Jornalistas realizam ato pelo diploma em frente ao TRF, nesta terça-feira Jornalistas e dirigentes do Sindicato dos Jornalistas de Pernambueo e da FENAJ realizam ato público, nesta terça-feira (31/03), das 9 às 12 horas, diante da sede do Tribunal Regional Federal (TRF), no Cais do Apolo, manifestando a defesa do diploma em Jornalismo para o exercício qualificado, ético e livre no Brasil.
Os jornalistas distribuirão com servidores e profissionais do Direito e com a população um manifesto que ressalta a importância para a sociedade de receber informação qualifica, apurada por profissionais capacitados e com formação teórica, técnica e ética. O manifesto ressalta, também, a pesquisa do Instituto Sensus que revela que 74,3% dos brasileiros são favoráveis à exigência do diploma de Jornalismo.
O SinjoPE e a FENAJ contam com a participação dos jornalistas, estudantes e professores de Jornalismo, centrais e sindicatos, organizações e representantes sociais e da população em frente ao TRF.
À tarde, dirigentes sindicais visitarão as redações de TVs, jornais e rádios para panfletar, falar aos jornalistas e mobilizá-los para acompanhar o julgamento do recurso do Ministério Público Federal/Sindicato das Empresas de Rádio e TV de São Paulo contra a exigência do diploma pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (01/04), em Brasília.
Na tarde do julgamento, haverá uma vigília no SinjoPE e outra de estudantes e professores na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).
A defesa da regulamentação e da formação em Jornalismo para o exercício ético, com qualidade, responsável e democrático é mais que uma tarefa corporativa, é também um interesse da sociedade, para preservar a credibilidade, a liberdade e a independência do profissional, até mesmo para negar-se a cumprir pautas que firam a sua consciência e os interesses da população. Só o mérito e a formação asseguram o acesso democrático à profissão. Esses são primados do bom jornalismo.
Às vésperas do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do recurso nº 511961, o SinjoPE e a FENAJ convocam a categoria para mobilizar-se em defesa da nossa regulamentação profissional.
Jamais houve ataque e ameaças tão grandes ao exercício independente, ético, responsável, de qualidade e democrático do jornalismo no Brasil. A regulamentação da profissão (decreto nº 972/69 e emendas) só trouxe seriedade e credibilidade ao trabalho jornalístico e só o mérito e a formação podem assegurar o acesso democrático à profissão.
SinjoPE e FENAJ ressaltam a crença na necessidade da formação e do conhecimento para o exercício do Jornalismo e a convicção de que o STF saberá respeitar o direito à organização profissional do trabalho jornalístico e o direito da sociedade brasileiro de acessar e receber jornalismo com crédito e lisura.
A regulamentação dos jornalistas brasileiros é resultado de uma luta iniciada há 100 anos, que levou à fundação da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Para a FENAJ e seus Sindicatos, a regulamentação representou um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.
A sociedade já disse o que quer: jornalista com diploma. A pesquisa realizada pelo Instituto Sensus, em setembro de 2008, em todo País, mostrou que a maciça maioria do povo - 74,3% dos brasileiros - compreende e quer profissionais jornalistas com formação, por isso é a favor da exigência do diploma em Jornalismo.
terça-feira, 31 de março de 2009
Em defesa do diploma
segunda-feira, 30 de março de 2009
Poesia pra refletir
A dor da gente não sai no jornal.
A gente não se percebe no jornal.
O negro não se olha no jornal.
O jornal não se entende como jornal.
A dor da gente não sai na TV.
A fome da verdade não sai na telinha.
A obra da imprensa se mostra
e onde se olha
Olha-se a dor,
Olha-se a cor
Olha-se o odor
Olha-se o pensamento da dor.
A gente não se percebe no jornal.
O negro não se olha no jornal.
O jornal não se entende como jornal.
A dor da gente não sai na TV.
A fome da verdade não sai na telinha.
A obra da imprensa se mostra
e onde se olha
Olha-se a dor,
Olha-se a cor
Olha-se o odor
Olha-se o pensamento da dor.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Retorno da TV Câmara
TV Câmara confirma contato de Gilmar Mendes, mas nega censura
Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro
O diretor da TV Câmara, Manuel Roberto Seabra, confirma que assessores do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, reclamaram com a emissora sobre o programa “Comitê de Imprensa”, exibido no dia 13/03. Entretanto, nega qualquer tentativa de censura.
Segundo Seabra, o programa saiu do seu objetivo, que seria o debate sobre a cobertura da revista Veja no caso das investigações contra o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, e se transformou em um palco de acusações pessoais.
A decisão de retirar o link foi tomada pela própria emissora. A ideia era inserir um direito de resposta no vídeo e recolocá-lo no ar.
“A gente recebeu muitas reclamações sobre a matéria. Ela teria sido ofensiva e saía do tema. Houve uma tentativa de responder a isso, ouvindo as partes atingidas: o ministro Gilmar e um representante da CPI dos grampos. A ideia era inserir isso no programa, como um direito de resposta. Os assessores deles ligaram e reclamaram. Tentamos entrevistar o ministro Gilmar e o representante da CPI, mas como isso não se consumou, resolvemos voltar com o link no ar”, explica.
Mudanças no programaPor causa desse episódio, a TV Câmara pretende reformular o “Comitê de Imprensa”. A partir de agora, as pautas serão mais fechadas e os apresentadores estarão avisados para evitar novos ataques pessoais.
“Só com jornalista acontece isso. Parece que a gente não obedece o que a gente ensina. O episódio chegou a nos envergonhar por não termos o outro lado, mas essa não é a proposta do programa. Não é um programa para acusar ninguém, é para debater a mídia”, afirma Seabra.
No início da semana, o correspondente da Carta Capital em Brasília Leandro Fortes, um dos convidados do programa, afirmou que o link teria sido retirado do site da emissora por pressões do ministro Gilmar Mendes.
Na terça-feira, a Federação Nacional dos Jornalistas protocolou ofício na Câmara dos Deputados pedindo explicações sobre o caso. No mesmo dia, o diretor da Secretaria de Comunicação da Câmara, Sérgio Chacon, emitiu nota negando qualquer tipo de censura, lembrando ainda que o programa foi exibido cinco vezes e ficou com chamada em destaque na página da emissora nos dias 13,14,15 e 16/03.
“Asseguro-lhe que não houve pressão de quem quer que seja para que fosse interrompida sua exibição. Igualmente não foi cerceada a liberdade de expressão dos participantes do ‘Comitê de Imprensa’ e nem ocorreu qualquer tipo de censura ao programa. Tais procedimentos, além de incompatíveis com a prática e a tradição da TV Câmara, são repudiados pela Câmara dos Deputados”, afirmou Chacon.As imagens abaixo mostram o site da emissora no dia 23/03 e hoje.
O link para o vídeo foi recolocado no ar.
Fonte: Site Comunique-se
Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro
O diretor da TV Câmara, Manuel Roberto Seabra, confirma que assessores do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, reclamaram com a emissora sobre o programa “Comitê de Imprensa”, exibido no dia 13/03. Entretanto, nega qualquer tentativa de censura.
Segundo Seabra, o programa saiu do seu objetivo, que seria o debate sobre a cobertura da revista Veja no caso das investigações contra o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, e se transformou em um palco de acusações pessoais.
A decisão de retirar o link foi tomada pela própria emissora. A ideia era inserir um direito de resposta no vídeo e recolocá-lo no ar.
“A gente recebeu muitas reclamações sobre a matéria. Ela teria sido ofensiva e saía do tema. Houve uma tentativa de responder a isso, ouvindo as partes atingidas: o ministro Gilmar e um representante da CPI dos grampos. A ideia era inserir isso no programa, como um direito de resposta. Os assessores deles ligaram e reclamaram. Tentamos entrevistar o ministro Gilmar e o representante da CPI, mas como isso não se consumou, resolvemos voltar com o link no ar”, explica.
Mudanças no programaPor causa desse episódio, a TV Câmara pretende reformular o “Comitê de Imprensa”. A partir de agora, as pautas serão mais fechadas e os apresentadores estarão avisados para evitar novos ataques pessoais.
“Só com jornalista acontece isso. Parece que a gente não obedece o que a gente ensina. O episódio chegou a nos envergonhar por não termos o outro lado, mas essa não é a proposta do programa. Não é um programa para acusar ninguém, é para debater a mídia”, afirma Seabra.
No início da semana, o correspondente da Carta Capital em Brasília Leandro Fortes, um dos convidados do programa, afirmou que o link teria sido retirado do site da emissora por pressões do ministro Gilmar Mendes.
Na terça-feira, a Federação Nacional dos Jornalistas protocolou ofício na Câmara dos Deputados pedindo explicações sobre o caso. No mesmo dia, o diretor da Secretaria de Comunicação da Câmara, Sérgio Chacon, emitiu nota negando qualquer tipo de censura, lembrando ainda que o programa foi exibido cinco vezes e ficou com chamada em destaque na página da emissora nos dias 13,14,15 e 16/03.
“Asseguro-lhe que não houve pressão de quem quer que seja para que fosse interrompida sua exibição. Igualmente não foi cerceada a liberdade de expressão dos participantes do ‘Comitê de Imprensa’ e nem ocorreu qualquer tipo de censura ao programa. Tais procedimentos, além de incompatíveis com a prática e a tradição da TV Câmara, são repudiados pela Câmara dos Deputados”, afirmou Chacon.As imagens abaixo mostram o site da emissora no dia 23/03 e hoje.
O link para o vídeo foi recolocado no ar.
Fonte: Site Comunique-se
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Esquerda e direita - Parte 2

Tem umas coisas que acontecem apenas aqui no Brasil que nos deixam intrigados. Depois de todo o escândalo do mensalão (2005), esquema de corrupção e desvio de dinheiro envolvendo o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, que por incrível que possa parecer foi expulso do partido, agora pede clemência. Quer voltar às bases da tal esquerda petista.
E o pior de tudo isso é que ele quer disputar uma vaga para Câmara Federal em 2010. É mole?
Por outro lado, o seu companheiro de quadrilha, José Dirceu, que deixou a Casa Civil por ser considerado o mentor do mensalão, não saiu do partido e continua sendo uma figura austera e procurada pela mídia e por toda base da também chamada esquerda brasileira na qual encontramos diversos elementos de alta periculosidade fazendo parte do bando.
Dirceu discorre textos analíticos em seu blog, cujo tema principal retrata a tal esquerda triunfante nacional e quando o assunto é mudança das figuras que administram o PT, ele é o primeiro a ser consultado.
Se ele tem moral pra isso? Parece que sim. Afinal, quando se sabe muito do que se passa no intestino, no submundo da política nacional vira-se uma referencia no bando. Este papel tem tudo a ver com o Dirceu.
Não há o que se espantar nesse cenário. Até mesmo Fernando Collor quando assumiu a tal presidência da comissão do Senado (fev/2009), trouxe à memória dos esquecidos as parceiras da esquerda com a direita ao citar a reconciliação de Carlos Lacerda com seu arquiinimigo Juscelino Kubitschek e o perdão tranquilo, tranquilo de Luiz Carlos Prestes ao imperador (perdão!), presidente Getulio Vargas, que enviou sua esposa Olga Benário para os campos nazistas.
Ainda bem que existe o registro. Assim, a história não passa despercebida. Amanhã teremos a triste lembrança desses momentos que podem passar por um tempo, mas estarão marcados na memória.
E nós, enquanto imprensa, estamos aqui, para não deixar essa memória morrer.
E o pior de tudo isso é que ele quer disputar uma vaga para Câmara Federal em 2010. É mole?
Por outro lado, o seu companheiro de quadrilha, José Dirceu, que deixou a Casa Civil por ser considerado o mentor do mensalão, não saiu do partido e continua sendo uma figura austera e procurada pela mídia e por toda base da também chamada esquerda brasileira na qual encontramos diversos elementos de alta periculosidade fazendo parte do bando.
Dirceu discorre textos analíticos em seu blog, cujo tema principal retrata a tal esquerda triunfante nacional e quando o assunto é mudança das figuras que administram o PT, ele é o primeiro a ser consultado.
Se ele tem moral pra isso? Parece que sim. Afinal, quando se sabe muito do que se passa no intestino, no submundo da política nacional vira-se uma referencia no bando. Este papel tem tudo a ver com o Dirceu.
Não há o que se espantar nesse cenário. Até mesmo Fernando Collor quando assumiu a tal presidência da comissão do Senado (fev/2009), trouxe à memória dos esquecidos as parceiras da esquerda com a direita ao citar a reconciliação de Carlos Lacerda com seu arquiinimigo Juscelino Kubitschek e o perdão tranquilo, tranquilo de Luiz Carlos Prestes ao imperador (perdão!), presidente Getulio Vargas, que enviou sua esposa Olga Benário para os campos nazistas.
Ainda bem que existe o registro. Assim, a história não passa despercebida. Amanhã teremos a triste lembrança desses momentos que podem passar por um tempo, mas estarão marcados na memória.
E nós, enquanto imprensa, estamos aqui, para não deixar essa memória morrer.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Poesia
AO ESPELHO
Jorge Luiz Borges
Por que persistes, incessante espelho?
Por que repetes, misterioso irmão,
O menor movimento de minha mão?
Por que na sombra o súbito reflexo?
És o outro eu sobre o qual fala o grego
E desde sempre espreitas. Na brunidura
Da água incerta ou do cristal que dura
Me buscas e é inútil estar cego.
O fato de não te ver e saber-te
Te agrega horror, coisa de magia que ousas
Multiplicar a cifra dessas coisas
Que somos e que abarcam nossa sorte.
Quando eu estiver morto, copiarás outro
E depois outro, e outro, e outro, e outro
Jorge Luiz Borges
Por que persistes, incessante espelho?
Por que repetes, misterioso irmão,
O menor movimento de minha mão?
Por que na sombra o súbito reflexo?
És o outro eu sobre o qual fala o grego
E desde sempre espreitas. Na brunidura
Da água incerta ou do cristal que dura
Me buscas e é inútil estar cego.
O fato de não te ver e saber-te
Te agrega horror, coisa de magia que ousas
Multiplicar a cifra dessas coisas
Que somos e que abarcam nossa sorte.
Quando eu estiver morto, copiarás outro
E depois outro, e outro, e outro, e outro
Censura à jornalista
CARTA ABERTA AOS JORNALISTAS DO BRASIL
Por Leandro Fortes
Com cópias para:
Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj);
Maurício Azedo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI); e
Romário Schettino, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF)
No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado “Comitê de Imprensa”, um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional.
A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo. O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e “aterradoras” revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha.
Eu, assim como Jailton, já havia participado outras vezes do “Comitê de Imprensa”, sempre a convite, para tratar de assuntos os mais diversos relativos ao comportamento e à rotina da imprensa em Brasília. Vale dizer que Jailton e eu somos repórteres veteranos na cobertura de assuntos de Polícia Federal, em todo o país. Razão pela qual, inclusive, o jornalista Paulo José Cunha nos convidou a participar do programa.
Nesta carta, contudo, falo somente por mim.
Durante a gravação, aliás, em ambiente muito bem humorado e de absoluta liberdade de expressão, como cabe a um encontro entre velhos amigos jornalista, discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico - de áudio nunca revelado - envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.
Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista CartaCapital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto.
Terminada a gravação, o programa foi colocado no ar, dentro de uma grade de programação pré-agendada, ao mesmo tempo em que foi disponibilizado na internet, na página eletrônica da TV Câmara. Lá, qualquer cidadão pode acessar e ver os debates, como cabe a um serviço público e democrático ligado ao Parlamento brasileiro. O debate daquele dia, realmente, rendeu audiência, tanto que acabou sendo reproduzido em muitos sites da blogosfera.
Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação.
Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros. Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.
Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes.
Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós, jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites. Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: “Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta”. Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes?
Até onde, nós, jornalistas, vamos deixar essa situação chegar sem nos pronunciarmos, em termos coletivos, sobre esse crescente cerco às liberdades individuais e de imprensa patrocinados pelo chefe do Poder Judiciário? Onde estão a Fenaj, e ABI e os sindicatos?
Entrevista Comite de Imprensa - Parte 1
Entrevista Comite de Imprensa - Parte 2
Por que Gilmar Mendes censurou programa da TV Câmara
Gilmar Mendes e Carta Capital
Por Leandro Fortes
Com cópias para:
Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj);
Maurício Azedo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI); e
Romário Schettino, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF)
No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado “Comitê de Imprensa”, um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional.
A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo. O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e “aterradoras” revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha.
Eu, assim como Jailton, já havia participado outras vezes do “Comitê de Imprensa”, sempre a convite, para tratar de assuntos os mais diversos relativos ao comportamento e à rotina da imprensa em Brasília. Vale dizer que Jailton e eu somos repórteres veteranos na cobertura de assuntos de Polícia Federal, em todo o país. Razão pela qual, inclusive, o jornalista Paulo José Cunha nos convidou a participar do programa.
Nesta carta, contudo, falo somente por mim.
Durante a gravação, aliás, em ambiente muito bem humorado e de absoluta liberdade de expressão, como cabe a um encontro entre velhos amigos jornalista, discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico - de áudio nunca revelado - envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.
Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista CartaCapital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto.
Terminada a gravação, o programa foi colocado no ar, dentro de uma grade de programação pré-agendada, ao mesmo tempo em que foi disponibilizado na internet, na página eletrônica da TV Câmara. Lá, qualquer cidadão pode acessar e ver os debates, como cabe a um serviço público e democrático ligado ao Parlamento brasileiro. O debate daquele dia, realmente, rendeu audiência, tanto que acabou sendo reproduzido em muitos sites da blogosfera.
Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação.
Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros. Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.
Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes.
Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós, jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites. Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: “Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta”. Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes?
Até onde, nós, jornalistas, vamos deixar essa situação chegar sem nos pronunciarmos, em termos coletivos, sobre esse crescente cerco às liberdades individuais e de imprensa patrocinados pelo chefe do Poder Judiciário? Onde estão a Fenaj, e ABI e os sindicatos?
Entrevista Comite de Imprensa - Parte 1
Entrevista Comite de Imprensa - Parte 2
Por que Gilmar Mendes censurou programa da TV Câmara
Gilmar Mendes e Carta Capital
segunda-feira, 16 de março de 2009
Existem esquerda e direita no Brasil? Parte 1
Reportando ao final do século XVIII, no contexto da Revolução Francesa, a propagada “esquerda” e “direita” eram apenas cadeiras na Assembléia Nacional onde os mais radicais, contra o estado superior, se sentavam de um lado (esquerdo) e os que mantinham uma posição a favor do governo ficavam do outro lado (direito).
O ato se tornou conceito ideológico para as correntes socialista (esquerda) e conservadora (direta) e foi alimentado como criança até se tornar adulto/ancião.
Trazendo para os nossos políticos atuais, o discurso ainda leva para o viés de “pegar uma cadeira”.
Afinal, o exercício de se manter, estar no poder, acomoda as coisas em determinados lugares que saem do eixo ideológico e caem na caixa do fisiologismo, corporativismo, ajuntamento e safadeza mesmo.
Vamos aos exemplos? O senador José Sarney (PMDB-AP) foi considerado da direita toda sua vida política, com perfil coronelista e participou de todas as gestões ante e democráticas nesse país.
Agora a frente do Senado (pela 3ª vez) continua com um discurso de consenso e transparência. Opa! Transparência no Senado? Este é o único lugar no Brasil onde não existe esta palavra e nem o significado. Mas ele diz ser um homem de centro.
Fernando Collor (PTB-AL), enxotado de Brasília e da vida política há 17 anos, foi voltando de pouquinho e hoje esta na presidência da comissão de infra-estrutura do Senado (não é da República, mas não deixa de ser uma presidência).
Articulado, mas seguro com as palavras, Collor não perde sua postura imponente de palanque político. Sua passagem histórica em Brasília e a forma como assumiu (e perdeu depois) o poder em 1989 deixou uma marca nacional em termos de estratégia eleitoral a ponto de dividir o marketing político antes e depois dele.
O ex-defunto, ressuscitadíssimo, teve o apoio do poderoso chefão do Congresso Nacional, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Outro que abalou a República, colocou o Senado na lama (e parece que ainda continua lá...) e mexeu com toda estrutura democrática do país e ainda assim tem um poder de fogo que nem os míssies do Hamas lá na Palestina podem ser comparados.
Ainda existem esquerda e direita nesse país? Aguarde a parte 2.
O ato se tornou conceito ideológico para as correntes socialista (esquerda) e conservadora (direta) e foi alimentado como criança até se tornar adulto/ancião.
Trazendo para os nossos políticos atuais, o discurso ainda leva para o viés de “pegar uma cadeira”.
Afinal, o exercício de se manter, estar no poder, acomoda as coisas em determinados lugares que saem do eixo ideológico e caem na caixa do fisiologismo, corporativismo, ajuntamento e safadeza mesmo.
Vamos aos exemplos? O senador José Sarney (PMDB-AP) foi considerado da direita toda sua vida política, com perfil coronelista e participou de todas as gestões ante e democráticas nesse país.
Agora a frente do Senado (pela 3ª vez) continua com um discurso de consenso e transparência. Opa! Transparência no Senado? Este é o único lugar no Brasil onde não existe esta palavra e nem o significado. Mas ele diz ser um homem de centro.
Fernando Collor (PTB-AL), enxotado de Brasília e da vida política há 17 anos, foi voltando de pouquinho e hoje esta na presidência da comissão de infra-estrutura do Senado (não é da República, mas não deixa de ser uma presidência).
Articulado, mas seguro com as palavras, Collor não perde sua postura imponente de palanque político. Sua passagem histórica em Brasília e a forma como assumiu (e perdeu depois) o poder em 1989 deixou uma marca nacional em termos de estratégia eleitoral a ponto de dividir o marketing político antes e depois dele.
O ex-defunto, ressuscitadíssimo, teve o apoio do poderoso chefão do Congresso Nacional, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Outro que abalou a República, colocou o Senado na lama (e parece que ainda continua lá...) e mexeu com toda estrutura democrática do país e ainda assim tem um poder de fogo que nem os míssies do Hamas lá na Palestina podem ser comparados.
Ainda existem esquerda e direita nesse país? Aguarde a parte 2.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Câmara de Petrolina instala "trem da alegria"

No desespero para atender os diversos pedidos de vereadores e amigos do ‘rei’, a Câmara Municipal de Petrolina instala o "trem da alegria" e aprova de uma lapada só 42 cargos de confiança.
Os cargos servem para acomodar amigos e aderentes. Uns precisam se encaixados para não ficar sem emprego, outros precisam ficar calados porque falam demais e outros precisam falar demais para justificar o que recebe.
A votação relâmpago e cheia de controvérsia teve apoio de partidos considerados de esquerda, como PT, com justificativas tangenciais para também subir no trem da alegria e sair por aí dando tchau aos eleitores boquiabertos.
Absurdo? E tome dinheiro do povo de ralo abaixo.
Os cargos servem para acomodar amigos e aderentes. Uns precisam se encaixados para não ficar sem emprego, outros precisam ficar calados porque falam demais e outros precisam falar demais para justificar o que recebe.
A votação relâmpago e cheia de controvérsia teve apoio de partidos considerados de esquerda, como PT, com justificativas tangenciais para também subir no trem da alegria e sair por aí dando tchau aos eleitores boquiabertos.
Absurdo? E tome dinheiro do povo de ralo abaixo.
terça-feira, 10 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Texto no Observatorio da Imprensa
Gente,
O texto sobre a matéria de Jarbas Vasconcelos postado aqui no blog está também no site do Observatório da Imprensa.
Parece que esse debate tá só começando...
O texto sobre a matéria de Jarbas Vasconcelos postado aqui no blog está também no site do Observatório da Imprensa.
Parece que esse debate tá só começando...
Saúde de Petrolina e Juazeiro na UTI em estado terminal
Impressionante os problemas “semelhantes”, “iguais” e “parecidos” vivenciados por Juazeiro/BA e Petrolina/PE. Perdão o pleonasmo, mas parece que esta é única forma de apresentar com certa ênfase o estado terminal em que se encontra a saúde pública das duas cidades desde o inicio (que não é tão inicio assim) das gestões municipais.
Enquanto os vereadores das duas cidades estão mais preocupados em arrumar cargos para colegas e parentes em uma das tetas do serviço público o debate vai rolando pela imprensa como se a mesma fosse o guarda-chuva governamental para resolver as questões.
Na outra ponta, os postos de saúde estão sem médico, medicamentos e atendimento. Os prédios são sujos e com aspectos de ausência de manutenção.
As pessoas formam filas quilométricas durante a madrugada para receberem um “NÃO PODE SER ATENDIDO HOJE”, ou “NÃO TEM MÉDICO”.
Os problemas semelhantes das duas cidades parecem ecoar na narrativa defensiva seja por parte dos secretários de saúde ou pelas assessorias de comunicação que elaboram discursos quase parecidos em relação aos problemas.
O texto pode ser copiado na integra de todas as gestões publicas anteriores que assumiram prefeituras de oposição sem a tal continuidade, ou seja, ausência e desvio de verba, herança da gestão anterior, problema nacional.... e por aí vai.
E o que diz a sociedade? Esta esperneia nas rádios e agita os locutores sensacionalistas que na busca de preencherem o tempo de programação instigam o debate através de perguntas e “liga pra gente” na tentativa de mostrar que alguma coisa está sendo feita.
Pra completar o espetáculo, entra em cena o presidente de associação que lutando por uma imagem midiática positiva vai mandar a fatura na próxima eleição quando o mesmo se diz candidato a vereador para “mudar esta situação”, “lutar pelos oprimidos”, por aqueles que não tem acesso aos bens e serviços... patati-patata...
Ainda no meio dessa parafernália vem um discurso de uma senhora que ao ligar para o rádio explica bem direitinho a imagem que ela tem dos políticos: “todos são bonzinhos e passam lá em casa de 4 em 4 anos para pedir o meu voto. Me abraça e aperta a minha mão e ainda diz que posso contar com ele em qualquer momento. Depois da eleição ele nunca está no gabinete para me atender ou melhor diz que não se lembra de mim, mas promete fazer alguma coisa....”.
Enquanto os vereadores das duas cidades estão mais preocupados em arrumar cargos para colegas e parentes em uma das tetas do serviço público o debate vai rolando pela imprensa como se a mesma fosse o guarda-chuva governamental para resolver as questões.
Na outra ponta, os postos de saúde estão sem médico, medicamentos e atendimento. Os prédios são sujos e com aspectos de ausência de manutenção.
As pessoas formam filas quilométricas durante a madrugada para receberem um “NÃO PODE SER ATENDIDO HOJE”, ou “NÃO TEM MÉDICO”.
Os problemas semelhantes das duas cidades parecem ecoar na narrativa defensiva seja por parte dos secretários de saúde ou pelas assessorias de comunicação que elaboram discursos quase parecidos em relação aos problemas.
O texto pode ser copiado na integra de todas as gestões publicas anteriores que assumiram prefeituras de oposição sem a tal continuidade, ou seja, ausência e desvio de verba, herança da gestão anterior, problema nacional.... e por aí vai.
E o que diz a sociedade? Esta esperneia nas rádios e agita os locutores sensacionalistas que na busca de preencherem o tempo de programação instigam o debate através de perguntas e “liga pra gente” na tentativa de mostrar que alguma coisa está sendo feita.
Pra completar o espetáculo, entra em cena o presidente de associação que lutando por uma imagem midiática positiva vai mandar a fatura na próxima eleição quando o mesmo se diz candidato a vereador para “mudar esta situação”, “lutar pelos oprimidos”, por aqueles que não tem acesso aos bens e serviços... patati-patata...
Ainda no meio dessa parafernália vem um discurso de uma senhora que ao ligar para o rádio explica bem direitinho a imagem que ela tem dos políticos: “todos são bonzinhos e passam lá em casa de 4 em 4 anos para pedir o meu voto. Me abraça e aperta a minha mão e ainda diz que posso contar com ele em qualquer momento. Depois da eleição ele nunca está no gabinete para me atender ou melhor diz que não se lembra de mim, mas promete fazer alguma coisa....”.
terça-feira, 3 de março de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Jarbas usa a imprensa e a imprensa se deixa ser usada
Longe de querer entrar no intestino das razões pelas quais o então senador Jarbas Vasconcelos rasgou o verbo de ponta a ponta sobre o maior partido oportunistas deste país, PMDB, o qual ele ajudou a construir e faz parte das entranhas obscuras dessa agremiação, é preciso sobretudo, entender esse rompante, este algo repentino que aflorou da noite para o dia e fez o senador abrir a torneira.
Um dos questionamentos naturais seria entender o que há de novo em tudo o que o senador Jarbas Vasconcelos disse. Por acaso existe alguma novidade em toda sua retórica que a grande imprensa e a sociedade já não soubessem?
Pra quem é novidade que boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção? Que quase todos os associados do partido estão buscando benefícios próprios, cargos públicos (já se perdeu a conta da participação do partido em todos os governos federais de esquerda, se é que existe isso, e de direita), negociatas e ganhos de comissões?
O maior exemplo disso é o ex-quase-cassado senador Renan Calheiros (PMDB). Ele é a representação cabal de que o partido e nada é a mesma coisa. Mesmo com todos os escândalos que abaram a República e os lares brasileiros, não houve nenhuma movimentação para “deletar” o Renan do partido.
Muito pelo contrário. O apoio dos companheiros de lutas e desvios foi praticamente total. As exceções ficaram caladas pra não dizer que não falaram de flores. E o resultado? Renan é hoje líder da bancada do PMDB no Senado. O que ele sabe é “muito demais” para perder o poder. Se caísse levaria consigo 99,9% do Congresso. Como diz o meu filho, “rapadura é doce, mas não é mole, não”.
Com mais de quatro décadas no PDMB e vendo de perto as carcaças apodrecendo e boiando na correnteza, exatamente agora, numa época de pré-eleições federal/estadual, o senador Jarbas diz está totalmente decepcionado e não tem outro partido para ir?
É preocupando tal afirmativa. Isso ecoa nas entranhas políticas de tal forma que faz a mídia correr pela tangente perdendo de vez o foco da discussão.
Astuciosamente (pra não dizer marketeiramente) Jarbas puxa os holofotes para ele. A mídia como cordeirinho vai atrás. Entre os maiores portais e blogs de noticias do país e a reprodução dos demais veículos rádio, sites locais e jornal impresso, só deu Jarbas na cabeça. Até na pagina principal do MSN o senador batia o ponto.
Se o que Jarbas disse não é novidade, por que o barulho? Daí vem outras interrogações que fazem o espectador refletir sobre o caminho pelo qual os partidos e políticos querem trilhar.
Deixa de fora o autor das definições: o cidadão. Corre pelas beiras em direções tortuosas para que o leitor/eleitor não consiga acompanhar a trajetória e fique com aquele que fizer maior barulho.
A imprensa precisa ter cuidado com o trato da informação para não deixar de cumprir sua maior vocação: forma cidadão consciente e estar acima de qualquer partido ou tendência política.
Não é fácil ser jornalista. Quem quiser que diga que sim. Mas parece ser fácil ser empresa jornalística e ter o poder de maquiar, conduzir, produzir e veicular matérias de acordo com interesses de alguns grupos.
(veja aqui no Blog do Jamildo a reprodução da matéria que Jarbas Vasconcelos concedeu à Veja)
Um dos questionamentos naturais seria entender o que há de novo em tudo o que o senador Jarbas Vasconcelos disse. Por acaso existe alguma novidade em toda sua retórica que a grande imprensa e a sociedade já não soubessem?
Pra quem é novidade que boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção? Que quase todos os associados do partido estão buscando benefícios próprios, cargos públicos (já se perdeu a conta da participação do partido em todos os governos federais de esquerda, se é que existe isso, e de direita), negociatas e ganhos de comissões?
O maior exemplo disso é o ex-quase-cassado senador Renan Calheiros (PMDB). Ele é a representação cabal de que o partido e nada é a mesma coisa. Mesmo com todos os escândalos que abaram a República e os lares brasileiros, não houve nenhuma movimentação para “deletar” o Renan do partido.
Muito pelo contrário. O apoio dos companheiros de lutas e desvios foi praticamente total. As exceções ficaram caladas pra não dizer que não falaram de flores. E o resultado? Renan é hoje líder da bancada do PMDB no Senado. O que ele sabe é “muito demais” para perder o poder. Se caísse levaria consigo 99,9% do Congresso. Como diz o meu filho, “rapadura é doce, mas não é mole, não”.
Com mais de quatro décadas no PDMB e vendo de perto as carcaças apodrecendo e boiando na correnteza, exatamente agora, numa época de pré-eleições federal/estadual, o senador Jarbas diz está totalmente decepcionado e não tem outro partido para ir?
É preocupando tal afirmativa. Isso ecoa nas entranhas políticas de tal forma que faz a mídia correr pela tangente perdendo de vez o foco da discussão.
Astuciosamente (pra não dizer marketeiramente) Jarbas puxa os holofotes para ele. A mídia como cordeirinho vai atrás. Entre os maiores portais e blogs de noticias do país e a reprodução dos demais veículos rádio, sites locais e jornal impresso, só deu Jarbas na cabeça. Até na pagina principal do MSN o senador batia o ponto.
Se o que Jarbas disse não é novidade, por que o barulho? Daí vem outras interrogações que fazem o espectador refletir sobre o caminho pelo qual os partidos e políticos querem trilhar.
Deixa de fora o autor das definições: o cidadão. Corre pelas beiras em direções tortuosas para que o leitor/eleitor não consiga acompanhar a trajetória e fique com aquele que fizer maior barulho.
A imprensa precisa ter cuidado com o trato da informação para não deixar de cumprir sua maior vocação: forma cidadão consciente e estar acima de qualquer partido ou tendência política.
Não é fácil ser jornalista. Quem quiser que diga que sim. Mas parece ser fácil ser empresa jornalística e ter o poder de maquiar, conduzir, produzir e veicular matérias de acordo com interesses de alguns grupos.
(veja aqui no Blog do Jamildo a reprodução da matéria que Jarbas Vasconcelos concedeu à Veja)
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senador Jarbas Vasconcelos
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Prefeitura de Petrolina ainda não cuida das pessoas

Parece mesmo que a gestão do prefeito Julio Lossio (PMDB) em Petrolina ainda vai demorar (e muito) para dizer o que de fato pretende mudar e a forma como será feita essa mudança.
Até o momento a prefeitura não cuida das pessoas como propõe o slogan da nova gestão. Muito pelo contrário.
Independentemente das questões do lixo (gargalo complicado de administrar em todas as prefeituras) outras áreas gerencial e administrativa estão longe de fazerem um bom atendimento à população.
Faltam médicos, atendentes e remédios nos postos de saúde. Escolas e creches sem condições de funcionamento e boa parte das ruas/avenidas principais (no Centro da cidade ou em bairros de grande circulação) estão pendido socorro em função do asfalto inacabado, buracos (crateras, pra ser mais exato), esgoto aberto, lixo acumulado e um matagal crescente nas praças e canteiros de ruas.
Petrolina de celeiro de grandes obras virou terra de buracos. A Avenida Tancredo Neves, área de grande circulação de carros, ônibus e transeunte está doente há muito mais de 5 anos e vem passando de gestão em gestão (Fernando Bezerra Coelho/Odacy Amorim/ e agora Julio Lossio) sem que nada seja feito de forma efetiva.
No final da Tancredo Neves sentido Univasf e Parque Josefa Coelho é uma aberração geográfica. Uma cratera, exposta na bifurcação, é de fazer inveja a qualquer lua cheia.
Os questionamentos são muitos, as perguntas também. As respostas (dos órgãos competentes) saem sempre pela tangente. O que fica no ar é o quanto se paga de impostos aos órgãos públicos para que se executem benfeitorias em prol da população.
Se assim não o for de que adianta ter gestão pública? E afinal, cadê os vereadores, representantes legais da sociedade? Além de passarem ou gastarem tempo na arrumação de gabinetes e conchavos politiqueiros, o que mais eles fazem?
O povo quer apenas saber. Afinal, gestão publica tem como característica básica, trabalhar em prol da sociedade. Cuidar bem das pessoas.
É mais do que justo que a população faça a cobrança. Afinal, ela é quem paga a fatura.
Até o momento a prefeitura não cuida das pessoas como propõe o slogan da nova gestão. Muito pelo contrário.
Independentemente das questões do lixo (gargalo complicado de administrar em todas as prefeituras) outras áreas gerencial e administrativa estão longe de fazerem um bom atendimento à população.
Faltam médicos, atendentes e remédios nos postos de saúde. Escolas e creches sem condições de funcionamento e boa parte das ruas/avenidas principais (no Centro da cidade ou em bairros de grande circulação) estão pendido socorro em função do asfalto inacabado, buracos (crateras, pra ser mais exato), esgoto aberto, lixo acumulado e um matagal crescente nas praças e canteiros de ruas.
Petrolina de celeiro de grandes obras virou terra de buracos. A Avenida Tancredo Neves, área de grande circulação de carros, ônibus e transeunte está doente há muito mais de 5 anos e vem passando de gestão em gestão (Fernando Bezerra Coelho/Odacy Amorim/ e agora Julio Lossio) sem que nada seja feito de forma efetiva.
No final da Tancredo Neves sentido Univasf e Parque Josefa Coelho é uma aberração geográfica. Uma cratera, exposta na bifurcação, é de fazer inveja a qualquer lua cheia.
Os questionamentos são muitos, as perguntas também. As respostas (dos órgãos competentes) saem sempre pela tangente. O que fica no ar é o quanto se paga de impostos aos órgãos públicos para que se executem benfeitorias em prol da população.
Se assim não o for de que adianta ter gestão pública? E afinal, cadê os vereadores, representantes legais da sociedade? Além de passarem ou gastarem tempo na arrumação de gabinetes e conchavos politiqueiros, o que mais eles fazem?
O povo quer apenas saber. Afinal, gestão publica tem como característica básica, trabalhar em prol da sociedade. Cuidar bem das pessoas.
É mais do que justo que a população faça a cobrança. Afinal, ela é quem paga a fatura.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Trabalho em Salvador
Meus colegas blogautas,
To em Salvador ... meu rei....
Hiper, mega, cheia de trabalho e não posso postar alguns comentários...
Na volta tem novidades: ainda repercussão da entrevista de Zé Nivaldo e outras coisas mais...
Aguardem...
To em Salvador ... meu rei....
Hiper, mega, cheia de trabalho e não posso postar alguns comentários...
Na volta tem novidades: ainda repercussão da entrevista de Zé Nivaldo e outras coisas mais...
Aguardem...
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Político é tudo igual...muda apenas de lugar
Recebi estas fotos abaixo e vejam que coisa interessante...
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Sites prefeituras de Petrolina e Juazeiro fora do ar
Ao acessar o site da prefeitura de Petrolina/PE, o internauta, contribuinte e que também pode ser um eleitor da cidade tem o desprazer de ver a mensagem “estamos em manutenção” logo abaixo da nova marca do governo Julio Lossio (PMDB), que tem o slogan “as pessoas em primeiro lugar”.Pela ausência de conteúdo no site, parece não se fazer jus a frase.
Quem pensar que tal privilegio é apenas do internauta petrolinense está totalmente enganado. A vizinha Juazeiro/BA também navega pelo mesmo oceano.
A diferença é que o site da prefeitura de Juazeiro não apresenta a nova marca e nem slogan. A imagem não passa de alguns dedos em cima de um teclado e uma frase seca: “sistema em manutenção”.
Tentando entender todas as dificuldades que as duas gestões vem passando em apenas um mês de trabalho, ainda assim, é complicado para o contribuinte que precisa acessar o site na busca pelos serviços prestados pelas prefeituras.
Esperar um novo layout da página pode ser uma perda de tempo para o contribuinte que quer informações hoje.
E se assim o for, a prefeitura de Jaboatão dos Guararapes/PE, que tem um histórico de tragédia administrativa municipal a mais de 12 anos, e que se pode dizer que Petrolina e Juazeiro são fichinhas diante dos escândalos desse município, hoje é um exemplo a ser seguindo (pelo menos em termos de internet...)
A nova gestão de Elias Gomes (PSDB) colocou as informações no site “velho” ressaltando que em pouco tempo o novo site entraria no ar, com muito mais serviços etc, etc....
Só a título de registro: para o contribuinte o que vale é a informação e a satisfação da prestação do serviço. Pouco relevante será a “cara” publicitária que o site vai mostrar se em termos de conteúdo nada tem para expor.
Assim, é bom lembrar que a facilidade para encontrar os dados no site e a transparência na administração municipal podem ser o diferencial dessas gestões que tem ainda 4 anos de atividades a serem prolongados ou não por mais 4 anos.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Registro: Exposição fotográfica

O blog indica a exposição fotográfica “Cotidianos: uma re-visão do olhar de Euvaldo Macedo Filho” .
A temática é documental e jornalística registrada por este fotografo juazeirense no período de 1975 a 1982.
A curadoria da Galeria é composta pelo fotojornalista e professor, Flávio Ciro, e os alunos de Jornalismo em Multimeios da UNEB, Cecílio Bastos e Silvana Costa.
Euvaldo é o primeiro de uma série de exposições fotográficas de cunho jornalístico exibido a partir da inauguração desse Mural.
Além da exposição inaugural, será exibido ainda o curta-metragem “Santa”, sob a supervisão e comentários do produtor cultural Chico Egídio. O filme é composto por imagens capturadas em Super-8 por Euvaldo e recuperadas recentemente.
Anote:
Exposição: Cotidianos, uma re-visão do olhar de Euvaldo Macedo Filho
Quando: 28 de janeiro a 19 de fevereiro/2009
Onde: UNEB/DCH III (Juazeiro/BA) – Canto de Tudo
Hora: partir das 18h
Visitação: Segunda a sexta das 14h às 22h; sábados das 14h às 18h
A temática é documental e jornalística registrada por este fotografo juazeirense no período de 1975 a 1982.
A curadoria da Galeria é composta pelo fotojornalista e professor, Flávio Ciro, e os alunos de Jornalismo em Multimeios da UNEB, Cecílio Bastos e Silvana Costa.
Euvaldo é o primeiro de uma série de exposições fotográficas de cunho jornalístico exibido a partir da inauguração desse Mural.
Além da exposição inaugural, será exibido ainda o curta-metragem “Santa”, sob a supervisão e comentários do produtor cultural Chico Egídio. O filme é composto por imagens capturadas em Super-8 por Euvaldo e recuperadas recentemente.
Anote:
Exposição: Cotidianos, uma re-visão do olhar de Euvaldo Macedo Filho
Quando: 28 de janeiro a 19 de fevereiro/2009
Onde: UNEB/DCH III (Juazeiro/BA) – Canto de Tudo
Hora: partir das 18h
Visitação: Segunda a sexta das 14h às 22h; sábados das 14h às 18h
domingo, 25 de janeiro de 2009
Poesia pra gente ser feliz
RELÓGIO DE PONTO
Alberto da Cunha Melo
Tudo que levamos a sério
torna-se amargo.
Assim os jogos, a poesia, todos os pássaros,
mais do que tudo: todo o amor.
De quando em quando faltaremos a algum compromisso na Terra,
e atravessaremos os córregos cheios de areia, após as chuvas.
Se alguma súbita alegriare tardar o nosso regresso,
um inesperado companheiro marcará o nosso cartão.
Tudo que levamos a sério torna-se amargo.
Assim as faixas da vitória, a própria vitória,
mais do que tudo: o próprio Céu.
De quando em quando faltaremos a algum compromisso na Terra,
e lavaremos as pupilascegas com o verniz das estrelas.
Alberto da Cunha Melo
Tudo que levamos a sério
torna-se amargo.
Assim os jogos, a poesia, todos os pássaros,
mais do que tudo: todo o amor.
De quando em quando faltaremos a algum compromisso na Terra,
e atravessaremos os córregos cheios de areia, após as chuvas.
Se alguma súbita alegriare tardar o nosso regresso,
um inesperado companheiro marcará o nosso cartão.
Tudo que levamos a sério torna-se amargo.
Assim as faixas da vitória, a própria vitória,
mais do que tudo: o próprio Céu.
De quando em quando faltaremos a algum compromisso na Terra,
e lavaremos as pupilascegas com o verniz das estrelas.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Perfil José Nivaldo Junior
Empolgado, sempre sorridente, apaixonado pelo que faz e com o discurso de quem conhece a política nas entrelinhas. Assim pode ser definido o perfil do publicitário José Nivaldo Junior. Zé Nivaldo para muitos.Bacharel em Direito, mestre em História, diretor de uma agencia de marketing político (não poderia ser diferente) e escritor nas horas vagas (se é que existem...).
Zé Nivaldo vem, desde 1975, trabalhando para governos e fazendo campanhas eleitorais pelo Brasil a fora.
Em seu portfolio, entre tantos nomes que passaram pelo crivo desse marketeiro perfeccionista, podemos citar Tancredo Neves, Miguel Arraes, Carlos Wilson, Leonel Brizola, Marco Maciel, José Múcio, Cristovam Buarque, João Paulo, Marta e Eduardo Suplicy, Paulo Maluf, Anthony e Rosinha Garotinho e João da Costa.
Em julho de 2007, Zé Nivaldo concedeu uma entrevista para este blog, falando um pouco dos escândalos políticos do governo PT em nível nacional e as consequências em termos de partido.
Sem esquecer esta cicatriz, na entrevista de hoje o tema passa ainda por este caminho e entra pelo marketing político.
No entanto, Nivaldo Junior evita fazer projeções para eleições de 2010 já que segundo ele, está muito longe.
O resultado você confere abaixo.
POLÍTICA x POLÍTICA com José Nilvado Junior
Blog Teresa Leonel - No seu livro “Maquiavel o poder” você define o poder como a única forma eficaz encontrada pela sociedade humana para viabilizar sua reprodução e sua sobrevivência (Ed. Martin Claret, p.26). Isso explica por que muitos candidatos a cargos políticos mesmo tendo riqueza e prestigio precisam se mostrar para se firmarem no poder?
José Nivaldo Junior - Riqueza, prestígio e poder andam atrelados em termos de classes sociais, de controle do aparelho do Estado. No entanto, na democracia, geralmente os eleitores não votam em candidatos que são, eles mesmos, expressões do poder econômico.
O candidato que já é rico, que é visto como tal tem, não apenas, que se mostrar, mas convencer o eleitorado de que representa a melhor opção para beneficiar o povo. E isso, convenhamos, não e tarefa fácil. Pense bem: nos últimos 25 anos, qual o milionário que já se elegeu presidente da República, governador de São Paulo ou de Pernambuco?
BTL - Com sua experiência em campanhas eleitorais, qualquer pessoa não midiática, digamos assim, pode ganhar uma eleição em função de uma boa estratégia de marketing político?
JN – O que ganha ou perde eleições, fundamentalmente, é a política. Se o candidato não midiático representar o desejo do eleitorado, provavelmente vencerá. Uma boa estratégia de marketing político ajuda, sem dúvida. Às vezes, em disputas muito equilibradas, pode ser o fator decisivo.
BTL - E falando em marketing político, como se explica o índice de aceitação do presidente Lula a despeito de todas as questões éticas e morais estreladas durante os seus governos? Lula é maior do que o PT?
JN – São duas perguntas. Começo pela segunda. Lula é, hoje, um dos 20 líderes mais influentes do mundo. Governa com uma federação de partidos, portanto seu governo é maior que o PT. Porém, sem o PT, qual seria o tamanho de Lula? O índice de aceitação de Lula decorre de suas políticas sociais e do altíssimo grau de identificação com o povo. Ninguém fala a língua do povo como ele.
BTL - “Nunca antes na história desse país” houve um presidente como Lula? O que Lula tem que não se achou em Juscelino Kubitschek ou Getúlio Vargas (depois do período ditatorial) ou Fernando Henrique, por exemplo?
JN – Getúlio e JK foram grandes presidentes, num modelo desenvolvimentista. Ambos mudaram a face do País. FHC cumpriu o papel de inserir o País no mundo globalizado.
E Lula é Lula. Um operário, retirante da seca, de família extremamente popular que chega à presidência, assume o papel de pai dos necessitados com programas e ações que nunca tinham alcançado a dimensão atual. Então, na visão do proletário no poder, encaixa-se a frase que é verdadeira, embora às vezes soe um pouco exagerada.
BTL - Mesmo com toda aceitação da população, por que Lula não conseguiu “eleger” alguns prefeitos em cidades importantes como Petrolina? A que você atribui tal fato?
JN – Cada eleição tem um perfil, que tende a ser nacional. Nessa eleição de prefeito (2008), o que prevaleceu foi a vontade do povo de continuar as gestões aprovadas, com a reeleição dos prefeitos ou dos candidatos indicados por eles. Lula só elegeu prefeitos onde seu apoio coincidiu com esse fator decisivo. E como sempre, existem as exceções. Petrolina foi uma delas. A briga interna do partido no poder, com a indicação de um candidato que não expressava a continuidade, abriu caminho para a brilhante vitória de Lóssio.
BTL - Em função do efeito Lula, sua candidata à presidência, Dilma Rousseff, tem chances de ganhar a confiança do eleitor brasileiro?
JN – Sem a menor dúvida. Caso Lula chegue em 2010 forte, caso o povo queira a continuidade do seu mandato, o candidato que ele apoiar será fortíssimo. Será mais forte quanto maior a identificação pessoal com o presidente. E isso, quem demonstra, até o momento, é a ministra Dilma. Aproveito para dizer que a viabilidade de Dilma não será medida por índices de pesquisa e sim por avaliação política. Vou citar apenas 2 exemplos: João da Costa (PT), no Recife, e Gilberto Kassab (DEM), em São Paulo, estacionaram na casa de um dígito, nas pesquisas, até bem próximo da eleição. E ganharam.
BTL - Que outra opção do PT nós temos à presidência?
JN – Repito: se Lula estiver forte, se o povo optar pela continuidade, qualquer candidato do PT será forte, principalmente se tiver identidade com Lula.
BTL - O bolsa-família e todos os derivados desse pacote podem ser considerados a grande estratégia política do governo Lula?
JN – Sem dúvida. Os programas sociais constituem a base da identidade popular do governo Lula. Porém não se deve desprezar a política econômica. Pode-se concordar ou discordar, mas foi ela quem garantiu a credibilidade internacional que o governo brasileiro alcançou na era Lula.
BTL - O Brasil tem hoje 27 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. No entanto, apenas três, PMDB, PT e PSDB, definem as estratégias eleitorais. De que forma isso ajuda num processo democrático?
JN – Não concordo com a formulação da pergunta. PT e PSDB têm estruturas que permitem o lançamento de candidaturas nacionalmente viáveis e podem concorrer à presidência. O PMDB é um partido parlamentar, com fraca coesão interna e força em muitos Estados. É o fiel da balança. Os demais partidos cumprem seus papéis, gravitando em torno do PT e PSDB, quando se trata da disputa nacional.
BTL - Por que os partidos políticos no nosso sistema não são fortalecidos?
JN – O Brasil nunca teve partidos fortes. No século XX, dois períodos ditatoriais golpearam as estruturas partidárias. Acrescente-se que os partidos vivem, no mundo inteiro, uma certa crise de identidade. Porém, se você olhar o quadro, desde 1984 construímos partidos fortes, expressivos, alguns com perfil nacional executivo, outros com perfil legislativo, outros que funcionam como uma confederação partidária. Eu considero que este processo está levando o quadro partidário brasileiro a um fortalecimento e a um perfil muito interessante.
BTL - As pessoas votam em nomes e não nos partidos? Isso não enfraquece as agremiações?
JN – As pessoas votam em circunstâncias. Os nomes, os partidos que expressam as circunstâncias, ganham o voto. Não concordo com a visão corrente de que o quadro partidário brasileiro esteja se enfraquecendo. Tem muita coisa para ser feita, muito para ser conquistado, porém o processo avança de modo satisfatório, a meu ver.
BTL - As eleições municipais são diferenciadas em relação à eleição presidente/governador/deputado. No entanto, as estratégias de campanhas estão sempre atreladas aos próximos pleitos. Como explicar isso?
JN – Discordo da pergunta. É verdade que, em alguns casos, são montadas estratégias de campanha com um olho no futuro. Eu mesmo já fiz isso. Vou citar apenas um exemplo: a campanha de Marta Suplicy (PT) para governadora de São Paulo, em 1998, foi montada visando à vitória à Prefeitura em 2000. Mas geralmente não é isso que acontece. Cada eleição é uma eleição, essa é a regra que prevalece.
BTL - Apesar da ausência explícita de carisma do atual prefeito do Recife, João da Costa (PT), a popularidade de João Paulo (PT) empurrou com força sua campanha. Podemos dizer que João Paulo é também uma expressão de mito?
JN – João Paulo é hoje uma liderança metropolitana consolidada e um pólo de poder no Estado. Ainda não é um mito, embora seja forte candidato. A eleição de João da Costa combina três fatores: a aprovação de João Paulo, o desejo de continuidade e as qualidades do candidato.
A mídia subestimou, e alguns setores ainda subestimam João da Costa. Ele é um quadro qualificadíssimo. Conhece o Recife como ninguém e tem uma visão técnica aprimorada do processo urbano. Surpreendeu como candidato e vai surpreender como prefeito.
BTL - Sem querer entrar nos bueiros da política, quais os nomes que podem ser ressaltados como candidatos ao Senado e a Governo de Pernambuco?
JN – Ainda é cedo para tratar de 2010. O governador Eduardo Campos (PSB) é um nome fortíssimo para a reeleição, se não for convocado para uma missão nacional. Jarbas Vasconcelos (PMDB), se resolver entrar na disputa, é muito forte, como fortes são Marco Maciel (DEM) e Sérgio Guerra (PSDB) para o Senado.
Agora, vamos aos que estão sem mandatos: João Paulo (PT) encabeça a lista. E temos Armando (Monteiro) Neto (PTB), José Múcio (PTB), Fernando Bezerra Coelho (PSB), já cogitado na mídia. Além de vários outros que não quero citar para não esquecer alguém.
BTL - Pegando carona nas eleições de 2008 quais os seus trabalhos em marketing político para 2010?
JN – Eu não escolho clientes. Os clientes é que me escolhem. Por enquanto, não tenho qualquer compromisso para 2010.
BTL - O que faltou eu perguntar e você responder? Tem alguma coisa a dizer que ainda não saiu na imprensa?
JN – Se faltou não me lembro. Não saiu na imprensa a saudade que eu tenho dos nossos papos ao vivo. Mas o blog ameniza isso. Pelo menos, lhe leio.
José Nivaldo Junior - Riqueza, prestígio e poder andam atrelados em termos de classes sociais, de controle do aparelho do Estado. No entanto, na democracia, geralmente os eleitores não votam em candidatos que são, eles mesmos, expressões do poder econômico.
O candidato que já é rico, que é visto como tal tem, não apenas, que se mostrar, mas convencer o eleitorado de que representa a melhor opção para beneficiar o povo. E isso, convenhamos, não e tarefa fácil. Pense bem: nos últimos 25 anos, qual o milionário que já se elegeu presidente da República, governador de São Paulo ou de Pernambuco?
BTL - Com sua experiência em campanhas eleitorais, qualquer pessoa não midiática, digamos assim, pode ganhar uma eleição em função de uma boa estratégia de marketing político?
JN – O que ganha ou perde eleições, fundamentalmente, é a política. Se o candidato não midiático representar o desejo do eleitorado, provavelmente vencerá. Uma boa estratégia de marketing político ajuda, sem dúvida. Às vezes, em disputas muito equilibradas, pode ser o fator decisivo.
BTL - E falando em marketing político, como se explica o índice de aceitação do presidente Lula a despeito de todas as questões éticas e morais estreladas durante os seus governos? Lula é maior do que o PT?
JN – São duas perguntas. Começo pela segunda. Lula é, hoje, um dos 20 líderes mais influentes do mundo. Governa com uma federação de partidos, portanto seu governo é maior que o PT. Porém, sem o PT, qual seria o tamanho de Lula? O índice de aceitação de Lula decorre de suas políticas sociais e do altíssimo grau de identificação com o povo. Ninguém fala a língua do povo como ele.
BTL - “Nunca antes na história desse país” houve um presidente como Lula? O que Lula tem que não se achou em Juscelino Kubitschek ou Getúlio Vargas (depois do período ditatorial) ou Fernando Henrique, por exemplo?
JN – Getúlio e JK foram grandes presidentes, num modelo desenvolvimentista. Ambos mudaram a face do País. FHC cumpriu o papel de inserir o País no mundo globalizado.
E Lula é Lula. Um operário, retirante da seca, de família extremamente popular que chega à presidência, assume o papel de pai dos necessitados com programas e ações que nunca tinham alcançado a dimensão atual. Então, na visão do proletário no poder, encaixa-se a frase que é verdadeira, embora às vezes soe um pouco exagerada.
BTL - Mesmo com toda aceitação da população, por que Lula não conseguiu “eleger” alguns prefeitos em cidades importantes como Petrolina? A que você atribui tal fato?
JN – Cada eleição tem um perfil, que tende a ser nacional. Nessa eleição de prefeito (2008), o que prevaleceu foi a vontade do povo de continuar as gestões aprovadas, com a reeleição dos prefeitos ou dos candidatos indicados por eles. Lula só elegeu prefeitos onde seu apoio coincidiu com esse fator decisivo. E como sempre, existem as exceções. Petrolina foi uma delas. A briga interna do partido no poder, com a indicação de um candidato que não expressava a continuidade, abriu caminho para a brilhante vitória de Lóssio.
BTL - Em função do efeito Lula, sua candidata à presidência, Dilma Rousseff, tem chances de ganhar a confiança do eleitor brasileiro?
JN – Sem a menor dúvida. Caso Lula chegue em 2010 forte, caso o povo queira a continuidade do seu mandato, o candidato que ele apoiar será fortíssimo. Será mais forte quanto maior a identificação pessoal com o presidente. E isso, quem demonstra, até o momento, é a ministra Dilma. Aproveito para dizer que a viabilidade de Dilma não será medida por índices de pesquisa e sim por avaliação política. Vou citar apenas 2 exemplos: João da Costa (PT), no Recife, e Gilberto Kassab (DEM), em São Paulo, estacionaram na casa de um dígito, nas pesquisas, até bem próximo da eleição. E ganharam.
BTL - Que outra opção do PT nós temos à presidência?
JN – Repito: se Lula estiver forte, se o povo optar pela continuidade, qualquer candidato do PT será forte, principalmente se tiver identidade com Lula.
BTL - O bolsa-família e todos os derivados desse pacote podem ser considerados a grande estratégia política do governo Lula?
JN – Sem dúvida. Os programas sociais constituem a base da identidade popular do governo Lula. Porém não se deve desprezar a política econômica. Pode-se concordar ou discordar, mas foi ela quem garantiu a credibilidade internacional que o governo brasileiro alcançou na era Lula.
BTL - O Brasil tem hoje 27 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. No entanto, apenas três, PMDB, PT e PSDB, definem as estratégias eleitorais. De que forma isso ajuda num processo democrático?
JN – Não concordo com a formulação da pergunta. PT e PSDB têm estruturas que permitem o lançamento de candidaturas nacionalmente viáveis e podem concorrer à presidência. O PMDB é um partido parlamentar, com fraca coesão interna e força em muitos Estados. É o fiel da balança. Os demais partidos cumprem seus papéis, gravitando em torno do PT e PSDB, quando se trata da disputa nacional.
BTL - Por que os partidos políticos no nosso sistema não são fortalecidos?
JN – O Brasil nunca teve partidos fortes. No século XX, dois períodos ditatoriais golpearam as estruturas partidárias. Acrescente-se que os partidos vivem, no mundo inteiro, uma certa crise de identidade. Porém, se você olhar o quadro, desde 1984 construímos partidos fortes, expressivos, alguns com perfil nacional executivo, outros com perfil legislativo, outros que funcionam como uma confederação partidária. Eu considero que este processo está levando o quadro partidário brasileiro a um fortalecimento e a um perfil muito interessante.
BTL - As pessoas votam em nomes e não nos partidos? Isso não enfraquece as agremiações?
JN – As pessoas votam em circunstâncias. Os nomes, os partidos que expressam as circunstâncias, ganham o voto. Não concordo com a visão corrente de que o quadro partidário brasileiro esteja se enfraquecendo. Tem muita coisa para ser feita, muito para ser conquistado, porém o processo avança de modo satisfatório, a meu ver.
BTL - As eleições municipais são diferenciadas em relação à eleição presidente/governador/deputado. No entanto, as estratégias de campanhas estão sempre atreladas aos próximos pleitos. Como explicar isso?
JN – Discordo da pergunta. É verdade que, em alguns casos, são montadas estratégias de campanha com um olho no futuro. Eu mesmo já fiz isso. Vou citar apenas um exemplo: a campanha de Marta Suplicy (PT) para governadora de São Paulo, em 1998, foi montada visando à vitória à Prefeitura em 2000. Mas geralmente não é isso que acontece. Cada eleição é uma eleição, essa é a regra que prevalece.
BTL - Apesar da ausência explícita de carisma do atual prefeito do Recife, João da Costa (PT), a popularidade de João Paulo (PT) empurrou com força sua campanha. Podemos dizer que João Paulo é também uma expressão de mito?
JN – João Paulo é hoje uma liderança metropolitana consolidada e um pólo de poder no Estado. Ainda não é um mito, embora seja forte candidato. A eleição de João da Costa combina três fatores: a aprovação de João Paulo, o desejo de continuidade e as qualidades do candidato.
A mídia subestimou, e alguns setores ainda subestimam João da Costa. Ele é um quadro qualificadíssimo. Conhece o Recife como ninguém e tem uma visão técnica aprimorada do processo urbano. Surpreendeu como candidato e vai surpreender como prefeito.
BTL - Sem querer entrar nos bueiros da política, quais os nomes que podem ser ressaltados como candidatos ao Senado e a Governo de Pernambuco?
JN – Ainda é cedo para tratar de 2010. O governador Eduardo Campos (PSB) é um nome fortíssimo para a reeleição, se não for convocado para uma missão nacional. Jarbas Vasconcelos (PMDB), se resolver entrar na disputa, é muito forte, como fortes são Marco Maciel (DEM) e Sérgio Guerra (PSDB) para o Senado.
Agora, vamos aos que estão sem mandatos: João Paulo (PT) encabeça a lista. E temos Armando (Monteiro) Neto (PTB), José Múcio (PTB), Fernando Bezerra Coelho (PSB), já cogitado na mídia. Além de vários outros que não quero citar para não esquecer alguém.
BTL - Pegando carona nas eleições de 2008 quais os seus trabalhos em marketing político para 2010?
JN – Eu não escolho clientes. Os clientes é que me escolhem. Por enquanto, não tenho qualquer compromisso para 2010.
BTL - O que faltou eu perguntar e você responder? Tem alguma coisa a dizer que ainda não saiu na imprensa?
JN – Se faltou não me lembro. Não saiu na imprensa a saudade que eu tenho dos nossos papos ao vivo. Mas o blog ameniza isso. Pelo menos, lhe leio.
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marketing politico
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Blog de cara nova...
Caro blogauta,
Aproveitei o inicio do ano para mudar as cores do blog.
As análises, as criticas e os cuidados com os textos continuam o mesmo.
Também continua da mesma forma o respeito a você blogueiro e blogauta que passam por aqui diariamente para espiar blogautamente o que o blog tem de novidades.
É isso aí...jornalismo levado a serio.
Aproveitei o inicio do ano para mudar as cores do blog.
As análises, as criticas e os cuidados com os textos continuam o mesmo.
Também continua da mesma forma o respeito a você blogueiro e blogauta que passam por aqui diariamente para espiar blogautamente o que o blog tem de novidades.
É isso aí...jornalismo levado a serio.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Lossio e Isaac: o começo de uma gestão
Todo começo de gestão é sempre muito difícil, sobretudo para governos que não são sucessores.
Cada um no seu quadrado, tanto Julio Lossio (PMDB-Petrolina) como Isaac Carvalho (PCdoB-Juazeiro/BA), tem um caminho a percorrer.
No entanto, o discurso é sempre o mesmo: Ausência de recursos, “estamos arrumando a casa”, “ta tudo muito complicado”, “não sabíamos disso, nem daquilo” e “não tivemos acesso a determinadas informações”.
Desconfianças à parte é preciso, sim, ficarmos em alerta. Afinal, em política o discurso de ontem serve perfeitamente para hoje.
Juazeiro até pode dizer que está vivendo momentos diferentes. Afinal, na bipolaridade entre Misael Aguilar (PMDB) e Josefe Bandeira (PT) a entrada de Isaac Carvalho mudou o cenário partidário.
Sim, partidário. Porque política brasileira na horizontal é tudo igual só muda os partidos e as figuras, mas o discurso é perpetuado.
Em Petrolina, com Lossio, não houve uma mudança de cenário e sim uma releitura de uma personificação política dos Coelhos. O que não quer dizer que não possa vir algo novo.
Na retórica de Juazeiro a ênfase é a mudança. Em Petrolina a visão é para “cuidar das pessoas”.
Como tudo ainda é muito recente, por via das dúvidas, melhor aguardar um pouco mais sobre os ajustes administrativos e as ações a serem empregadas nas duas gestões.
Dessa forma poderemos fazer uma melhor leitura das tendências futuras.
O resultado? As urnas de 2012 dirão.
Cada um no seu quadrado, tanto Julio Lossio (PMDB-Petrolina) como Isaac Carvalho (PCdoB-Juazeiro/BA), tem um caminho a percorrer.
No entanto, o discurso é sempre o mesmo: Ausência de recursos, “estamos arrumando a casa”, “ta tudo muito complicado”, “não sabíamos disso, nem daquilo” e “não tivemos acesso a determinadas informações”.
Desconfianças à parte é preciso, sim, ficarmos em alerta. Afinal, em política o discurso de ontem serve perfeitamente para hoje.
Juazeiro até pode dizer que está vivendo momentos diferentes. Afinal, na bipolaridade entre Misael Aguilar (PMDB) e Josefe Bandeira (PT) a entrada de Isaac Carvalho mudou o cenário partidário.
Sim, partidário. Porque política brasileira na horizontal é tudo igual só muda os partidos e as figuras, mas o discurso é perpetuado.
Em Petrolina, com Lossio, não houve uma mudança de cenário e sim uma releitura de uma personificação política dos Coelhos. O que não quer dizer que não possa vir algo novo.
Na retórica de Juazeiro a ênfase é a mudança. Em Petrolina a visão é para “cuidar das pessoas”.
Como tudo ainda é muito recente, por via das dúvidas, melhor aguardar um pouco mais sobre os ajustes administrativos e as ações a serem empregadas nas duas gestões.
Dessa forma poderemos fazer uma melhor leitura das tendências futuras.
O resultado? As urnas de 2012 dirão.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Outdoor: a mídia preferida dos políticos
Parece mesmo que o marketing político veio para ficar e “nunca antes na história desse país” se usou e abusou tanto da propaganda externa como nos últimos tempos.
Entre tantas alternativas midiáticas a tabuleta do outdoor reina absoluta. A peça tem sido instrumento de relevância comunicacional de ex-candidatos, políticos atuais ou futuros postulantes ao cargo para fazer frente ao eleitor-alvo (ou não).
Demonstrando uma intimidade com o cenário urbano os outdoors políticos trazem temáticas diversas que vão desde os resultados de votações, participações beemmm longe em projetos sociais, educacionais ou na área de saúde, passando por agradecimentos de amigos que geralmente não assinam a peça.
Também existem as exceções. Uma delas, exposta na foto acima, traz um significado especial. Afinal, o senhor Julio Torres é fiador de toda população petrolinsense quando assume o compromisso (por escrito) de nunca esquecer os feitos (ou não) do ex-prefeito Odacy Amorim (PSB).
Com todas as mazelas da gestão Amorim vindo à baila, parece mesmo que Petrolina não vai esquecer as obras de um prefeito que tinha pressa em inaugurar e pouca calma para concluir.
Independentemente de qual seja o resultado a peça outdoor tem sido uma testemunha dos discursos não praticados por muitos políticos.
As tabuletas estão sendo instrumentos de uma comunicação direcionada que medem forças com outros meios de comunicação deixando de forma subliminar questionamentos a serem aprofundados.
E de outra maneira as peças também apresentam poder e demarcam territórios eleitorais para 2010 e 2012.
Quem votar, verá.
Entre tantas alternativas midiáticas a tabuleta do outdoor reina absoluta. A peça tem sido instrumento de relevância comunicacional de ex-candidatos, políticos atuais ou futuros postulantes ao cargo para fazer frente ao eleitor-alvo (ou não).
Demonstrando uma intimidade com o cenário urbano os outdoors políticos trazem temáticas diversas que vão desde os resultados de votações, participações beemmm longe em projetos sociais, educacionais ou na área de saúde, passando por agradecimentos de amigos que geralmente não assinam a peça.
Também existem as exceções. Uma delas, exposta na foto acima, traz um significado especial. Afinal, o senhor Julio Torres é fiador de toda população petrolinsense quando assume o compromisso (por escrito) de nunca esquecer os feitos (ou não) do ex-prefeito Odacy Amorim (PSB).
Com todas as mazelas da gestão Amorim vindo à baila, parece mesmo que Petrolina não vai esquecer as obras de um prefeito que tinha pressa em inaugurar e pouca calma para concluir.
Independentemente de qual seja o resultado a peça outdoor tem sido uma testemunha dos discursos não praticados por muitos políticos.
As tabuletas estão sendo instrumentos de uma comunicação direcionada que medem forças com outros meios de comunicação deixando de forma subliminar questionamentos a serem aprofundados.
E de outra maneira as peças também apresentam poder e demarcam territórios eleitorais para 2010 e 2012.
Quem votar, verá.
Poesia pra refletir
Poema em linha reta
Fernando Pessoa(Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Fernando Pessoa(Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Odacy e sua gestão
Político vive de imagem. A imagem está atrelada ao discurso, à prática, a coerência e aos projetos desenvolvidos durante a gestão.
Esse é um texto que deveria servir de base para todos os políticos antes ou depois de uma administração.
O recado vai para o ex-prefeito Odacy Amorim (PSB) que se exauriu para fazer uma gestão pomposa e saiu arranhado em quase todos os sentidos no quesito obras de infra-estrutura: leia-se camelodromo e asfalto afundando. Só pra citar alguns exemplos.
Vale pontuar também, despesas assumidas durante a gestão e empurradas com a barriga para próxima. É bom lembrar que isso não é um privilegio só de Petrolina. Na vizinha cidade de Juazeiro-BA o caminho foi o mesmo com Misael Aguilar (PMDB).
E Jaboatão dos Guararapes/PE? Bom... o desmando por lá é histórico....
Agora temos a certeza que alguns prefeitos dessas e outras cidades não estão postulando (por enquanto) voltarem em tão pouco tempo à cena do crime, ou melhor, a cena política.
No caso de Odacy, sim. A marca do “trabalho e a cidade cresce” era a proposta fincada pelo ex-prefeito para consolidar uma imagem a posteridade visando uma nova empreitada política.
Com a imagem arranhada, exposição negativa na mídia (xiiii... isso é o pior...), explicações não efetivadas... o que esperar da oposição para uma próxima eleição?
Tudo isso vem à baila. O povo está mudando e escolhendo. Em uma campanha, o resultado avassalador nas urnas não garante bis numa próxima eleição.
Duvidam? Estão vejam o exemplo do Sargento Quirino (PDT) e do professor Ruy Wanderley (PSL). Em 2004 foram os dois vereadores mais votados na eleição e em 2008 não conseguiram nem a suplência.
Há muito mais coisas entre os candidatos e as urnas que a nossa vã imaginação não pode alcançar.
Esse é um texto que deveria servir de base para todos os políticos antes ou depois de uma administração.
O recado vai para o ex-prefeito Odacy Amorim (PSB) que se exauriu para fazer uma gestão pomposa e saiu arranhado em quase todos os sentidos no quesito obras de infra-estrutura: leia-se camelodromo e asfalto afundando. Só pra citar alguns exemplos.
Vale pontuar também, despesas assumidas durante a gestão e empurradas com a barriga para próxima. É bom lembrar que isso não é um privilegio só de Petrolina. Na vizinha cidade de Juazeiro-BA o caminho foi o mesmo com Misael Aguilar (PMDB).
E Jaboatão dos Guararapes/PE? Bom... o desmando por lá é histórico....
Agora temos a certeza que alguns prefeitos dessas e outras cidades não estão postulando (por enquanto) voltarem em tão pouco tempo à cena do crime, ou melhor, a cena política.
No caso de Odacy, sim. A marca do “trabalho e a cidade cresce” era a proposta fincada pelo ex-prefeito para consolidar uma imagem a posteridade visando uma nova empreitada política.
Com a imagem arranhada, exposição negativa na mídia (xiiii... isso é o pior...), explicações não efetivadas... o que esperar da oposição para uma próxima eleição?
Tudo isso vem à baila. O povo está mudando e escolhendo. Em uma campanha, o resultado avassalador nas urnas não garante bis numa próxima eleição.
Duvidam? Estão vejam o exemplo do Sargento Quirino (PDT) e do professor Ruy Wanderley (PSL). Em 2004 foram os dois vereadores mais votados na eleição e em 2008 não conseguiram nem a suplência.
Há muito mais coisas entre os candidatos e as urnas que a nossa vã imaginação não pode alcançar.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
O povo quer saber...
Quando será que a Avenida Tancredo Neves (em Petrolina) será consertada?
Os buracos que a Compesa abriu serão fechados?
O lixo acumulado em várias áreas da cidade será retirado?
Os buracos que a Compesa abriu serão fechados?
O lixo acumulado em várias áreas da cidade será retirado?
Renan Calheiros: o retorno
Voltando a história de que todo político é corrupto... claro que tem as exceções (o difícil é achar...), o então ex-quase-cassado senador Renan Calheiros (PMDB) continua com a bola toda.
Se valendo que o povo brasileiro tem a memória curta (a imprensa tem que continuar fazendo seu papel de fiscalizador e ouvidor) o então aprendiz de Don Juan está trabalhando nos bastidores para voltar aos holofotes midiáticos.
Cheio de cartas na manga, Renan conversa e conversa com seus pares e inimigos de carteirinha para mostrar o poder que ainda tem mesmo no ostracismo da grande imprensa.
Quem não se lembra que no final de 2007 os olhos marejados de Calheiros quase revelava sua tristeza ao renunciar à presidência do Senado em troca da manutenção do seu mandato?
Em 2008 foi o ano do silêncio, ou melhor, das negociatas. Renan deve voltar no próximo mês (fevereiro/2009) como líder da bancada do PMDB no Senado.
Ah!... É sempre bom lembrar que o PMDB é aquele partido que não tem posição, nem ideologia e que está em todos os governos de esquerda ou direita (se é que ainda existe isso aqui no Brasil!!!).
No momento é tudo que Renan mais quer. Voltar a ser procurado como fonte e resgatar a tão perdida dignidade (ele já teve alguma vez??) que nem mesmo sua agressiva aparência consegue suplantar.
Voltando a questão da corrupção, vamos entender ou pelo menos maquiar o modo como vemos os nossos políticos.
Afinal, o que tanto sabe Renan que o deixa numa situação privilegiada?
Além dos desvios de verbas, ausência de moral e decência, apadrinhamentos e outras mazelas já expostas na mídia, o que ainda falta para ser desvendado?
Com a resposta Renan Calheiros.
O homem/político que teve uma amante (Mônica Veloso) que abalou a República, o Congresso, levou a Casa a bancarrota e ainda assim não caiu.
Ficou de pé e colocou um monte de gente (comprometida) em suas mãos.
Parece que isso se chama poder.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Férias curtinhas...
Caros colegas blogautas,
Estou em Tamandaré... são poucos dias... vou voltar logo...
Estou numa lan house e passei rapidinho só para postar este recado para vocês.
Daqui, leio, apenas através do jornal (apenas um jornal mesmo), coisas e coisas sobre Petrolina e Juazeiro...
No retorno (volto próxima semana), aguardem novidades no blog.
Uma entrevista com um dos maiores marketeiro político do Nordeste. A temática? Eleições 2010.
Vale a pena esperar. Saudade de todos.
Estou em Tamandaré... são poucos dias... vou voltar logo...
Estou numa lan house e passei rapidinho só para postar este recado para vocês.
Daqui, leio, apenas através do jornal (apenas um jornal mesmo), coisas e coisas sobre Petrolina e Juazeiro...
No retorno (volto próxima semana), aguardem novidades no blog.
Uma entrevista com um dos maiores marketeiro político do Nordeste. A temática? Eleições 2010.
Vale a pena esperar. Saudade de todos.
O que é? O que é?
Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Ser político é a melhor profissão

Praticamente em todos os eventos da área de recursos humanos podemos ouvir de especialistas a nobre frase “o trabalho edifica o homem”.
A exceção fica por conta da profissão político. O processo de montagem, produção, estratégia, desenho e arquitetura da função político são por demais semelhantes às artimanhas do sistema nazista.
Depois de construir caminhos para chegar ao poder, o profissional político veste a imagem porta voz da sociedade e, portanto capaz de se auto intitular merecedor de aumentos salariais exorbitantes, um maior número de assessores que contribuam com novas estratégias nazistas para roubar o povo sem que esse povo pense que está sendo lesado.
Exageros à parte, os políticos fazem parte de uma corja emaranhada entre si que desfrutam das benesses adquiridas sejam nos governos totalitários ou democráticos como o nosso.
Compreende-se que numa sociedade democrática (felizmente ou infelizmente) não há processo de mudança em sua estrutura sem que se passe pelo contexto político.
Porém, parece ser complicado e difícil de engolir a forma e o modo como são construídas as gestões públicas em termos administrativo, econômico e mesmo político num país como o nosso.
Ao produzir representantes corruptos na ponta do sistema em nível federal vai sendo perpetuado, em efeito cascata ou dominó, novos aprendizes desse conceito para as instancias estadual e municipal.
As especializações dos nossos políticos em termos de conhecimento contribuem para que os mesmos sejam referencias internacionais em várias áreas: administração de verbas não declaradas (vulgo caixa 2), captação ilícita de sufrágio (compra de votos), nepotismo disfarçado (emprego para parentes em gabinetes de outros colegas parlamentares); negociatas em torno de votação de emendas parlamentares, acomodação de políticos não eleitos em cargos de assessoria, abertura de empresa "laranja" para conduzir as novas verbas, trafego de influência, verbas publicitárias suntuosas para “cala boca” de imprensa e ações midiaticas, importantes para que os políticos não percam de vista o alvo: as eleições.
Em se tratando de uma profissão tão promissora, não é de se espantar que filhos e netos das chamadas raposas políticas tenham tanto interesse por este oficio.
Afinal, desempenhar todas essas especializações e continuar na impunidade... não poderia existir profissão melhor para quem deseja trilhar este caminho e se tornar mestre e doutor em “ciências das falcatruas”.
Inscrições abertas para 2010.
A exceção fica por conta da profissão político. O processo de montagem, produção, estratégia, desenho e arquitetura da função político são por demais semelhantes às artimanhas do sistema nazista.
Depois de construir caminhos para chegar ao poder, o profissional político veste a imagem porta voz da sociedade e, portanto capaz de se auto intitular merecedor de aumentos salariais exorbitantes, um maior número de assessores que contribuam com novas estratégias nazistas para roubar o povo sem que esse povo pense que está sendo lesado.
Exageros à parte, os políticos fazem parte de uma corja emaranhada entre si que desfrutam das benesses adquiridas sejam nos governos totalitários ou democráticos como o nosso.
Compreende-se que numa sociedade democrática (felizmente ou infelizmente) não há processo de mudança em sua estrutura sem que se passe pelo contexto político.
Porém, parece ser complicado e difícil de engolir a forma e o modo como são construídas as gestões públicas em termos administrativo, econômico e mesmo político num país como o nosso.
Ao produzir representantes corruptos na ponta do sistema em nível federal vai sendo perpetuado, em efeito cascata ou dominó, novos aprendizes desse conceito para as instancias estadual e municipal.
As especializações dos nossos políticos em termos de conhecimento contribuem para que os mesmos sejam referencias internacionais em várias áreas: administração de verbas não declaradas (vulgo caixa 2), captação ilícita de sufrágio (compra de votos), nepotismo disfarçado (emprego para parentes em gabinetes de outros colegas parlamentares); negociatas em torno de votação de emendas parlamentares, acomodação de políticos não eleitos em cargos de assessoria, abertura de empresa "laranja" para conduzir as novas verbas, trafego de influência, verbas publicitárias suntuosas para “cala boca” de imprensa e ações midiaticas, importantes para que os políticos não percam de vista o alvo: as eleições.
Em se tratando de uma profissão tão promissora, não é de se espantar que filhos e netos das chamadas raposas políticas tenham tanto interesse por este oficio.
Afinal, desempenhar todas essas especializações e continuar na impunidade... não poderia existir profissão melhor para quem deseja trilhar este caminho e se tornar mestre e doutor em “ciências das falcatruas”.
Inscrições abertas para 2010.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Imprensa exagerada 1....

O site Comunique-se trouxe uma matéria produzida pela agencia Reuters (ver abaixo) que mostra em seu título o exagero (de sempre) que a imprensa faz na construção da informação (como diria o sociólogo Pierre Bourdieu).
Com o título “Barack Obama é a maior notícia deste século” a mídia, como sempre, tenta atrair o leitor não pela importância da informação em seu contexto mas pela produção de uma violência simbólica (conceito de Bourdieu) que faz o leitor, internauta, ouvinte, telespectador... se deixar envolver num ato não pensando do que é a informação, mas sim no efeito do produto notícia.
Pensando bem, o século 21 começou agora. Tem apenas 8 anos. E ainda mais, da forma como a imprensa vem conduzindo a informação, tantos outros personagens podem vir a ser a notícia do século.
Com o título “Barack Obama é a maior notícia deste século” a mídia, como sempre, tenta atrair o leitor não pela importância da informação em seu contexto mas pela produção de uma violência simbólica (conceito de Bourdieu) que faz o leitor, internauta, ouvinte, telespectador... se deixar envolver num ato não pensando do que é a informação, mas sim no efeito do produto notícia.
Pensando bem, o século 21 começou agora. Tem apenas 8 anos. E ainda mais, da forma como a imprensa vem conduzindo a informação, tantos outros personagens podem vir a ser a notícia do século.
Imprensa exagerada...2
Barack Obama é a maior notícia deste século
Da Redação
Pesquisa realizada pela Global Language Monitor revela que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, é o maior destaque da imprensa neste século. Os resultados divulgados nesta segunda-feira apontam que a cobertura da candidatura de Obama rendeu duas vezes mais textos que qualquer outro evento desde a virada do século.
“Obama não tem precedentes. Ele cativou o mundo”, disse o presidente da entidade responsável pelo estudo, Paul Payack.
Obama foi tema de cerca de 250 milhões de notícias, batendo assuntos como a guerra do Iraque, a morte do Papa João Paulo II, o ataque ao World Trade Center e o furacão Katrina."A magnitude nos surpreendeu. Ele teve 750.000 citações antes de ser escolhido como candidato do partido", disse Payack.
Com informações da Reuters.
Da Redação
Pesquisa realizada pela Global Language Monitor revela que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, é o maior destaque da imprensa neste século. Os resultados divulgados nesta segunda-feira apontam que a cobertura da candidatura de Obama rendeu duas vezes mais textos que qualquer outro evento desde a virada do século.
“Obama não tem precedentes. Ele cativou o mundo”, disse o presidente da entidade responsável pelo estudo, Paul Payack.
Obama foi tema de cerca de 250 milhões de notícias, batendo assuntos como a guerra do Iraque, a morte do Papa João Paulo II, o ataque ao World Trade Center e o furacão Katrina."A magnitude nos surpreendeu. Ele teve 750.000 citações antes de ser escolhido como candidato do partido", disse Payack.
Com informações da Reuters.
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