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domingo, 14 de julho de 2013

Muay Thai: uma luta com alto controle

Antes do treino | Foto: Vânia Cruz

Thai. É dessa forma que os praticantes do boxe de origem tailandesa, chamado Muay Thai, cumprimenta os demais colegas quando chega ao treino. A modalidade entrou nas academias da região, especificamente em Petrolina e Juazeiro, há mais ou menos sete anos. Hoje, além dos espaços fechados da academia, o esporte também é praticado ao ar livre, em praça publica ou em quadras abertas.

O Muay Thai, também conhecido como a “arte das oito armas”, é uma luta de contato total. Os alunos aprendem a usar dois punhos, cotovelos, joelhos, canelas e pés para criar sequências de golpes contra seus oponentes. Embora possa parecer um esporte predominantemente masculino e de adulto, a modalidade tem adeptos do sexo feminino e crianças na faixa etária da pré-adolescência.

De acordo com o professor Rafael Welington dos Santos, mais conhecido como Raphael Tyler, o Muay Thai é um esporte que possibilita você ter alto controle sobre seus impulsos, domínio sobre suas atitudes e ações. Tyler, que representa o mestre Mamute Lopes, professor há 7 anos em Juazeiro, ressalta que o aluno pode extravasar suas tensões em função dos movimentos praticados que exigem muito da parte física de cada pessoa.

Utilizando todo o corpo (pois o lutador gira os quadris em cada chute, soco ou bloqueio), a modalidade desenvolve condicionamento físico, resistência e fortalecimento muscular.

Foram estes benefícios que atraíram o policial militar, Julho Pereira, 38 anos. Adepto das artes marciais desde criança, Julho já fez todas as modalidades, e agora exercita o Muay Thai de forma mais intensa. “Meu objetivo é aperfeiçoar as artes que já fiz. Identifiquei-me com o treino e percebo que além da musculação que já faço três vezes por semana, o Thai é completo. Meu condicionamento físico melhorou muito e estou me sentido bem mais preparado e disposto para qualquer ação que precise do meu físico”.
Treino intenso

O professor Tyler explicar que o treino do Muay Thai é intenso (média de duas horas/ três vezes por semana), de alto impacto e o aluno chega a queimar em média, 850 kcal/h. Este parece ser um dos motivos do esporte atrair muitas mulheres.

A advogada Barbara Amorim, de 26 anos, praticante do Muy Thai há 6 meses, cofirma. Ela diz que percebeu a diferença na roupa. “A perda de medida foi de forma gradativa e saudável. Além do dinamismo da atividade você sente uma melhora no condicionamento físico, na força e na flexibilidade do corpo”, diz Barbara, satisfeita com o resultado. Ao ser abordada sobre o estilo musculoso e marombeiro das chamadas mulheres popozuda, Amorim ressalta não ser contra esse tipo de mulher. “Cada pessoa deve trabalhar seu corpo de maneira  que lhe deixe feliz. A ‘insatisfação’ é inerente ao ser humano e como a mulher é muito crítica e exigente consigo mesma, se cobra mais por isso”, reponde convicta.

Outra mulher que foi atraída pelos benefícios do boxe tailandês é a servidora pública, Jucianna Kelly. Praticante de musculação desde 2000, Kelly começou a sentir certa morosidade nos exercícios e depois de fazer uma aula de Muay Thai por curiosidade, foi “fisgada” pelo dinamismo e intercaladas da luta com o aquecimento físico.

“Logo na primeira semana percebi mudanças no corpo. O treino físico associado à luta simplesmente me despertou, porque você sempre está em movimento, fazendo algo diferente e trabalhando o corpo. Com um mês já perdi peso e as roupas que estavam bem apertadas já começaram a entrar”, explica Kelly de forma entusiasmada. Ela ressalta ainda que precisa melhorar na questão da alimentação. Por conta da ausência de disciplina, admite que o resultado poderia ser ainda bem melhor.

Mesmo gostando de praticar exercício regularmente, Kelly aponta certo exagero estimulado pela mídia na cobrança de um corpo perfeito. “Admiro quem se dedica tanto ao corpo. Mas Já ouvi falar de casos que a mulherada recorre a anabolizantes para garantir o corpo perfeito que a sociedade aprova, mas é preciso não esquecer que tudo tem um preço que pode ser caro demais no futuro”, adverte. 

A professora de educação física, Marivane Britto, com 15 anos de profissão, gestora do Espaço Fitness, ressalta que o mercado de atividade física vem se modificando ao longo desses anos e novas modalidades foram introduzidas nas academias visando atender essa demanda. “Existia muita procura na academia para esse tipo de esporte. Depois de analisarmos o formato dos treinos e a capacidade profissional do professor Tyler, resolvemos investir na modalidade. E vem dando certo”. Britto ressalta, no entanto, que o resultado para esse tipo de esporte é rápido em termos de disciplina e concentração, além de postura estética. “ O Muay Thai ajuda a diminuir peso corporal e define músculos. Os que mantém um treino disciplinado obtém melhores resultados”. 
Aquecimento antes do treino

Graduação

Muay Thai é um pouco parecido com o Kung Fu Chinês. Um fato normal levando-se em conta à origem do povo Tailandês. Assim como o Judô e Karatê a graduação do aluno acontece através de faixa e cores. No Thai é uma cordinha chamada Kruang afixada no braço do aluno. São 12 graduações: (amarelo/branco/ para iniciante, verde/azul, processo intermediário, entra no marrom/vermelho, estágio avançado até chegar na preto/branco, categoria de mestre. 


Diferenças entre modalidades

Boxe: malha braços, ombros, costas e abdômen além de panturrilhas, já que no treino você salta na ponta dos pés enquanto se esquiva dos golpes do adversário. Exige bastante agilidade e reflexo. 

MMA: a modalidade (abreviação da sigla em inglês para Artes Marciais Mistas) já foi chamada de vale-tudo e é uma mistura de técnicas e golpes de diversas lutas (boxe, muay thai, caratê e judô, entre outras). O combate acontece dentro do octógono, que nada mais é do que um ringue com oito lados. Em uma aula, você malha o corpo todo, mas não pode ter medo de cair no chão. 

Kung fu: executados com força e precisão, os golpes são inspirados nos movimentos dos animais e exercita concentração e foco na respiração. Trabalha bastante a parte da frente da coxa e o glúteo, já que boa parte das posturas é feita com os joelhos flexionados e a musculatura contraída. 

Jiu-jítsu: os movimentos em pé têm a finalidade de jogar o adversário no chão, onde acontece a maior parte da luta. Os golpes -- estrangulamentos, torções, encaixe de pernas e de braços -- visam imobilizar o adversário. 

Taekwondo: as pernas e o abdômen são as partes mais usadas nesta arte marcial. Para desferir os chutes (que só são válidos da cintura para cima), é preciso ter bastante flexibilidade, equilíbrio, força e velocidade.


domingo, 3 de junho de 2012

Série Periguete 3º. Periguete também tem Facebook e usa marcas



Novamente na academia de musculação... conversa vai, conversa vem com colegas de malhação, um dos rapazes arrota um discurso irônico e diz:

-- Você sabia que periguete prefere Face a Twitter? Sabe como é, né? No Face ela coloca um monte de fotos em todas as poses, faz cara de menina safada, um batom avermelhado e um morango entre os dentes.

Pra completar ele arrebata:

-- Você pensa que periguete compra em C&A ou na Marisa? De jeito nenhum. Compra marca minha filha! É Coca-Cola, Guess, Forum, Dolce & Cabanna e por aí vai...Ah...tão pensando o que das periguetes? A peri, pira... qualquer um!

Ainda meio assustada dessa parafernália "tecnoguete" e "estiloguete" uma das minhas colegas comenta:

-- Como vamos distinguir uma periguete das mulheres que não são quengas?

Entre uma sugestão e outra elencamos algumas características básicas para separar quenga de mulher moralmente composta. Vamos lá.

Mulher moralmente composta:

1º) Tem um modo natural de ser. Bebe moderadamente (quando bebe) e suas atitudes são classudas.

2º) Usa roupas e sapatos que harmonizam o seu corpo sem parecer vulgar.

3º) O tom do batom e as unhas fazem um composto de charme e elegância e não de extravagância.

4º) O vestido tubo está sempre 2 ou 3 dedos acima do joelho.

5º) Fala baixo (audível) e tem um sorriso tão charmoso quanto o seu jeito de gesticular.

6º) Trabalha como todos os seres “normais” e não vive correndo atrás de patrocinador de orgias e baladas.

7º ) Está sempre antenada nos assuntos da atualidade; faz MBA, pós e várias especializações. Sabe conversar sobre qualquer assunto.

8º) Coloca, sim, silicone ou faz plástica de modo a complementar a beleza que ela já tem sem se tornar um andrógino ambulante.

Mulher periguete:

1º) Fala muito alto e rir, exageradamente, pra chamar atenção.

2º) Está sempre vestida vulgarmente: vestidos colados bem curtos, com estamparia de onça ou corres aberrantes.

3o) Fala o tempo todo olhando pra vários lados.

4º) O cabelo loiro, quase sempre muito loiro, tem vários apliques até o bumbum.

5º) Silicone (muito) no bumbum, seios e nas panturrilhas. O conjunto é um mix de mulher/monstro/ser humano.

6º) Tem pincer no umbigo, no nariz e em outros lugares... (Este item é facultativo).

7º) Usa sandálias tipo “ vou cair do salto” e ao andar rebola mais que bambolê nas mãos dos camelos do centro da cidade.

8º) Faz questão de ser vulgar.

9º) Dão em cima de todos os homens que estão na circunferência dos seus olhos.

10º) Conversar qualquer assunto, estudar, fazer MBA ou qualquer coisa do gênero é pedir muito pra esse tipo de mulher.

Diante do quadro clinico apresentado acima, chegamos a conclusão que vale a pena ser uma mulher moralmente composta. Até porque são poucas que existem.

Daí, vamos virar mulheres em extinção. E os homens vão ter que rolar muito pra conseguir ter uma dessas.

As periguetes? Estas vão continuar existindo, mas sem chance de avançar na vida.

Vão continuar sendo quengas e tendo essa função. Só.