Periguetes - Agora elas fazem parte do Aurélio
Foto Divulgação - para ilustrar bem o post
Pois não é que a nova edição escolar do dicionário Aurélio tem uma novidade e tanto: a inclusão da palavra “periguete”.
O dicionário diz que “periguete” (o que a minha avó designava como quenga) significa “moça ou mulher que, não tendo namorado, demonstra interesse por qualquer um”.
A expressão “periguete”, que surgiu na periferia de Salvador, é a junção das palavras “perigosa” com “girl” (garota em inglês). Como a pronúncia ficaria estranha, adaptou-se o guete.
Vejam o exemplo de periguetes na foto acima.
Atenção, mulheres não periguetes de plantão! A coisa tá pegando fogo pra gente que anda na linha...
Ps. Com essa institucionalização da palavra e da função, vou usar nos textos "peri" em vez de "piri" (o que não muda em nada o sentido da coisa...)
Série Periguetes. Irrigação não dá apenas fruta, periguete também*
Foto Divulgação (para entender o texto)
É isto mesmo que vocês leram. As periguetes invadiram a Fenagri 2012, assim como em 2011, 2010, 2009 e 2008...
A Feira Nacional da Agricultura Irrigada, Fenagri, está na 23ª edição e é considerado o maior evento de fruticultura irrigada da América Latina. Mas faz muito tempo que nem só de irrigação e investimentos nessa área vivem os empresários.
Durante o evento, que neste ano acontece de 23 a 26 de junho, veem empresários de todas as bandas desse país ligados ao agronegócio. Entendam: agronegócio e não prostinegócio.
Mas em função do número de empresários e investidores da área de fruticultura, o setor de consultoria do entretenimento, (leia-se: cafetão ou cafetina), muito antes do evento, monta um QG dessa área visando atender a demanda (que é muito grande ) e que vem para a feira, basicamente, para investir no ramo do prostinegócio.
Os consultores de entretenimento, profissionais que agenciam as periguetes ou quengas, trabalham em ritmo acelerado para dá conta da procura por muitos books (apresentados virtualmente) e pré-selecionados com antecedência com direito a deposito bancário e exclusividade.
As quengas passam por triagem rigorosa que inclui avaliação dos apliques de cabelos louros na cabeça, quantidade de silicone aplicada nos seios e no bumbum, lipoaspiração e outras intervenções cirúrgicas. Além de injeção de hormônio masculino testosterona para melhorar o desempenho sexual e delinear parte do corpo, entre outros elementos fundamentais a sua atuação na horizontal, vertical ou qualquer outra posição.
A outra etapa do trabalho é a produção do book. As jovens entre 18 e 30 anos (máximo) vão aos estúdios para serem clicadas por fotógrafos profissionais. São poses pra lá de sensuais fazendo uso inclusive de todos os objetos mais impossíveis de se imaginar numa clicagem fotográfica.
De posse desse material, umas imagens seguem por email, quando agendado anteriormente, outras são impressas e ficam nos hotéis, para facilitar o trabalho e ainda outra parte fica na residência do (a) consultor(a) do entretenimento.
Além disso, as quengas invadem a feira. Um horror!!! Desfilam num salto alto de 15cm, andam quase caindo dele, usam vestidos de malha colados ao corpo na altura da metade, da metade da coxa. Cores? Aberrantes e estilo oncinha, claro. Um decote que chega até o pensamento, colares enormes, brincos também, um batom tipo “toda nudez será explorada” e um sorriso bem debochado.
Falam alto, bebem de forma ilimitada, abordam empresários daqui e de fora e oferecem cartões. Essa coisa de oferecer cartão não é nova. As periguetes de Brasília fazem isso dentro do Congresso Nacional na frente de todo mundo e de forma institucionalizada.
As periguetes daqui (iguais em todos os lugares) contribuem para diversificar as atividades dentro da Fenagri. Suas ações acontecem nos quatro dias do evento e se tornaram parte da paisagem. E a feira?
Bom, a feira deixou de ter sua predominância no agronegócio e passou a investir no prostinegócio. Pelo menos é o que aparenta.
*O título dessa 1ª matéria da série é de Andressa Fidelis que malha na academia comigo.
Série Brasília Periguete - 1a parte
Série sobre periguetes
Já faz algum tempo que o pessoal da academia de ginástica pede pra eu fazer uma série sobre periguetes e suas nomenclaturas correlatas, tipo, prostituta, profissional do entretenimento ou simplesmente quenga, como diria a minha avó, se viva fosse.
Pois bem. Pra não dizer que este blog só fala de política, especialmente, sobre o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) que abriu mão de concorrer a prefeitura de Petrolina para virar protetor do jovem político também deputado da mesma legenda, Fernando Bezerra Filho, vou fazer outra série sobre esta temática.
Lembro aos blogueiros que a 1ª série foi em novembro de 2011 e teve como cidade sede Brasília-DF. Em Brasília existe uma tsunami prostitucional digna de fazer inveja aos melhores centros de entretenimento do Recife-PE, Salvador-BA, Fortaleza-CE, São Paulo-SP e Rio de Janeiro - RJ, só pra citar alguns exemplos.
Assim, aos meus colegas da academia e os demais blogautas que acompanham meu blog e comentam no Face ou via email, segue o pedido. 2a série – Periguetes invadem as redes sociais, as nossas casas e a paisagem urbana.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Comissão da Verdade...Brasil virando democracia
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
"A desinformação não ajuda a apaziguar. A sombra e a mentira não são capazes de promover a concórdia. O Brasil e a nação merecem a verdade. É como se disséssemos que existem filhos sem pais, mortos sem túmulos. Nunca, nunca mesmo pode existir uma voz sem história."
Presidente Dilma Rousseff durante instalação da Comissão da Verdade - 16|05|2012
O que é a Comissão da Verdade?
A Comissão Nacional da Verdade é um grupo formado por sete integrantes que irá "examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos" praticadas entre 1946 e 1988 e redigir um relatório oficial, em um período de dois anos. Entre os objetivos estabelecidos na lei que cria a comissão está o de "identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos (...) e suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade". O foco inicial deve ser os desaparecimentos políticos e eventos da ditadura militar (1964-1985).
Integrantes da Comissão da Verdade (7)
Cláudio Fonteles, Gilson Dipp, José Carlos Dias, João Paulo Cavalcanti Filho, Maria Rita Kehl, Paulo Sérgio Pinheiro e Rosa Maria Cardoso da Cunha.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Prostituição e política em Petrolina (tudo a ver)
Pra não dizer que esse blog só fala de política (especificamente de Gonzaga Patriota), hoje o texto é sobre prostituição, ou melhor, profissional do entretenimento, o que não deixa de ser a mesma coisa que política.
Eis que estou fazendo minha pesquisa básica na internet para produção acadêmica e me deparo com algumas noticias nada acalentadora sobre negócios sexuais.
Olha que não estou falando de Brasília, especificamente, mas das grandes, médias e pequenas cidades, (quase que dizia pequenas empresas...em alguns momentos até são!!!), onde esse tipo de atividade funciona a todo vapor.
Minha avó dizia, que desde que o mundo é mundo que a quenga existe. Quenga é o nome mais simplório para designar as mulheres que “vendem” seus corpos para muitos homens ou outras mulheres por razões diversas.
De acordo com o pai de todos os conhecimentos, o Google, na pagina da grande biblioteca universal, a Wikipedia, prostituição pode ser definida como a troca consciente de favores sexuais por interesses não sentimentais, afetivos ou de prazer. Apesar de comumente a prostituição consistir numa relação de troca entre sexo e dinheiro, esta não é uma regra.
Podem-se trocar relações sexuais por favorecimento profissional, por bens materiais (incluindo-se o dinheiro), por informação e tantas outras coisas. Em Brasília, o Congresso Nacional é o centro de tudo. Petrolina (PE) também tem uma parte do bolo.
Esta semana na musculação, uma amiga, que malha comigo todos os dias, estava revoltada com uma cena que ela presenciou no final de semana, à noite, num restaurante na orla da cidade. Ela estava acompanhada do seu namorado e uma mulher, estilo piriguete, galinha ou quenga olhava descaradamente para sua mesa.
Dito de outra forma: a quenga comia com os olhos o namorado da minha amiga.
Essa amiga é do estilo que aperta o pescoço, morde, afoga na piscina e depois vai para o cinema com toda classe, claro. Ela percebeu que a tal figura estava “caçando” alguém para fechar a noite. E caçar um cara comprometido parece ser o alvo desse tipo de “profissional da noite”.
Começa um diálogo entre ela e o namorado.
-- Meu amor, acho que aquela perua que tá na mesa da frente tá querendo pegar você.
-- Que perua querida? Fala o namorando olhando discretamente de um lado para o outro, e acalma...
-- Amor, você tá enganada. É impressão sua.
O olhar da quenga não para. A cena se repete várias vezes. Minha amiga, delicadamente, tira a mão do namorado que está sobre a perna dela e se levanta calmamente e diz que vai ao banheiro.Segue em direção à mesa da quenga.
O andar é estonteante (até porque ela é linda, bem desenhada, estava de salto alto e vestida classudamente). Vai pisando firme em direção à mesa com um olhar que solta fogo, como quem diz: “aquele homem que tá na mesa é meu. Ninguém toca!”
Uiiii. Num toque de charme especial vira o ombro e vai para o banheiro. Agarra um lenço na boca, aperta um grito de raiva, de ódio, digamos assim, respira, passa um tempo e sai do banheiro. Dá outro toque de ombro e volta po-de-ro-sa-men-te para sua mesa.
Ao chegar, abraça seu namorado, beija-o discretamente, e tudo parece voltar ao normal. Final da noite? Feliz, feliz...
A quenga? Ora, ora...deve tá arrancando os cabelos (ou os apliques) até hoje...
Ou quem sabe atrás de outra investida. Mas esta, ela não pegou.
Vocês tão pensando que só Brasília tem dessas coisas é?
Não é mesmo deputado Gonzaga?
terça-feira, 8 de maio de 2012
Gonzaga e Fernando Bezerra Coelho: um projeto político para Petrolina?
Foto: Divulgação
Eleições 2012 – o retorno, os mesmos....tudo de novo
08/05/2012
Muitos dizem que este blog vive pegando no pé de Gonzaga Patriota. Mas é impossível não comentar um fato tão inusitado como este: Gonzaga e Fernando Bezerra Coelho, ex-arquiinimigos, sentadinhos, juntinhos, coladinhos um ao outro por amor a um projeto político para Petrolina.
A ideia é juntar as forças, as pessoas, o povo que era de um lado (lideres comunitários, vereadores e outros) e o bando do outro lado. Tudo agora num quadrado só.
Longe de querer denegrir as boas intenções de ambos os lados (amo esse pleonasmo...), a política é mesmo uma caixinha de surpresa. Ou não é?
Fico a pensar por que será que a gente ainda se espanta com essas mudanças radicais e quase bipolares dos nossos representantes políticos se a história já registrou muitos desses momentos.
Luís Carlos Prestes (1898/1990) é um dos melhores exemplos. Secretário geral do Partido Comunista do Brasil (PCB), em 1935, se dizia paladino da justiça (tipo Gonzaga ); chamado de “Cavaleiro da Esperança” (Gonzaga em 2008) é calorosamente aclamado presidente de honra da Aliança Nacional Libertadora, (ANL), um movimento de cunho antifascista e anti-imperialista, que congregava tenentes, socialistas e comunistas descontentes com o Governo Vargas.
Prestes amava Olga Benário, revolucionária e companheira dedicada, que tinha como “defeito de nascença” trazer o sangue judeu nas veias. Vargas, que amava de loucura o nazismo de Hitler deporta Olga (grávida) para Alemanha e a entrega nos braços dos nazistas. A criança, Anita Leocádia Prestes, nasceu em uma prisão e foi resgatada pela mãe de Prestes, após intensa campanha internacional e Olga morreu numa câmara de gás no campo de concentração nazista Ravensbrück.
Prestes é preso por 9 anos e quando sai, Getúlio que diz ter mudado e pretendia fazer um governo democrático (1945), desde que todos pensassem igual a ele, chama Prestes para o aconchego. E ele vai. Sobe no palanque de Vargas, não mais como ditador, e o apoia como uma nova representação da política brasileira.
Quer mais? É só procurar os registros na história para achar o apoio dos usineiros ao governador Miguel Arraes de Alencar, (1916/2005), “doutor Arrai” como era conhecido nos grotões desse sertão adentro (avô de Dudu, Eduardo Campos) para eleição na década de 1990. Dudu vai na mesma onda com Jarbas Vasconcelos (ex-governador de PE ).
Inimigos de foice, Eduardo e Jarbas combateram-se nas eleições para governador em 2006 e Dudu ganhou o embate no segundo turno com mais de 60% dos votos válidos contra Mendonça Filho (apoiado por Jarbas).
A raiva de Jarbas? Isso agora vai virar página virada. Jarbas já abriu as portas da sua casa e fez sua famosa feijoada para receber Dudu.
E Lula, que pra ser presidente em 2002 (e continua até os dias atuais) mudou radicalmente seu modo de pensar e agir? Sem comentários no momento.
Isso tudo só pode ser uma síndrome desesperadora do poder. Um vírus que se alastra em todos os políticos desse país. Não é apenas uma epidemia e sim uma pandemia. O blog explica:
Epidemia é uma doença infecciosa e transmissível que ocorre numa comunidade ou região e pode se espalhar rapidamente entre as pessoas de outras regiões, originando um surto epidêmico.
Pandemia é uma epidemia que atinge grandes proporções, podendo se espalhar por um ou mais continentes ou por todo o mundo, causando inúmeras mortes ou destruindo cidades e regiões inteiras.
Na realidade a pandemia política já está em todo o país. Parte do vírus fica aqui também em Petrolina e já atingiu muitos representantes políticos a exemplos de vereadores, deputados, prefeitos e ministro. A doença é contagiosa para quem convive no sistema nada imunizado da política nacional, estadual e municipal.
A cura para esta pandemia é a criação de uma reforma política-eleitoral séria com participação da sociedade, do cidadão, para implantação de um sistema político que possa extirpar, deletar, apagar os atuais protótipos de seres humanos que se dizem representantes do povo e trabalham em prol dos seus interesses.
Só acredito nisso. Só volto a votar depois dessa reforma. Até lá estou justificando meu voto.
Quanto ao então deputado Gonzaga...acho tão bonitinho o contra discurso dele no atual cenário político-eleitoral!! Gonzaga se reinventa..
domingo, 8 de abril de 2012
Gonzaga Patriota, Odacy Amorim e Roberto Carlos...falando sério
Não é só para “pegar no pé” do deputado Gonzaga Patriota (PSB) que o blog Pessoas, coisas e tudo mais existe. Tem outras figuras e assuntos emblemáticos que recheiam este espaço no sentido de provocar uma discussão sobre os políticos que dizem nos representar e também temas mais leves que servem para oxigenar a mente das coisas negativas que nossos políticos fazem.
Mas quando a gente pensa que vai ficar tudo diferente, um monte de coisas acontece logo agora na primeira semana de abril/2012. Daí, a gente tem que falar.
Por exemplo, o deputado estadual por Juazeiro, Roberto Carlos (PDT), que está sendo investigado pela Superintendência da Policia Federal na Bahia, desde 2008, pelos crimes de peculato, sonegação fiscal, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, foi pego na virada no dia 03.04.12.
De acordo com a PF, o parlamentar tem ligação com esquema de desvio de recursos públicos através de assessores “fantasmas” da Assembleia Legislativa, em Salvador.
Além de negar, claro, e dizer que desconfia de uma “armação política” (é o mesmo texto de todos os corruptos), Roberto Carlos, que pregava ser o paladino da moral e bons costumes, que “foi pobre igual a Lula” e vendia tempero na feira, pode voltar a praticar essa atividade, ou seja, vender tempero na feira.
Mas, desconfio que tudo começou mesmo nessa época de vendedor na feira. Possivelmente ele usava uma balança de ferro com pesos de 5g, 10g e quando ia pesar o tempero com uma mão apertava o dedo discretamente na tara para “aumentar” o preço do produto. Não é mole, não!
O outro fato que ocorreu nesses últimos dias foi a consolidação da candidatura do então deputado estadual Odacy Amorim (PT) a prefeitura de Petrolina/PE. Cento e cinquenta delegados do partido participaram do evento, que aconteceu dia 01.04.12, no prédio da Câmara de Vereadores da cidade.
Nada novo nesse acontecimento. Afinal, esse resultado já estava emplacado faz tempo. A expectativa agora é saber o que fazer. Quem vai apoiar Odacy? Como se dará essa disputa?
A briga de foice que será travada entre Odacy (PT), Fernando Filho (PSB) e Júlio Lossio (PMDB) vai abalar as estruturas da cidade de Petrolina, conhecida como a Califórnia brasileira. Por aqui tudo que diz respeito a política pega fogo, literalmente.
E Gonzaga, hen? Já ganhou de volta a direção do PSB na região, vai entrando devagarzinho na Codevasf, tá cada vez mais amigo intimo de berçário de Fernando Bezerra pai e filho e por aí vai. A coisa parece que tá chegando onde ele quer. Será?
Falando sério... to louca pra postar outras coisas (fora política) nesse blog e não consigo...
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sábado, 7 de abril de 2012
A ultima canção de Roberto Carlos
Foto: Divulgação
Nesta crônica real da política baiana, o jornalista e escritor Elieser Cesar, mistura canções do rei da MPB, para fabular com as acusações da Polícia Federal contra o deputado estadual Roberto Carlos (PDT)*04 do 04 de 2012 às 14:50
Elieser Cesar_247
Além do horizonte deve ter algum lugar bonito em que o deputado estadual Roberto Carlos (PDT) possa voltar a viver em paz, depois de ter sido acusado de ser terrível, pela Polícia Federal na Bahia, que como uma Lady Laura madrasta quer levar o parlamentar para casa em que filhinho chora e mamãe na vê. A instituição policial que deflagrou a Operação Detalhes, acusando o deputado de formação de quadrilha, sonegação fiscal, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita de salários de funcionários de seu gabinete, já avisou a Roberto Carlos: “Não adianta nem tentar me esquecer”, já que considera que o político foi apanhado numa prática que é “ilegal, imoral ou engorda”.
Não há como negar que o Roberto Carlos baiano, que não canta, mas já está na dança, vive momentos de muitas emoções. Debaixo dos caracóis da acusação policial, o deputado não pode negar que, se chorou ou se sorriu, o importante é que emoções ele viveu. Experiente, por exercer o terceiro mandato na Assembleia Legislativa, o parlamentar trabalhista sabe que, no palco da política, “é preciso saber viver”.
Roberto Carlos experimentou o côncavo das mordomias e benesses do mandato e agora amarga o convexo do desgaste estampado nas manchetes. Surpreendido com a presença de policiais federais em seu gabinete, logo as cinco da matina, de terça-feira passada, é possível que não tivesse tempo sequer para pedir o café da manhã, fazer, na mulher (também acusada de participar do esquema fraudulento) um carinho e, depois...
Que ninguém pense, no entanto, que uma fera ferida como deputado Roberto Carlos, após a acusação que lhe imputam, vai apelar apenas para Jesus Cristo e pedir a mão de Nossa Senhora para cuidar de seu coração, de sua vida e de seu destino. Ah, ele, que pretende ter um milhão d e amigos, certamente não ficará sozinho nesta hora em que as estrelas brilham de manhã e em que vê uma força estranha, transportada num calhambeque, no caminho de seu amor sem limite pela vida pública.
Acostumado a tranquilidade de quem não necessita de um divã, Roberto Carlos chegou em frente ao portão da suspeita, sem que nenhum cachorro lhe sorrisse, latindo. Por enquanto, parou na contramão das denúncias, mas, se preciso for, está disposto a correr demais, só pra provar sua inocência.
E, caso não consiga prová-la, o deputado Roberto Carlos pode fazer como o seu xará cantor, na musica, e mandar tudo pro inferno. Ou ainda, mais humilde e menos estressado, admitir: “De hoje em diante, eu vou modificar o meu modo de vida...” O que não pode é reincidir, porque na parada de sucesso da Policia Federal, o hit será “Outra vez”.
Não faltam emoções, na rotina de Roberto Carlos!
* Recebi o material de Omar Baba e achei muito interessante...tudo a ver com o momento.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Operação Detalhes...muitos detalhes
Foto: Divulgação
O esquema de desvio de recursos montado pelo parlamentar veio à tona nessa terça (03.03.12) com a Operação Detalhes (tudo a ver com o então aprendiz de cantor), realizada pela Polícia Federal.
São 12 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (dois em Salvador, no gabinete e no setor de Recursos Humanos da Assembleia) e os outros em Juazeiro e Uauá, a 416 quilômetros de Salvador, além de Petrolina-PE.
Em 2008, o então deputado Roberto Carlos estava em plena disputa à prefeitura de Juazeiro-BA. Com um discurso afiado, inteligente, agressivo e destemido, Roberto Carlos se posicionava como a maior referencia política da região.
Ele, que de rei da MPB tem apenas o nome e de majestade tem as honrarias que vem desviando dos cofres públicos, tinha uma falação pragmática, combativa, segura e eloquente.
Nessa época, Roberto Carlos se colocava como o paladino da justiça, o baluarte da verdade, homem sério, honesto, de raízes humilde (foi camelo e barraqueiro). Nas retóricas lançava um olhar apaixonante pelo então presidente da república, Luis Inácio Lula da Silva, e fazia questão de dizer na propaganda eleitoral e nos debates que “foi pobre igual a Lula. E assim como Lula, ele também venceu na vida”.
A decepção com o parlamentar (assim como todos os políticos brasileiros) já era uma tragédia anunciada. Isso não é novo. Vem desde Dom João quando aportou nas terras tupiniquins em 1808. Durante os 13 anos de monarquia no Brasil, D. João ofereceu mais comendas (benesses) para os nobres comerciantes e empresários brasileiros do que nos 300 anos de monarquia em Portugal.
Isso pode até explicar porque nossos políticos são como são, mas não justifica.
E pra completar a comédia política, Roberto Carlos teve a cara de pau (precisa passar óleo de Peroba, hen!!) de dizer numa entrevista de rádio que “ a PF não está me acusando, está fazendo uma investigação, como investiga qualquer um”.
Opa!!! Qualquer um não, deputado. Eu posso me considerar “qualquer um” e nunca fui investigada pela Política Federal! E mais, a Operação Detalhes (tudo a ver com o seu modo de ser....) tem 2 anos de investigação. Nenhuma instituição tão séria como a PF faria um “desmonte” desse sem ter a certeza de que o “serviço” era ilegal.
O deputado Roberto Carlos poderá ver o sol nascer quadrado se a justiça agir com justiça e enquadrar o então parlamentar por apropriação de salários de funcionários “fantasmas”, formação de quadrilha, peculato, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Nessa leva vão também a esposa, filhos e os tais assessores/fantasmas que estão mancomunados com ele.
Duvido muito que isso aconteça. Mas fico na torcida. Se ele perder o mandato (e não o mandado) e não for reeleito em 2014, já é uma grande conquista para sociedade.
Roberto Carlos é mais um dos grandes exemplos de político corrupto e descabidamente falacioso. Não é uma exceção entre todos os parlamentares em nível local, regional, estadual ou nacional. É uma regra do sistema político brasileiro.
Mudar este cenário? Só mesmo uma reforma política-eleitoral séria e comprometida com a sociedade pode vir a ser um caminho para uma verdadeira democracia.
A que está em vigor não foi consolidada... ainda.
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quarta-feira, 21 de março de 2012
Gonzaga com raiva da presidente Dilma
Foto: Josélia Maria
Eis que recebo em minha caixa de email uma mensagem do nobre deputado federal Gonzaga Patriota (PSB), cujo título, “Gonzaga Patriota declara estar descontente com o tratamento recebido do governo”, me animou a ler o restante do texto.
Antes, pensei cá com os meus botões... vai que o deputado está chateado porque Dilma não aceitou projetos relevantes para região NE nas áreas de saúde, educação, habitação. Ou talvez, o nobre deputado gostaria de mostrar ao governo que se pode fazer projetos sociais cortando na própria carne custo adicional (ou benesses através de propina) elaborando ações que contemplem áreas menos favorecidas da nossa região.
Cheguei a pensar que Gonzaga estava mudado, renovado, tentando reverter a imagem de que todos os parlamentares/representantes do povo não são iguais, ou seja, não fazem parte do mesmo saco de farinha.
Ledo engano!
Gonzaga Patriota, assim como todos que fazem parte da chamada classe dos pedintes engravatados e legitimados pelo povo, leia-se políticos em geral, estava, ou melhor, está chateado com a presidente Dilma Rousseff porque a mesma demonstra uma política austera em relação as cuias que circulam no Palácio do Planalto com pedidos que vão desde o 1º escalão até os coordenadores do cemitério do Parque das Flores em Recife-PE, passando pela direção do DNIT em Natal ao necrotério do Rio de Janeiro.
Gonzaga publicou o texto na imprensa local e no seu blog como desabafo pela sua atuação como coordenador da bancada nordestina no Congresso, tipo assim: `sou o representante da pobreza nordestina em Brasília`.
Pra não dizer que só estou falando de flores, Patriota quer justificar a sua raiva mostrando que o encontro da bancada do NE ( que reúne 153 deputados ) tinha como premissa “ a renegociação das dívidas de produtores rurais nos Estados da região e a suspensão imediata das execuções dos débitos promovidas pelos Bancos do Brasil e do Nordeste”.
No texto ele teve a audácia de comparar Dilma a Fernando Collor de Mello forçando a declarar que ela pode sofrer um impeachment como o ex-presidente por desprezar os congressistas.
Fazer essa análise foi a pior parte de todo o conteúdo, sobretudo porque entre a época de Collor (1990/1992) e a de hoje há um oceano de realidades distintas, pessoas com honras totalmente diferentes e que mesmo sendo Dilma do PT é impossível ter alguma semelhança.
No texto ele teve a audácia de comparar Dilma a Fernando Collor de Mello forçando a declarar que ela pode sofrer um impeachment como o ex-presidente por desprezar os congressistas.
Fazer essa análise foi a pior parte de todo o conteúdo, sobretudo porque entre a época de Collor (1990/1992) e a de hoje há um oceano de realidades distintas, pessoas com honras totalmente diferentes e que mesmo sendo Dilma do PT é impossível ter alguma semelhança.
E pra completar o discurso ele ameaça, categoricamente, “votar contra o governo até resolver essa situação”.
A pergunta é obvia: votar contra o governo ou contra o povo?
Não resta dúvida que a presidente Dilma precisa governar com o Congresso Nacional (infelizmente... já que por lá não existe uma reserva moral no meio do esgoto). No entanto, talvez esse freio de arrumação que ela vem dando crie novas possibilidades de confrontação na busca por uma democracia plena.
Este enfrentamento pode ser um sinal que bons tempos virão. Com a sociedade se organizando mais, buscando debater e agregar ideias e projetos através das redes sociais, com movimentos virtuais que venham gerar novas discussões sobre o verdadeiro papel dos políticos no sistema democrático e as ações reveladoras da imprensa.
Talvez toda essa celeuma sirva para forçar a sociedade a pensar qual é o tipo de político e governo que queremos e de que forma podemos fazer esse sistema funcionar.
Pelo menos 3 coisas são necessárias para uma revolução democrática: limpeza total dos atuais representantes políticos em todas as esferas, transparência das ações e a consolidação da democracia de fato e de direito.
Quanto à chatice de Gonzaga Patriota por não ser recebido por Dilma vai uma dica: melhor seria passar umas horas desfrutando a beleza da orla do Recife, a mais linda do NE, tomar uma água de coco, dar umas pedaladas na ciclovia, umas caminhadas em frente ao Parque Dona Lindu e depois voltar pra Brasília disposto a exercer seu verdadeiro papel como deputado do povo.
Vai nessa deputado....
domingo, 18 de março de 2012
Políticos amam a si mesmo: Adalberto apoia Fernandinho
Eleições 2012 – o retorno, os mesmos....tudo de novo
18.03.2012
18.03.2012
É impressionante como a política brasileira, dos currais dos coronéis até o domínio das classes econômicas abastardas da área urbana ou na capital, tudo gira em torno da pessoa, ou melhor, de uma pessoa ou de um grupo.
Não existem projetos de governo para sociedade. Existem projetos de políticos nos governos ou fora deles para os seus pares, para seus partidos.
Os nossos representantes não nos representam. Foram legitimados nas urnas, mas trabalham única e exclusivamente para eles.
A coerência, uma postura ideológica de exercer uma tarefa missionária e uma ação pedagógica como representante do povo não fazem parte da identidade dos nossos políticos.
Eles mudam de discurso como mudam de roupa. Fazem negociatas a céu aberto e ainda chamam a imprensa para ratificar o conluio.
Até poucos dias atrás o ti-ti-ti em Petrolina/PE era que o nobre deputado estadual, Adalberto Cavalcanti (PHS) iria apoiar, consolidar, justificar, endossar, adoçar e ficar do lado da possível, talvez, quem sabe, campanha do deputado Odacy Amorim (PT) para prefeitura da cidade.
A casa caiu!! Ou melhor, se estruturou em outro terreno.
O ra-ra entre Odacy e Fernando Filho, leia-se, Fernando Bezerra Coelho, o ministro da Integração, já vem desde muito tempo... O voo solo de Odacy parece que não vai sair do chão.
Esse momento de negociatas, divisão de benesses, quem fica com quem ou o que depois de eleito....um pra tu, dois pra mim...um pra tu...três pra mim...e por aí vai... é extremamente delicado. Afinal quem tem dinheiro tem o poder e manda. Ponto.
Negociando a coisa publica e as verbas que virão com os parceiros que subsidiam a campanha podem-se imaginar e delimitar a geografia do voto. É nessa jogatina que os interesses pessoais suplantam totalmente os interesses do povo.
O povo? Ora, o povo é um aglomerado de pessoas que no afã do discurso embargado de um político raposa acredita piamente que tudo aquilo que ele diz é verdade. Há uma cegueira generalizada na maioria das pessoas que enxergam nesses tais representantes uma possibilidade de mudança. Não existe.
Em pleno século XXI estamos vivenciando uma ausência de propostas que contemplem políticas publicas para uma sociedade menos desigual. Todos os partidos estão no mesmo saco. Ainda estamos na era da pedra, passando pela do cavalo com viseira única e voltando aos coronéis, hoje, plugados na internet, facebookado, blogado, twittado.
Mudaram-se as ferramentas, mas a essência desse sistema corrompido permanece enraizada nesses tais representantes que estão aí.
E por que não muda? Porque os políticos amam a si mesmo. Amam o poder.
Não muda porque é necessária uma verdadeira reestruturação do sistema político-eleitoral. Isso passa por uma reforma política que contemple um novo papel do político ou o verdadeiro papel desse político nesta sociedade que busca consolidar uma democrática.
Da forma como está tanto nas negociatas dos partidos em Brasília como as que são feitas nos municípios todas tem um único objetivo: contemplar o político ou o seu grupo. Jamais a sociedade.
Se eu acredito em políticos? Nenhum.
Se eu voto em algum político? Melhor nem perguntar.
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sábado, 17 de março de 2012
Memória do Blog: " Um deputado igual a você"
(Post veiculado dia 27.08.2011)
Campanha política sempre tem coisas interessantes e engraçadas pra gente analisar. É o período que mais me divirto assistindo os guias eleitorais na TV, ouvindo os spots no rádio e vendo os outdoors espalhados nas ruas (geralmente, tabuletas implantadas numa noite e acordadas com fotos de políticos tratadas no fotoshop pela manhã).
Fiscalização da prefeitura? Nem pensar...
Vendo e acompanhando todo esse movimento alegórico, fico sempre pensando (cá com meus botões) e não consigo entender as razões pelas quais nossa política nunca é levada a sério. (Ou será que entendo?)
Bom, 2012 tá chegando e pra quem mora no interior a campanha política por aqui é mais próxima das pessoas (do eleitor). É no seu bairro, na sua rua...carro de som em todos os espaços. É uma loucura!
Sim, porque lá no Recife (cidade que tem a orla mais linda do Nordeste) em se tratando de campanha política não se percebe tanto quanto no interior. Agora que estou em Petrolina (distante 740 km do Recife), quase uma metrópole em termos de estrutura física, tecnológica e outras coisas mais...percebo que a política pega fogo muito antes do ano eleitoral.
Dia desses tava eu lembrando de um fato bem interessante que aconteceu comigo nas eleições do ano passado (2010) para deputados federal, estadual, governador, senador, presidente da república.
Eis que recebo um, ou melhor, vários santinhos na minha caixa do correio (leia-se caixa do correio de residência e não e-mail) de um candidato a deputado estadual cujo slogan era: “Um deputado igual a você”. De imediato pensei e falei alto revoltada.
Igual a mim, não!!!
Sou uma pessoa honesta de berço e não vendo essa imagem porque ela se retrata nos meus atos, pago meus impostos em dia, nunca tive desvio de conduta, nem fiz falcatrua administrativa, não desviei dinheiro público, não coloquei nenhum parente em prefeitura ou qualquer órgão do governo, não nomeei nenhum funcionário fantasma, nunca paguei “boca-de-urna” para ganhar eleição (até porque nunca fui candidata, graças a Deus); nunca fiz negociatas para benéfico próprio ou de outros; nunca fiz promessas vãs, não vendo minha honra à “bandidos engravatados” para conseguir propinas, não sou filiada a partido político, não faço discurso incoerente e muito menos política partidária.
Portanto, pensei e falei alto na rua pro povo que tava passando:
-- Você pode até ser candidato ao cargo de deputado, é um direito seu. Agora querer que eu seja uma pessoa igual a você é demais, não?
Felizmente, ele nem se elegeu...é cada uma que me acontece!!
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