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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Impressionante como eles mudaram de ideia




 Foto: Silvio Stanislaw - Movimento O Vale Acordou | 18.06.13 

Com a derrubada da PEC37 a democracia brasileira acorda hoje, 26/06/13, maior, robusta e com vontade de crescer mais. Isso não tem nada a ver com a "consciência" dos nossos parlamentares. Impressionante como eles mudaram de ideia tão rápido.

O discurso deles de que o ato existiu porque eles são representantes do povo é mentiroso. Eles não legislam em favor do povo e sim dos seus interesses. O que aconteceu simplesmente é que as pessoas ocuparam as ruas e exigiram mudanças.

O movimento das ruas estremeceu o Congresso porque em 2014 tem eleições e eles querem voltar a mamar na teta. Se as pessoas não tivessem ido às ruas a PEC37 tinha passado porque a proposta veio inclusive do próprio PT.

A ideia era calar a boca do Ministério Publico. Vários deputados estão respondendo a processos na justiça em função das investigações do MP. Calar o MP significa manter a impunidade intacta, sem mexida e sem punições.

Este é o resumo da opera.

Precisamos pensar nas próximas etapas: saída de Renan da presidência do Senado, reforma política...

Começamos e não vamos estacionar. Vamos avançar!


sábado, 26 de maio de 2012

Série sobre periguetes



Já faz algum tempo que o pessoal da academia de ginástica pede pra eu fazer uma série sobre periguetes e suas nomenclaturas correlatas, tipo, prostituta, profissional do entretenimento ou simplesmente quenga, como diria a minha avó, se viva fosse.

Pois bem. Pra não dizer que este blog só fala de política, especialmente, sobre o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) que abriu mão de concorrer a prefeitura de Petrolina para virar protetor do jovem político também deputado da mesma legenda, Fernando Bezerra Filho, vou fazer outra série sobre esta temática.

Lembro aos blogueiros que a 1ª série foi em novembro de 2011 e teve como cidade sede Brasília-DF. Em Brasília existe uma tsunami prostitucional digna de fazer inveja aos melhores centros de entretenimento do Recife-PE, Salvador-BA, Fortaleza-CE, São Paulo-SP e Rio de Janeiro - RJ, só pra citar alguns exemplos.

Assim, aos meus colegas da academia e os demais blogautas que acompanham meu blog e comentam no Face ou via email, segue o pedido. 2a série – Periguetes invadem as redes sociais, as nossas casas e a paisagem urbana.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Uns dias em Brasília - Parte 1

Foto: Divulgação

As pessoas em Brasília correm, vivem e vivem em função das atividades profissionais. Por aqui pouco ou quase nada acontece na área cultural ao custo de 0800. Tudo é muito caro e polarizado. Funciona no estilo gueto. Ala X ou Y tem boates ou restaurantes ou um pólo comercial ou outro tipo de atividade.

No geral os nativos são introspectivos e aparentam estar em posição de alerta o tempo todo. Não baixam a guarda. Mas, tem muita gente de fora: Ceará, Pernambuco, Bahia, São Paulo... ou seja, parte do povo daqui vem de muitos lugares. Esses não ficam tão preocupados na questão do sotaque, por exemplo.

Conversando com os motoristas de táxi ("entrevistados" por mim o tempo todo assim que entrava dentro do carro) eles contaram coisas de arrepiar qualquer cidadão de bem (o que é o meu caso).

Falam das piriguetes que chegam a Brasília para fazer programas com assessores, parlamentares, juízes e por aí vai...É um corre-corre daqueles entre a 3ª e 5ª feira. Período onde os políticos estão fingindo que atuam na Câmara e no Senado e nós fingimos que acreditamos nisso.

Mas sobre as piriguetes e os tais políticos falo depois. Em relação a simpatia dos brasilienses...um horror. Quase não recebi um bom-dia...mas pode ser que tenha sido um momento...não é verdade?

Uma coisa que me deixou impressionadíssima foi a ausência de referência das pessoas sobre a cidade, ou melhor, a péssima referência que elas pontuam como principal.

Como a cidade tem 51 anos e é a capital do país o simbolismo está voltado para o aspecto político. O poder paira no ar. Um motorista de taxi chegou a dizer para mim que a referência que ele tem de Brasília é a roubalheira, a ladroagem e, é claro, a prostituição.

Não há história cultural que se sustenta em elementos representativos de um povo. Em Brasília, tirando a arquitetura escandalosamente apresentável, não há identidade cultural que fale dos costumes e cotidiano das pessoas.

O tempo seco em determinado momento do ano transfere para as pessoas um simbolismo de tristeza. É assim também em tempos frios quando a cor cinza associada ao preto assume o gosto e o modo de vestir dos profissionais que circulam no Congresso.

Além da dor, outras coisas em Brasília não saem no jornal.