sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Honestidade: um produto em extinção


O que é um sujeito honesto? No pai dos burros ou no “Google-tudo”, honesto (adjetivo) é uma pessoa honrada em atitudes, ações, princípios e intenções, digno de confiança.

Na versão da minha avó, do meu pai e da minha mãe (que eu aprendi), a pessoa honesta é aquela que tem vergonha na cara, tem apenas uma palavra sem lero-lero e suas atitudes são coerentes no falar e no agir.

Minha falecida avó dizia que qualquer coisa fora disso é atitude de gente safada e sem moral pra administrar o galinheiro e o cachorro da sua casa.

Como eu sempre digo aos meus alunos, esses princípios que definem o caráter de uma pessoa jamais podem ser apreendidos e absorvidos na escola ou na universidade. Isso vem de berço ou de rede. Isto é: vem de casa, da sua raiz, da sua base familiar.

Outro dia estava no shopping em Recife (a cidade que tem a orla mais linda do NE) e depois de pagar por um produto em uma loja peguei o troco, olhei rapidamente e coloquei na bolsa.

Segui para Praça de Alimentação e quando fui pagar o lanche é que percebi que o caixa da loja de roupa me entregou uma cédula de 100 reais a mais no troco. Ela se atrapalhou já que o dinheiro tava muito novinho e difícil de manusear.

Voltei até a longa (longe que só da Praça...) para devolver o dinheiro e a gerente ficou extremamente espantada:

-- Poxa vida, moça! Você veio devolver 100 reais? Isso é demais.

Quem tava espantada nessa altura era eu. Daí questionei:

-- E não é pra devolver, não?

-- Sim (respondeu ela bem assustada). Mas ninguém faz isso. Ou você pensa que todo mundo é honesto? A honestidade está em extinção.

Como não podia deixar passar a oportunidade, alfinetei...

-- Querida...não podemos pensar assim das pessoas. Temos que dar uma chance ao ser humano. Menos aos políticos, claro! Esses dizem que são honestos. Só dizem, mas não são e não parecem ser.

Pois não é que ela me solta esta perola:

-- Sabe que tem gente por aí fazendo a mesma coisa que os políticos?

Mesmo sem ter o que dizer repliquei:

-- Pode ser que essa gente esteja aprendendo isso com eles...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A mulher das cabras e sua visão sobre políticos


Dona Pedrina das Cabras é uma senhora simples, tem uns 50 anos aparentando 70, um ar de quem ainda não construiu nada na vida, mas que segue em frente porque atrás vem muita gente.

Fala pouco, tem sorriso tímido, anda meio corcunda e sempre acompanhada das suas cabras. Dona Pedrinha mora próximo a minha casa no bairro São José, antigo bairro do Cheiroso (chamado assim porque tinha um canal que fedia como nunca) e costuma todos os dias passear, ou melhor, pastar as suas cabras num terreno baldio em frente a minha residência.

Os animais moram com ela. Todas as cabras, uma média de 30, convivem harmoniosamente por dentro de casa, visitam os quartos, sobem no sofá e fazem suas necessidades em qualquer lugar.

Tão achando complicado? Eu também. Mas é a pura verdade.

Logo quando cheguei aqui em Petrolina e nessa casa onde moro (há uns 7 anos), dona Pedrina já tinha esse hábito que para ela é hiper normal. As cabras, diz ela, são pessoas da família. De fato deve ser. Afinal, quando ela grita o comando “entre”/”saía daí” ou qualquer coisa que não consigo entender, vejo que os animais obedecem como criança (o que nem sempre acontece também).

Dia desses estava saindo para academia no final da tarde e dona Pedrinha vinha com aquela “manada” adestrando pela rua com uma vara bem fininha. Ela gritava:

-- Vamos pra casa, meninas...andem...nada de subir na lixeira de dona Teresa pra roubar o lixo!

Diante da cena, falei meio constrangida:

-- Dona Pedrina as suas cabras são bem educadas quando estão próximas da senhora, não é mesmo?

Eis que vem uma resposta surpresa para mim.

-- Pois é minha filha. Minhas cabras “é” como o povo. Vê político fazendo coisa errada e ainda vota nele. Basta passar um tempinho pra esquecer tudo que não presta que eles fazem e o povo tome a votar nele novamente...

Indaguei espantada:

-- Poxa, Dona Pedrinha, não sabia que a senhora entendia de política.

Ela põe uma das mãos na cintura e responde de imediato:

-- De política não, minha filha, mas de ladrão eu conheço de longe! É por isso que sei quando as cabras querem roubar seu lixo...

Depois dessa fui pra academia muda, muda...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Roberto Carlos (deputado) ajuda (inocentemente) ex-BBB

Foto: Blog Folha São Francisco

Tão logo qualquer aspirante de “celebridade” entra e sai dos tais BBB, A Fazenda ou qualquer coisa do gênero, se filia em agremiações políticas (e não esportivas) para concorrer nas eleições municipal, estadual ou federal.

Daí, quando falo que estamos totalmente sem referência política nesse país, começo pelo jerico que anda pelo pasto da nossa região.

Pois não é que o então deputado estadual Roberto Carlos (PDT-Juazeiro-BA), aquele que fez sua campanha dizendo que foi pobre igual a Lula e vendeu tempero na feira, posa de bom moço com a ex-BBB, Anamara “num sei das quantas”, que se filiou ao partido para possivelmente sair candidata a vereadora pela terra de João Gilberto?

O melhor de tudo é a defesa ou bandeira da jovem (nem vou falar do estilo da moça à lá Mulher Popozuda...) pela qual Roberto Carlos, com seu aspecto inocente feito criança, defende com unhas e dentes como relevância política para a região.

Segundo ele, a moça é uma “mulher batalhadora, autêntica, vencedora, defende suas convicções sem medo da oposição e assim poderá representar os interesses da população juazeirense.”(texto veiculado nos blogs Folha do São Francisco e Carlos Britto).

Pensando bem direitinho, vai que o deputado pode até ter razão. Afinal, se Brasília, a capital dos políticos aloprados, conserva em seus currais, larápios, palhaços, ex-jogadores com perfil de qualquer coisa, meretrizes e tantas outras qualificações que “enaltecem” o Congresso, por que a Câmera de Vereadores de Juazeiro não pode ter o mesmo privilégio?

Ora, não vamos esquecer que a ex-dama do Bumbum, a cantora (que se diz ser) e atriz pornô (isso de fato ela é), Gretchen, também já se filiou a um partido, o PPS, em 2008, e com apoio de políticos como Raul Julgmann e Roberto Freire.

Sendo assim, podemos deduzir que Roberto Carlos, que foi pobre igual a Lula e vendeu tempero na feira de Juazeiro, aprendeu o ofício direitinho com seus compatriotas de serviço.

Afinal, uma moça com esses atributos imprescindíveis a classe política tem mais é que concorrer a uma vaginha na Casa Aprígio Duarte Filho (casa de nós todos) com o apoio todo inocente do deputado dos pobres.

E tenho dito...sofro muito...

domingo, 9 de outubro de 2011

Oi-Velox: um horror (três dias sem internet)

Sabe quando o mundo parece acabar diante de você? É quase assim quando gente como a gente fica sem internet. Um desespero total, sobretudo nesse período em que os bancos e os correios estão em greve.

Pagar algo na fila da Casa Lotérica, então? Um exercício de muita, muita, muita paciência.

Fiquei 3 dias sem internet e tudo isso porque resolvi aumentar minha velocidade da chamada banda larga de 2 para 5 gigas. Explico.

Tudo começou quando percebi que pagando a Velox por 5 gigas a diferença na conta era apenas de R$ 2,69. Oba!!!! Pensei alegre feito criança quando recebe um pirulito da mãe depois de tomar vacina.

Diante de tal facilidade, minha avó certamente diria aquele velho ditado “esmola grande o cego desconfia”.

Todo o processo foi feito pelo fone convencional da Oi, claro, onde uma moça muito simpática olhou lá na tela do sistema da operadora (acho que da Bahia ou Minhas Gerais...) e me convenceu a aumentar a velocidade da rede já que a diferença era tão pouca. Resultado: a rede não atende ou não suporta.

Fiquei sem internet e liguei várias vezes para o tal número 13131 e fiz umas 9 ocorrências com protocolo e tudo. Até que finalmente um técnico de Petrolina ligou pra mim no sábado, 8, e disse assim:

-- Você pediu para aumentar a velocidade de 2 para 5 gigas?

-- Sim (respondo eu achando que to abafando...)

-- Sinto lhe dizer mas tecnicamente a Velox não pode atender.

-- Como não pode? E por que a abençoada da moça, atendente, explicou que não tinha problema nenhum em fazer a alteração?

-- É que ela olha uma tela apenas mas não sabe como funciona tecnicamente. Ou seja, não sabe como o sinal chega até sua casa. Ela apenas vende o serviço.

Quase tenho um troço daquele de quebrar o braço.

-- Explique melhor, meu senhor, por favor....

-- Do ponto que recebemos a linha ela só pode atender até 4,5 km. Assim, não adianta aumentar a velocidade porque o sistema não suporta e não chega ao local.

Vocês entenderam como a Oi-Velox faz com todo mundo?????

Depois de compreender o papel dominador da empresa na região, já que não existe concorrente, o técnico finalmente veio a minha casa, consertou o sistema de recebimento do sinal, continuo com 2 gigas (ruim de todo jeito) e por enquanto não tenho outra opção.

Como não desisto das coisas, fiz um registro do problema no site http://www.reclameaqui.com.br/. Anotem esse endereço vocês também...

Nada de passar em branco. Além da dor de cabeça que tive em função da ausência do serviço ainda fui lesada na minha condição de consumidora.

Precisamos de concorrência na área de internet. Sem isso, não teremos prestação de serviço condizente com o que pagamos.

Sem contar que fiquei sem pagar faturas pela internet, sem ler notícias na rede, sem postar no blog...sem comentar a queda do palanque político da abertura da Vinhuva Fest de Lagoa Grande (06.10.).

Ah! E só pra aproveitar a deixa...vai ver que a queda foi em função do peso da consciência dos políticos em relação as suas atuações....

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Eleições 2012 nas ruas...faz tempo


Fazendo um rápido passeio nos blogs, sites e noticiários nos rádios da região podemos ter um panorama da temperatura alta que acusa o termômetro das eleições de 2012.

Considerando quase toda imprensa sensacionalista, papel inclusive assumido pelo apresentador/radialista, Edenevaldo Alves, assim como outras figuras carimbadas na região, ainda assim, o ouvinte, blogauta, internauta (que também é eleitor) pode fazer uma análise, mesmo que seja preliminar, da arquitetura eleitoral que se desenha em toda região.

Enquanto as eleições não chegam de direito, sim, porque de fato elas já estão nas ruas, o corre-corre pra mudar de legenda e assumir outras posturas chamadas “ideológicas” é qualquer coisa de aberrante.

O que mais impressiona (isso eu tenho que comentar) são as plataformas eleitorais, as mudanças de palanque e de partido, o retorno de figuras que já passearam pelos pastos políticos das câmeras de vereadores e o discurso nada verdadeiro dos candidatos.

Confesso a vocês, blogautas, que a coisa que me deixa mais indignada é ler ou ouvir políticos discursarem lorotas, tipo:

“ por amor ao meu povo, sou candidato”;


“tenho compromisso com meu povo, por isso sou candidato”;

“foi o clamor desse povo sofrido que me estimulou a voltar à luta”;

“eu sou candidato para fazer a vontade da minha gente e não dos governantes.”

Tem outro texto bem bizarro, tipo: “eu sou uma pessoa honesta por natureza” Como se honestidade fosse um produto a ser vendido e não obrigação. Pode?

Isso é o espelho de uma pobre democracia que está na UTI com falência múltipla dos órgãos, digo, dos princípios éticos e morais que sustentam uma sociedade.

Por aqui o exercício dessa democracia passa bem longe dos reais princípios criados pelos gregos.

Também...quando eles pensaram num sistema “para o povo e pelo povo", duvido muito que eles imaginassem ter tantos políticos corruptos como no Brasil!!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Vera é o “baluarte da política juazeirense”, diz Bebela

Belela | Foto: Divulgação

De tanto eu falar sobre políticos que querem ser, mas não são “baluartes da verdade”, “reserva moral” e “referência a ser seguida” eis que recebo um email da minha ex-aluna e hoje jornalista Laiza Campos sobre uma opinião de Belela Pontes, àquela que pode ser considerada a maior expressão histórica e cultural de Juazeiro-BA, em relação à professora e jornalista Vera Medeiros.

No email, Laiza Campos (será que ela é prima de Eduardo Campos, governador de PE?) diz que Belela considera Vera o “baluarte da política juazeirense”. Imagino que Vera, que também foi minha aluna de jornalismo da mesma turma de Laiza, deve sentir-se honrada com tal elogio.

Afinal, numa terra onde não existe um político que possa dizer que é defensor dos interesses do povo, saber que Bebela, uma sumidade intelectual e referência na região pensa dessa forma sobre ela é pra ficar, no mínimo, impressionada com tal afirmação.

Se fosse em outros tempos de áurea no fazer política partidária, poderia até Vera pensar em ser candidata.

Poderia!!! Não é mesmo?

Com tantas maracutaias, negociatas, ajuntamento, mudança de partido e de palanque, discurso evasivo, troca-troca de marido-mulher, desvio de conduta e tantas outras mazelas dessa política herdada de uma cultura onde a divisão é “muitos com nada e poucos com muito”, o difícil é sobreviver nessa terra sem lei.

Vai o recado para Vera Medeiros. Amiga é melhor você continuar ensinando e fazendo jornalismo.

Sofre menos, tá?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Odacy no PT: é tudo estratégia

Eu tenho alguns amigos que moram em meu coração de cadeirinha e sem pagar aluguel. O professor Bráulio Wanderley é um deles. Uma pessoa que admiro muito e nutro um carinho todo especial, embora ele seja do PT, vermelho carmim e radicalmente apaixonado por política e políticos.

Mas é amigo e ninguém é perfeito. O que se pode fazer?

Depois que o ex-prefeito de Petrolina, Odacy Amorim, deixou o PSB na última sexta-feira, 30, e migrou de carruagem para o PT, Bráulio fez um texto apaixonante, postou no Blog de Jamildo, no JC Onlline, e ainda teve a coragem e a cara-de-pau (é meu amigo, né?) de mandar pra mim.

Como minha resposta foi curta de apenas uma frase, “é tudo estratégia”, Bráulio achou pouco e enviou email de volta com esta pergunta (tudo em Caixa Alta mesmo):

AMIGA TERESA,
QUAL A ANÁLISE QUE VOCÊ FAZ DOS QUADROS DE JUAZEIRO E PETROLINA?

Quase tive um troço quando li a frase. Afinal, como posso fazer uma análise dos quadros de Juazeiro-BA e Petrolina-PE se não acredito, absolutamente, em nenhum político (vivo) nessa região ou no Congresso, ou seja lá em que parte for desse país?

Não consigo achar um fio de luz no fim do túnel quando o assunto é política partidária. E ponto.

Derrotismo à parte, mesmo que tenha uma sombra de esperança em qualquer mandacaru desse sertão abaixo e acima fico imaginando que figura ou gravura pode entrar na política, seja do lado de cá ou da banda de lá, que não se corrompa com esse sistema eleitoral adestrado pelos carrascos politiqueiros de plantão?

Não consigo imaginar uma. Se existe uma única exceção digna de toda honra me apresente. Quero conhecer esse baluarte da verdade. No mínimo não nasceu aqui no Brasil e também nunca morou em Afrânio, Salgueiro, Jaboatão dos Guararapes, em PE. Assim como em Juazeiro, Bonfim, Barreiras, na BA, ou em Brasília...só pra citar algumas cidades...

Como meu amigo Bráulio é vermelho escarlate, usa a estrela do PT no peito como símbolo de resistência da vanguarda bolchevista e ainda acredita que Papai Noel existe e vai trazer um monte de presentes para as criancinhas do orfanato no dia de Natal, vou considerar a pergunta dele um ato de construção para o debate.

Afinal, dizem os sociólogos de plantão (e eu me incluo) que uma democracia para ser considerada democracia tem que ter no mínimo 100 anos.

A gente tá um pouco longe disso, mas espero que chegue lá...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Roubaram todos os óculos 3D do cinema

Já faz certo tempo que uma colega da academia de musculação me pediu para escrever algo sobre os roubos dos óculos 3D dos cinemas de Petrolina. Achei que ela tava certa. É preciso mesmo falar sobre isso.

Com o roubo não há exibição de alguns títulos nas salas de projeção que usariam essa tecnologia e o shopping foi “forçado” a fazer uma cartilha para orientar o espectador sobre o uso da sala de cinema e os cuidados com os equipamentos.

Fiquei pensando... pensando... e depois fiz uma pergunta a mim mesma: quem roubaria um óculos 3D do cinema e com qual objetivo?

A peça é feita para uso em sala de projeção específica. Os DVDs com essa tecnologia já vem com os óculos para uso domiciliar. Em casa, mesmo que você tenha a maior tela de TV com melhor resolução é completamente diferente do cinema, aquela telona entrando em nossa vida de forma compulsiva.

Depois de muito meditar sobre quem roubaria uma peça quase sem utilidade fora do seu habitat, anotei algumas pessoas que jamais seriam capazes de roubar tal objeto:

a)Dona Maria do Quidé (bairro de periferia de Juazeiro-BA). Gente, essa mulher é mãe de família, dona de casa, lavadeira por necessidade, uma trabalhadora braçal, nunca entrou numa sala de cinema, que dirá roubar um óculos 3D?

b) Seu João que mora no João de Deus (bairro de periferia de Petrolina-PE). Um senhor com mais de 60 anos, pedreiro, ajudante de mecânico e nas horas vagas (se é que tem) costuma auxiliar a mulher que trabalha vendendo cachorro quente no centro universitário. Seu João é gente da melhor qualidade. Homem honesto e decente que nunca entrou numa sala de cinema em toda sua vida.

c) Outra pessoa que tenho certeza que não roubou nenhum óculos é dona Pedrina da “cabra”. Uma senhora que mora na minha rua e cria mais de 30 cabras, uns 3 gatos e 2 cachorros de rua. As cabras de dona Pedrina e os gatos moram dentro da casa dela. É sério!!! To falando pra vocês.

Ela solta as cabras pela manhã, tipo 9h e fica acompanhando elas pastarem em dois terrenos vazios próximos a minha casa. Mais ou menos meio dia, dona Pedrina recolhe os bichos para dentro de casa. Ela me disse que tem os animais como pessoa da família e que sua vida é dedicada a eles.

Gente tenho certeza absoluta que dona Pedrina, seu João e dona Maria do Quidé não roubaram os óculos 3D das salas de cinemas de Petrolina.

E se não foram eles, nem todos aqueles que nunca entraram numa sala de cinema porque não tem dinheiro para pagar os ingressos, quem roubou?

Veja as opções abaixo e responda qual delas pode ser a correta:

a) Pessoas da classe média ou alta que tem dinheiro pra ir ao cinema, lanchar depois da exibição e ainda comprar produtos em lojas onde se paga pela etiqueta da roupa.

b) Pessoas que tem dinheiro, mas não tem educação de berço.

c) Pessoas que tem dinheiro, não tem educação de berço e não tão nem aí com o que possam pensar sobre esse roubo. E o pior: não acham nada demais fazer esse tipo de vandalismo.

d) Todas as opções acima.

Se minha avó fosse viva diria: “isso é falta de peia”. Traduzindo para hoje: falta de limite, falta de educação, falta de caráter, falta de vergonha...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Odacy Amorim foi... Eduardo Campos está...sempre

Ex-prefeito Odacy Amorim | Foto: Divulgação

Governador Eduardo Campos | Foto: Divulgação

Petrolina e cidades vizinhas estão num ti-ti-ti daquele em função da saída de Odacy Amorim do PSB com passagem direta para o PT. Essa coisa já vinha sendo costurada nas cocheiras sertanejas e agora saiu a cavalo de forma bem galopante.

Minha falecida avó sempre dizia: “quando uma história aparece sem pé nem cabeça, sem 'eira nem beira´ ou é ou foi ou tá pra ser”. Assim diz a experiência da vovó. (Acho que é verdade!)

Ao que tudo indica quando se tem muito cacique numa aldeia fica complicado saber quem manda mais ou menos. Assim é também se nos parece.

Volto a lembrar aos blogautas que já postei por aqui sobre o modo mineiro (não de origem) do governador Eduardo Campos quando ele quer desenhar um cenário favorável ao seu comando.

Assim como o modo nordestino que ele apresenta (muitos dos traços herdados do seu avô, o ex-governador, Miguel Arraes) para sair como um trator quando quer construir caminhos com projetos futuros (não tão longe assim).

Eduardo é o “cara”. Hoje, apesar dos burburinhos em relação a indicação e conquista da mãe a deputada federal, Ana Arraes (PSB), para uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU), Eduardo é o único nome que está sendo fortalecido dia-a-dia no cenário nacional.

É com esse jeito misturado de mineiro com nordestino que Eduardo governa quase com mão de ferro uma equipe que treme nas bases quando está em reunião com o “homem”. Sabe o que ele diz?

-- Não quero lorota. Quero ações e resultados. Não quero apresentação de problemas, apenas, mas caminhos e saídas com soluções viáveis para hoje e não amanhã.

Dito isto, esperem o resultado das eleições em boa parte dos municípios onde o tal PSB vai concorrer. Onde Eduardo estiver na cabeça a possibilidade de se ganhar a eleição é dita como certa.

E Amorim? Uma estratégia e tanto para dividir votos e fortalecer a indicação da vez.

Vocês duvidam? Esperem as eleições....

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Políticos que querem ser igual a Lula

Nas eleições de 2008 para prefeito de Juazeiro-BA o então deputado estadual, Roberto Carlos, trazia em sua plataforma de campanha o discurso de que “foi pobre igual a Lula”.

Roberto Carlos e tantos outros candidatos país afora agarram-se a Lula como símbolo de sobrevivência, sucesso, superação, desafios, diferencial, “antes dele e depois dele”, o nordestino que subiu a rampa, o pau-de-arara que deu certo, o operário no poder e tantas outras qualificações ou adjetivos.

Nenhum deles lembra, por exemplo, da corrupção dos governos, das falcatruas administrativas, desvio de dinheiro público, Caixa 1, Caixa 2, Mensalão, negociatas para benéfico próprio ou amigos e parentes e tantas outras “aberrações cromossômicas”.

Agora, para as eleições de 2012, os candidatos devem trazer para o discurso os títulos de doutor que o então ex ou o que nunca deixou a presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu nesse ano.

É importante registrar que ele só queria receber as honrarias após deixar o cargo. (Ele deixou o cargo, foi? Nem percebi... )

Foram 7 títulos de doutor honoris causa concedidos pelas Universidades de Coimbra, em Portugal, Federal de Viçosa (UFV), de Pernambuco (UPE), Federal de Pernambuco (UFPE), Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o ultimo foi ontem (27.09.11) pelo Instituto de Ciência Política de Paris.

Blogauta, Paris, Paris!!! Ah, Paris... é o berço da intelectualidade acadêmica internacional.

Poxa, realmente, temos que reconhecer: estudar como a gente faz (ou fez) uma vida toda até chegar a graduação (50% da vida) + especialização (5% da vida) + mestrado (15% da vida) + doutorado (30% da vida) para no final nem entrar, muitas vezes, para ensinar numa universidade. Lula nem fez nada disso e ganhou 7 títulos de “doutô”.

Pensa que é fácil, é? Ele trabalhou muiiittttooo pra isso....né mole, não!

Já estou imaginando o discurso de muitos candidatos a prefeito por aqui em Juazeiro-BA ou em Afrânio-PE, por exemplo, cujo texto deve ser mais ou menos assim:

-- Meu povo, amado, precisamos começar a pensar no futuro agora. Mesmo sem os estudos das “faculidades” que estão “esparramadas” pelo sertão a dentro “não me diguem” que “ocês” não terão “oportunidade”. Lula não teve nada disso, mas com sua coragem, braveza e levando o sangue desse povo sofrido na alma chegou ao poder. É assim que penso. Mesmo sem entrar na “faculidade” eu, fulano de tal, vou para o poder para fazer o que nenhum outro fez. Por isso, vote em mim que sou assim...do povo, como “ocês”.

Tão achando ruim? Parem de estudar e sejam políticos (partidários, claro), ou jogador de futebol ou as duas coisas!!!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Enquanto as eleições não chegam...

Sabe o que acontece enquanto as eleições não chegam? Tudo!! São os preparativos que antecedem ao ano eleitoral, neste caso, 2012.

Os redutos eleitorais dos prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores e governadores ficam cheios de atividades e eventos que demandam reuniões, conchavos, “arrumações” de pessoas em determinadas áreas, apadrinhamentos, promessas, fechamento de contrato/valores prévio...

Por aqui, em várias cidades do sertão até o agreste pernambucano, por exemplo, as composições das personalidades vão se desenhando. Quem vai coligar com quem em detrimento das coligações ditas possíveis ou aquelas arrumadas especificamente para o momento.

Tudo isso para se ter um panorama da geografia do voto. Quanto vale o voto e quanto é preciso “arranjar” ou conseguir de forma lícita e ilícita para que as eleições aconteçam.

É assim em Afrânio, Dormentes, Petrolina, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista em Pernambuco, bem como em Juazeiro, Sobradinho, Senhor do Bonfim na Bahia e tantas outras cidades nesse Brasil a fora.

Enquanto as eleições não chegam tudo acontece e tudo é possível. Os partidos guardam suas bandeiras apenas para enfeitar as passeatas no período da campanha de rua e fazer “gif” em movimento nos sites das agremiações.

O histórico dessas bandeiras? Melhor deixar mesmo no site. Afinal, é preciso compor o texto para fazer “fita e ficar bem na foto”.

Agora, enquanto as eleições não chegam o melhor mesmo é “costurar” projetos para calar a boca de líderes comunitários, afagar egos de deputados que não serão candidatos, mudar de partido para justificar uma coerência que não existe e muito mais que isso: arrumar financiadores de caixa 1 e caixa 2 para colocar o “bloco” na rua.

Assustou-se blogauta? Isso não é novidade! O canal que leva as riquezas para o outro lado do rio está em fase de acabamento. Quando você menos esperar a água vai jorrar.

De onde vem essa água? “Oxé...num conto de jeito maneira!” Agora, minha falecida avó se viva fosse diria:

-- Quando um político fala que faz alguma coisa boa pelo povo ou ele já morreu e deixou isso escrito em algum lugar ou ele nunca foi político.

Meu garoto mais velho, Diego, completa a história:

-- Mãe não esquenta. Político é tudo igual. Muda só o endereço.

Sofro, viu? Sofro muito...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Quando não se casa faz o quê?

Sempre falo para vocês, blogautas, da minha sábia avó. Ela tinha umas sacadas interessantes e inteligentes de deixar muitos intelectuais de boca aberta.

Por exemplo: quando se referia as mulheres que beiravam os 40 anos e não tinham se casado ainda ela chamava de “vitalinas” , “encruadas” ou “encalhadas”. E ainda dizia pra mamãe: “ escreva o que to dizendo. Àquela não casa nem com Santo Antonio empurrando...”

Aos homens que estavam na mesma situação, ela chamava de “duvidoso”, tipo assim, aquele sujeito que escolhe demais, nenhuma mulher tem a ver com ele, todas estão interessadas na condição financeira que ele conquistou e por aí vai.

A vovó Maria não era uma figura, era uma gravura. Uma pessoa simples (singular), analfabeta que nasceu em Catende (zona da Mata de PE) e todos os dias ela tinha uma história escandalosa para contar sobre pessoas e coisas que aconteciam nessa cidade.

Sua simplicidade impressionava quando ela cismava com uma pessoa. Costumava dizer para minha mãe: ”essa pessoa me cheira mal”.

Em frente da casa da mamãe (lá em Piedade, Jaboatão dos Guararapes, agarrado ao Recife-PE) morava uma moça que namorava um rapaz durante 15 anos. Vez ou outra vovó saia com uma “notinha” sobre o fato. Uma delas foi quase uma tragédia de discurso. Final da tarde, a moça esperava o namorado no portão e a vovó do outro lado olhava atentamente para ela.

Depois de um tempo ela caminhou até a moça e falou assim:

-- Minha filha escute o que essa velha vai lhe dizer. Se esse homem não definiu ainda a vida dele com você é porque ele não lhe ama e pelo tempo que ele vem “empatando a sua vida” ele nunca vai se casar com você. E sabe por quê? Porque ele é acomodado, “abestalhado” e frouxo. E do jeito que você está vai ficar pra “titia”. Vai ficar no “caritó”.

Gente, essa palavra é quase do século XVII e por isso pouco sei dizer o significado. Mas tudo indica que seja sinônimo de “encalhada”, “emperrada”, “vitalina”.(rs).

A moça entrou na casa dela chorando tudo que tinha direito. E a minha mãe quando soube do acontecido foi lá pedir desculpas pelas “loucuras” que minha avó sempre fazia.

Resumo da opera. Não é que a moça ainda ficou com o rapaz por mais 2 anos e assim mesmo não se casou? Ela terminou a relação e passou mais 6 anos sozinha.

Calma, gente...a moça se casou aos 43 anos com outro rapaz!! Mas casou.

Daí a gente perguntava: -- Vó, quando não se casa faz o quê?

Ela respondia:

-- Compra um chinelo bom, senta numa cadeira de balanço, liga o rádio e deixa a vida passar.

Ah... minha avó! Se viva fosse muita coisa tinha ainda para dizer....

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Petrolina é a cidade

Catedral | Foto: Divulgação

Tudo bem que não sou da terra, sou forasteira, não conheço um monte de coisas daqui e ainda vim da cidade que tem a orla mais linda do Nordeste: o Recife.

Mas meu “olhar de fora” pode contribuir um pouco para explicar o que Petrolina significa no cenário regional e especificamente para Pernambuco.

Quando cheguei por aqui percebi que a cidade não precisava do Recife-PE (740km) , nem de Salvador-BA (500km) para existir. Ela é independente, soberana, arrojada e ousada.

Vou citar alguns exemplos pra gente entender.

Vias de acesso ao centro, como Avenida da Integração; aeroporto com vôos diários (sempre lotados, inclusive) para as principais capitais do país ou conexões favoráveis; tecnologia na irrigação; expansão dos pólos de educação e saúde; salas de cinema e uma gastronomia de fazer inveja a muitas metrópoles.

Vale ressaltar o respeito a faixa de pedestre. Aqui, você basta chegar no meio-fio junto a faixa que os carros já estão parando. Caso contrario é multa na certa.

Agora, faça isso em Salvador, Recife ou em São Paulo? Se você não morrer atropelado na hora pode até ficar paralítico pro resto da vida.

As pessoas de Petrolina costumam receber os “forasteiros” com um carinho tão grande que chega a constranger. Até porque você pode não estar acostumado a isso.

Blogauta me perdoe, mas não vou falar das mazelas de Petrolina, não. Afinal, no seu aniversário de 116 anos, a gente precisa enaltecer seus feitos.

Os problemas? Conto depois em outro post. Este é um delicado presente a cidade que me recebeu de forma tão especial.

Petrolina não é qualquer cidade. É “a” cidade.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O que é notícia?

É impressionante como somos ligados as informações. Ouvimos rádio, assistimos jornal na TV ou pela internet, passamos uma vista geral em todas as notícias e ainda temos que ter tempo para ler um bom livro.

Com tudo isso, não sentimos que estamos bem informados. Diz o sociólogo polonês Zygmunt Bauman que estamos vivendo numa sociedade líquida e que, portanto nada está fixo, nada é concreto, tudo é muito volátil e temos sempre a sensação que precisamos saber/conhecer mais para nos sentirmos parte de um gueto, de uma tribo, digamos assim.

Pensamos que a imprensa nos informa e que ela retrata a realidade dos fatos. Ledo engano. Ela recorta e fragmenta uma parte dessa realidade e nos mostra a partir de um olhar de quem a produz.

É um verdadeiro mosaico social que nos aparece de forma organizada e estruturada para que tenhamos a idéia ou a sensação de que tudo funciona daquela forma. Naquela condição de exposição.

Ufa! Depois dessa sociologia contemporânea vamos ao objetivo desse post. Estou aqui pensando como podemos entender que algumas notícias mais lidas nos sites tratam exatamente do besteirol do ti-ti-ti das tais celebridades.

Por ordem de prioridade no site da Folha Online (19.09.11) estão, por exemplo, as chamadas de: “Bruna Marquezine vai ao cinema com Fiuk para criar intimidade” ; “Até de calça jeans, panicat Nicole Bahls mostra parte da coxa”...

Eu fiquei me questionando como jornalista e professora da área por que não conheço (nem sei quem são) a Bruna Marquezine e a Nicole Bahls? Depois fiquei pensando em que relevância social e publica tem o fato de que ela, a Bruna, vai ao cinema com Fiuk, o filho do cantor/ator Fabio Jr. que carrega o estigma do homem mais casamenteiro deste país e que troca de mulher como de roupa? O Fiuk deve seguir o mesmo exemplo...

A tal “panicat” (neologismo de mulher vulgar) Nicole Bahls é mais uma que mostra tudo (sempre) até a agenda midiática cansar da sua cara, suas pernas e sua bunda e trocar por outra beldade.

Fiz outro questionamento, talvez não relevante, como esse tipo de notícia contribui com a opinião do internauta. Ah! É importante ressaltar que essas chamadas não estavam apenas no site da Folha Online, mas também no Portal Terra, Uol, IG...

Pra não perder a prática, corri de imediato ao Manual de Redação da Folha de São Paulo (2001), obra referência para o jornalismo nacional e fui verificar nos seus procedimentos os critérios que definem a “importância de uma notícia”.

Vamos a eles:

1) Ineditismo.

2) Improbabilidade = a notícia menos provável é mais importante do que a esperada.

3) Interesse = quanto mais pessoas possam ter sua vida afetada pela notícia, mas importante ela é.

4)Apelo = quanto maior a curiosidade que a notícia possa despertar, mais importante ela é.

5) Empatia = quanto mais pessoas puderem se identificar com o personagem e a situação da notícia, mais importante ela é.

6) Proximidade = quanto maior a proximidade geográfica entre o fato gerador da notícia e o leitor, mais importante ela é.

Gente...agora entendi porque Bruna Marquezine, Nicole Bahls e Fiuk são tão importantes como notícia. Eles são a cara de alguns brasileiros.

Acho que to fora desse processo...afinal, não assisto BBB, novela, a Fazenda, Pânico, não leio colunas de fofocas...

Coitado de Ariano Suassuna*! Com todas essas mudanças na imprensa e na literatura ele vai morrer mesmo é de desgosto.

* Opa! Pra quem não sabe, Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa-PB em 16 de junho de 1927. É dramaturgo, poeta brasileiro e pernambucano de coração.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Feira livre

Frente Mercado São José - Recife-PE
Foto: Divulgação

Mercado São José - parte interna
Foto: Divulgação

Blogauta tenho que entender que nós estamos vivendo tempos complicados. Tudo parece que está equivocado, doente, podre ou perto de morrer. Na área alimentar é uma loucura.

Dia desses vi uma matéria na TV onde um infectologista (médico que se ocupa do estudo das doenças causadas por diversos vírus, bactérias, protozoários entre outras mazelas) explicava que não se deve usar colher de pau para mexer os alimentos na panela. Ele dizia que a madeira acumulava uma série de fungos, bactérias que poderiam causar várias doenças ou infecções em crianças ou adultos com imunidade baixa.

Gente, minha falecida avó, se viva fosse ia ter um troço de envergar o pescoço!!! Imagine você como ela poderia cozinhar o feijão cheio daquelas coisas gordurosas sem uma grande colher de pau? Eu cresci vendo minha mãe passar horas e horas no mercado São José no Recife-PE, escolhendo várias colheres de pau para usos distintos: mexer papa de aveia, sopa, feijão, arroz, carne, bolo e tantas outras coisas.

Pensem vocês, blogautas, em pleno mercado público escolhendo peixe, surubim, atum, camarão, caranguejo, sardinha...é uma loucura de mosca, chão sujo, com a mesma mão que o vendedor pega nos alimentos pega no dinheiro, enfia no bolso da calça e volta a vender do mesmo jeito. Quando não coloca a mão no nariz.

E o sorvete da máquina? Aquela que tem vários vidros com líquidos de cores diferentes (vermelha, laranja, verde) pendurados de cabeça para baixo? As moscas voando ao redor....uma delícia!! Pra mim o melhor sorvete do mundo.

Quando cheguei a Petrolina-PE e vi aquela máquina maravilhosa exposta no centro da cidade, não tive dúvidas. Voltei a ser criança. Parei, tomei 4 sorvetes (isso mesmo...4 casquinhos um de cada cor) e conversei com o vendedor, seu João, que me explicou que esse tipo de produto é saudável, sem colesterol e que ele sustentou toda a família dele por 50 anos, naquele pontinho, vendendo o sorvete.

E a sopa do mercado, gente? É qualquer coisa de não limpa e higiênica. Mas se não matou nenhum político em tempos de campanha até hoje das duas uma: ou o preparo da sopa não é tão sujo quanto se pensa ou o político é mesmo um bicho difícil de morrer.

Feira e sopa lembram tempero. Daí vem a memória que o deputado estadual de Juazeiro-BA, Roberto Carlos, sempre faz questão de ressaltar que foi pobre igual a Lula e vendeu tempero na feira.

Lembranças à parte, resta saber se quando ele saiu do estágio de feirante ambulante para representante do povo levou consigo o discurso de vendedor ou adquiriu hábitos costumeiros dos políticos desse pais ou se as duas coisas juntas.

Voltando a questão da feira livre...ainda não sei o que é pior: ser contaminada pelos alimentos ou objetos que mexem esse alimentos ou ter que agüentar os fungos, bactérias e vírus que fazem da nossa política um mosquedo infectado.

Pelo menos dos alimentos até agora nunca tive uma virose. Dos políticos? Estou acamada até hoje.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Próxima eleição mais vereadores nas Câmaras

Várias Câmaras municipais pelo país afora vão aumentar (ou já aumentaram) o número de vereadores. Só pra citar alguns exemplos vou lembrar os locais que conheço mais de perto: Juazeiro da Bahia, Petrolina, Recife e Jaboatão dos Guararapes em Pernambuco.

A pergunta que não quer calar é: Por que mais vereadores? Mais vereadores melhoram o desempenho da Câmara?

É importante lembrar que a Emenda Constitucional 58/2009, que trata do assunto, apenas estabelece o limite máximo de vereadores que os municípios podem ter na próxima legislatura. Isso não quer dizer que as Câmaras sejam obrigadas a aumentar seus efetivos parlamentares.

Agora, é através da Confederação Nacional dos Municípios, que os repasses atuais dos executivos municipais para os legislativos respectivos giram, em média, 60% dos limites constitucionais.

É claro que as Câmaras, acrescidas de vereadores, vão pressionar os executivos por mais verba, já que os tetos máximos de repasse dos duodécimos não estão sendo atingidos. Quem paga o pato?

Eu, você... São dois pra eles, zero pra mim, zero pra você...

Oh!!! Povinho esperto esses tais vereadores... ou melhor dizendo...esses tais políticos brasileiros.

O pior disso tudo é ouvir eles dizerem em período de campanha que são candidatos “por amor ao povo, a cidade...por amor a obra”.

Eita mentira da “gota serena”...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A orla mais linda do NE

Orla Boa Viagem | Foto: Divulgação

Praia Boa Viagem | Foto: Divulgação

Existem paisagens no Recife-PE que são escandalosamente belas.
A orla de Boa Viagem é uma delas.

Meus alunos de jornalismo gostam de teimar comigo dizendo que isso é uma inverdade ou há controvérsia ou que os tubarões são mais “charmosos” do que o contraste entre a praia, os arrecifes e os espigões que insistem em fazer moradia constante nesta paisagem.

O Recife tem muitos defeitos. Como sou da terra posso falar:

- O centro cheira mal (mas qual é o centro de uma grande cidade que cheira bem?);

- As pontes estão sem manutenção;

- A cidade tem problemas de infra estrutura, saneamento básico;

- O prefeito nem “arrisca nem petisca”. Se falar alguma coisa --.como diria minha falecida avó -- fica cheio de “pantim.

- A noite, o bairro de Boa Viagem está tomado de travestis, prostitutas e tantas outras coisas...

- A violência? Não vou nem comentar (embora funcione também em outras grandes cidades).

Será que esse é o preço por ser uma metrópole referencialmente cultural? Não sei... Este é o lado que não gosto.

No entanto, “Recife tem encantos mil” que recorda uma sombra de luz sobre as pontes centenárias.

Um glamour exuberante do antigo cinema São Luiz.

Um Teatro Santa Izabel que lembra clássicos como Esperando Godot de Samuel Beckett.

A Sinagoga Kahal Zur Israel (ou Congregação Rochedo de Israel) que representa um dos marcos mais importante da presença judaica no Brasil-colônia e fica no Recife Antigo.

Mas, voltando aos meus alunos...imaginem vocês a noite na orla mais linda do Nordeste, apreciando a paisagem ou fazendo caminhada ou ginástica na Academia da Cidade (um escândalo de bom), ou pedalando na pista de bike...ao som das ondas do mar...

Queridos... é qualquer coisa de maravilhoso.
Isto é o Recife.
Isto é a orla mais linda do Nordeste.
O resto? Bom... o resto é o resto, né?

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O futuro prefeito de Petrolina

Governador Eduardo Campos | Foto: Divulgação
Fernando Bezerra Filho | Foto: Internet

Quando quer mostrar quem dita às cartas, o nosso governador Eduardo Campos pode até alterar o timbre de voz, mas sabe exatamente o tempo certo para usar o diapasão e afinar o tom.

Com seu jeito meio “mineiro” (sem ser na origem) de falar as coisas quando quer garimpar ações ou seu modo nordestino de ser (herança do avô e ex-governador, Miguel Arraes), Eduardo diz e aponta para o que quer.

Assim não será diferente em Petrolina, por exemplo. A leitura é básica: um filho de ministro representando a cidade quase uma metrópole. Fernando Bezerra Filho, deputado federal, é o fruto da terra. É a colheita da vez.

Blogauta, você ainda duvida? Só trazendo a lembrança algo bastante peculiar quando se trata de jogo político. A maior representação do Nordeste brasileiro, a melhor expressão em nível nacional, um dos grandes articulistas estratégico no cenário atual, chama-se: Eduardo Campos.

Mansamente, meio estilo mineiro, ou arrogantemente feroz, num estilo nordestino do sertão, como já disse, Eduardo é a pessoa que define as eleições municipais não só em Petrolina, mas basicamente em todas as cidades de Pernambuco.

Ele é o cara! E olha que Barack Obama pensou que “o cara” fosse Lula...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Brasília manda recado pra Kadafi

Foto: Internet

Senhor Kadafi,

Sua chance está aqui no Brasil. Vem “timbora”... O pessoal que protestou ontem, 07/09, contra corrupção em Brasília, mais de 25 mil pessoas, segundo a PM, mandou o recado bem direitinho pra você.

É que por aqui essa coisa de ter Ficha Limpa não existe. O que conta mesmo é o seu passado absurdamente comprometido que não impede de forma alguma que você seja candidato a qualquer cargo político neste país.

Você se encaixa perfeitamente nessa categoria. Viu como o Brasil é bonzinho? O Brasil não é o seu povo que enxotou você pelo que você fez e representa. Não, não...aqui não...

Aqui tem um grupo de pessoas (nem todas, claro) que amam o seu modo de ser. O seu estilo de atuar já está fazendo novos adeptos. O Brasil tem um monte de seguidores seus. Boa parte deles está especificamente em Brasília.

Quando você chegar um tapete vermelho será colocado a sua espera e uma corte de corruptos, larápios e sonegadores de impostos vão levá-lo para um encontro especial onde a pauta será as novas estratégias para as eleições municipais de 2012 e a geral que acontece em 2014 (falam mais dessa do que da outra...)

Você tem todas as chances. Você é a cara de uma parte do Brasil. Quem diz isso? Seus colegas: Jaqueline Roriz, Zé Dirceu, Renan Calheiros, José Sarney, Collor de Mello...tem muito mais gente...mas não dá pra colocar neste blog. Falta espaço...

Vem “praqui”, vem!
Vem pra “casa” você também, vem!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A pior operadora de celular: OI

Foto: Internet

Gente, na terça-feira, 06, fui tentar resolver um problema do meu bônus do celular já que tinha renovado o tal plano Ligador (xiiii é um dos mais velhos dessa empresa....)

Paguei a renovação e ao mesmo tempo fiz o crédito para ganhar o bônus. E cadê ele? Pra onde foi? Não “caiu” na conta e portanto tava apenas usando os créditos.

Ao ligar para *144 começou então um sofrimento interminável da minha caminhada rumo ao entendimento do que é um mau serviço de uma empresa. Entre ligação, ligação, religação, cai ligação, liga novamente foi quase 2 horas de relógio.

Um exercício de muita, muita, muita e põe muita paciência nisso. Você fala com uma máquina. Repete a frase que ela manda você dizer: “problemas com o bônus”. A máquina diz que não entendeu. Pede para você repetir. Você repete... a ligação cai. Você liga novamente...

Depois de fazer isso por umas 10 ou 15 vezes, finalmente ela entende sua fala e passa uma outra mensagem que diz: “quais dessas opções está o problema dos seus bônus”.

A máquina elenca 10 opções que você quase terminar esquecendo a que realmente quer e por ultimo quando você quase que consegue chegar até a atendente, que é seu objetivo, a ligação cai, novamente. Um horror!!!

Cheguei a conclusão absoluta que a operadora OI e todas as demais nunca trabalharam bem. A privatização contribuiu com o monopólio. As opções? Não existem. Todas são iguais.

Também cheguei a conclusão que elas não trabalham com gente e sim com máquinas. Que por mais que sejam de ultima geração jamais vão poder perceber a sensibilidade de um ser humano.

Vou dizer uma coisa a vocês, blogautas: Só mesmo um país como o nosso, com políticos corruptos e muitas instituições fragilizadas e emperradas em função da morosidade da justiça faz com que empresas como essa trate os clientes como mendicantes.

To pensando seriamente se devo ou não ser tecnologicamente correta. Se sou obrigada ou não a ter um celular. Por que não posso voltar a usar o orelhão, novamente?

Se minha avó fosse viva ela diria:

-- É por isso, minha filha, que eu gosto mesmo é da conversa no pé de orelha... olho no olho...o resto é pantim e preguiça de andar pra falar com os outros.

Acho que vovó (se viva fosse) é que estaria certa.

Ps. vejam este blog: Eloy Responde

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Repórter policial no rádio: um espetáculo à parte

Esta peróla pesquei pra vocês.
A narração é igual a de Gino Cesar - repórter Rd Jornal/Recife/PE


Meus alunos sempre reclamam sobre o modo como os repórteres de rádio na região cobrem noticias de polícia. É uma pena. Mas o privilegio não é apenas da região: Recife, Salvador, Maceió, Fortaleza, São Paulo....tudo igual. A tragédia é a mesma. Mudam apenas os endereços das ruas e os bairros.

Nas pautas do jornalismo policial (que eu chamo de jornalismo “dos presuntos”) estão os assassinatos, assaltos, furtos, tráfico de drogas, prisões, fugas, rebeliões em penitenciaria, desvios de dinheiro e outros crimes.

A “intimidade” ou a relação que o repórter cria com as fontes (policiais, delegados, peritos, advogados entre outros), permite que ele absorva um discurso que não é dele e um modo de dizer o fato como se fosse a própria fonte que estivesse relatando.

Por isso, é tão comum e natural a prática narrativa desses repórteres trazerem o texto que está nos documentos oficiais. E ainda, extravagantemente impressionante (segue um pleonasmo básico) é o modo como esse texto é lido no rádio ou apresentando na TV.

O BG (background = musica de fundo) é um elemento importantíssimo nesse processo. Afinal, é ele que estimula a ansiedade do ouvinte ou telespectador para saber o ocorrido.

De tantos os alunos falarem sobre isso, resolvi colocar no blog alguns desses chavões jurídicos ou policiais que os repórteres narram de forma tão sensacionalista.

-- O meliante estava abordando a vítima na rua ...

-- Depois de roubar os pertences da vítima, o elemento evadiu-se do local.

-- Na delegacia, o acusado fulano de tal, vulgo Bombinha...

-- A vitima foi até a delegacia fazer um BO (Boletim de Ocorrência).

-- O pessoal da policia está em dias de campana.

-- A polícia fez apreensões de drogas no local.

-- O caso será resolvido pela PF (Policia Federal).

-- Tudo indica que o elemento cometeu delito, crime ou contraversão.

Agora imaginem vocês, blogautas, ouvir no rádio na integra um Pedido de Alvará de Soltura:

Fulano de tal, já qualificado nos autos da execução criminal número 220, encontrando-se preso e recolhido na Penitenciária de Petrolina, vem requerer a expedição de ALVARÁ DE SOLTURA POR CUMPRIMENTO DE PENA pelos fatos e fundamentos conforme parágrafos abaixo:

I – O Requerente teve condenação penal com início em 20/01/98

II- Ocorre que, a reprimenda terminou em 20/01/04, conforme anexo da ficha de término de pena, e de acordo com o art. 109 da Lei nº 7.210/87 – Lei de Execução Penal.

III- Requer após a manifestação do Ilustre Representante do Ministério Público, seja expedido o competente ALVARÁ DE SOLTURA em favor do Requerente, em vista do cumprimento de pena.

Nestes termos, pede deferimento...

Aqui falando direto da delegacia de Ouro Preto o repórter...

Tão pensando que é moleza ser repórter policial?

Entrem nessa pra vocês verem...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Amores velhos ou novos?


Algumas coisas nesse país parecem estar sempre próximas do absurdo ou inaceitável. Parecem? Pois é...minha falecida avó dizia que “não devemos trocar os amores velhos pelos novos que hão de vir. Os novos vão embora e os velhos voltam a servir”.

Ela bem que parecia estar certa. Não é que pensando bem como posso não votar em Lula novamente (já que este é meu amor “velho”, digamos assim) se ele nunca sai da “presidência” e da minha cabeça como herói?

Como posso optar por outra candidatura que não conheço (ainda ou tão bem)? Afinal, o discurso dele (Lula) já está entranhado nas nossas mentes (“nunca antes na historia deste país”); sua briga evolutiva contra a imprensa golpista também. Suas desviadas ou amenizadas quando se trata de “cumpanheiro” larápios como o coordenador da quadrilha de bandido do mensalão, José Dirceu, também já são conhecidas de todos e a sensação que temos é que tudo no Brasil parece estar do mesmo jeito que sempre esteve.

Miséria no quintal dos pobres, todas as demais mazelas que assolam a sociedade brasileira estão nitidamente enraizadas nos governos anteriores, acesso e oportunidades para os bens sucedidos e vez ou outra alguém do morro vira herói, se supera e vai tocar violino numa orquestra em Viena.

Meu menino mais velho sempre faz questão de me dizer:

-- Mãe, quando um garoto do morro ou de uma favela violeta se destaca dessa forma, nunca se esqueça, isso é apenas uma exceção. A regra é outra coisa.

Este exemplo me faz lembrar o que a história diz sobre a época em que D. João estava por aqui. Ao chegar no Brasil, ele precisava ocupar "espaço", ter riqueza, terras e controlar as pessoas. O jornalista e pesquisador Laurentino Gomes relata em seu livro 1808, que D. João nos seus oito primeiros anos no Brasil outorgou mais títulos de nobreza do que em todos os 300 anos anteriores da história da monarquia em Portugal. É brincadeira?

Isso talvez justifique, ou seja, uma das razões pelas quais somos tão apegados as benesses do poder, ao conluio, as falcatruas e tantas outras desqualificações que não deveriam caber numa sociedade. O que se associa também a ausência de preceitos e princípios ditos morais quando se trata de homem publico.

Dia desses estava no aeroporto de Brasília (eu e minhas idas e vindas acadêmicas) aguardando (2 horas) o vôo para Recife/Petrolina quando me deparei com um político da minha região Nordeste acompanhando de uma mulher, cujo letreiro parecia estar escrito na testa uma frase que minha falecida avó chamava de “sou quenga, e daí?”

O tal político (casadíssimo, pai de família e sempre muito sério) pouco ou quase nada estava preocupado com o que pensassem dele. Pelo contrário, ficava babando a beldade que estava ao seu lado (com idade de sua filha mais nova) e circulava calmamente com a mesma (que tentava caber dentro um mini vestido quase da cor púrpura) até o encontro com seus pares de legenda e de galinhagem. (Galinhagem e legenda = safadeza em dobro).

Daí me recorda outro ditado desse meu garoto mais velho (que aprendeu isso de tanto eu falar da minha avó). Ele diz: -- Mãe, fica tranqüila, os políticos e os homens são todos iguais (na maioria das vezes), mudam apenas os endereços. Filho ainda completa "a senhora pensa que rapadura é mole, é? É doce, mas não é mole não".

Diante desse quadro clinico de falência múltipla da moral e dos bons costumes nesse país, qual é mesmo a opção que temos?

Como diria a minha falecida e sabia avó (novamente ela) volte para os amores velhos. Você já conhece os defeitos e fica mais fácil engolir. Será?

To tão em dúvida!! 2014 tá tão próximo....

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ladrão é uma coisa deputado ladrão é outra



Diante da decisão da Câmara de não cassar (dia 30/08), a deputada Jaqueline Roriz, flagrada em fita de vídeo (prova cabal e irrefutável) recebendo dinheiro em 2006 do esquema do ex-governador José Roberto Arruda em Brasília, precisamos entender duas coisas:

A 1ª é que nossos parlamentares (99,9% deles) jamais iriam fazer algo que pudessem comprometer o passado que cada um tem (poleiro de galinha perde longe), o presente que cada um vivencia e o futuro que eles esperam ter (ainda) como político.

A 2ª coisa que temos que entender é que Jaqueline Roriz, na época em que fez aquele ato, era apenas uma cidadã comum. Assim, tipo eu e você, caro blogauta. (Aí que horror!!!)

Dito de outra forma, qualquer crime cometido até o início de mandato (de qualquer parlamentar) deve ser relevado em processos de quebra de decoro. (Aí que horror 2, o retorno).

Isto significa dizer que a nossa brilhante deputada sofre de uma doença predominantemente estabelecida na maioria dos políticos brasileiros: a cleptomania*.

Meu garoto mais velho explica bem direitinho o que é isso:

-- Mãe, cleptomania é um nome bem bonito que os intelectuais chamam para descrever os ladrões de classe alta, tipo político. Eles roubam, não são presos e ainda recebem homenagens por fazerem parte dos " eleitos" pelo povo. Pobre não tem essa chance. É taxado de bandido, ladrão safado, meliante e tome cassete nele! Isso tudo quando não aparece na horizontal em qualquer esquina por aí.

Sabe, meu menino é que tá certo. Tempos difíceis estes. Onde ética e corrupção são irmãs siamesas e não se separam do discurso dos políticos "honestos", aqueles que respondem a processo na justiça por formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas.

Agora, quando eu for a Brasília no final do mês e me encontrar (por acaso) com Jaqueline Roriz eu vou perguntar a ela:

-- Querida, me desculpe, mas você não tem flanela em casa, não? Sim, porque essa sua cara cheia de Óleo de Peroba é muito para nós brasileiros.

-- E mais...nunca diga que você era uma “cidadã comum” na época em que você recebeu aquele dinheiro. Até porque cidadã comum tem obrigação de ser honesta e parecer honesta. E isto não é o seu caso.

*O dicionário de Aurélio diz: impulso anormal e persistente para o furto.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Nem todo político tem classe


Não basta apenas ter dinheiro para se ganhar a eleição. É preciso ainda ter classe e elegância para conquistar espaço perante outras autoridades que já tem destaque e estilo nessa área.

Afinal, como ser corrupto sem saber barganhar com as pessoas?

Vejam essa história de um dos nossos representantes da região. O fato não é novo. A informação veio de um amigo que estava presente no dia do evento e anotou tudinho, tudinho...

E como este blog tem a proposta de registrar pessoas, coisas e tudo mais... vale a pena contar o fato como o fato foi.

Na visita do governador Eduardo Campos aqui em Petrolina para inauguração do Colégio da Polícia Militar de PE, em 2010, um deputado da região "exigiu" uma audiência com ele.

A assessoria explicou que o governador iria receber a bancada daqui do Vale, todo mundo junto, numa mesma reunião. Inconformado, o deputado em questão falou com o próprio Eduardo que QUERIA uma audiência particular para tratar de cargos e nomeações suas.

Eis que Eduardo e sua "sutileza" conhecida pra alguns assuntos (com algumas pessoas) deu-lhe um esporro público pra quem quisesse ouvir impropérios (%$¨&¨*&).

O deputado em questão "baixou a bola" e "se contentou" a uma audiência coletiva, sem fazer seus pleitos particulares e não-republicanos.

Em suma, botou a barba, ou melhor, o bigode de molho.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O velhinho do abrigo: tadinho do bichinho

Ficar velho e morrer são certezas absolutas. Uns ficam velhos antes do tempo. Outros demoram mais e o tempo parece não passar. A velhice é carregada de muitos pesos (físico ou mental) e até mesmo consequência daquilo que fomos quando éramos novos e tínhamos a nítida certeza de que o tempo não chegaria tão cedo na nossa porta.

Alguns homens estão vivendo hoje a vida que pediu a Deus sem se lembrar que a tal velhice chega para todos. O tipo de vida desses homens tem a ver com um estilo pós-moderno das relações voláteis, líquidas, sem amarras.

Quem são eles?

a) Tem estabilidade financeira.

b) Tem perfil intelectual e lógico.

c) Já passou dos 50 anos ou tá chegando próximo...

d) Está divorciado e já teve 2, 3 ou mais casamentos e acha que viver sozinho é a melhor opção.

e) Perderam a conta do número de mulheres que já “ficaram”.

f) Vez ou outra conversam com os filhos no estilo pós-moderno: E aí filhão...tudo em cima? Vai pegar quem hoje? Vamos tuitar???

g) Tem porte físico que chama atenção (alguns freqüentam academia para manter a forma).

h) Cuidam da aparência: pitam e escovam os cabelos e se vestem como homens de 25 a 30 anos.

i) Estão sempre a “caça” de uma fêmea.

j) Tomam alguns medicamentos básicos para não perder o pique.

k) Se acham o rei da “cocada preta”. Tudo é no cartão de crédito (vários, lógico!!)

l) A família? Nem se lembra....

E como agem esses homens?

a) Só querem fêmeas de 20 a 25 anos.

b) Não aceitam ser chamados de “tio” ou “coroa”.

c) Ficam “se achando” quando os amigos perguntam quem era aquela “Natali Lamour” que ele tava pegando...

d) Querem um bom papo e ao mesmo tempo ouvir uma boa música. Nunca escutam melodias do tipo “não, não vou não, minha mulher não deixa não” ou “ você não vale nada mais eu gosto de você”.  (Fico até me questionando: tem certeza que essas meninas não gostam disse estilo???)

e) Acredita piamente que a mulher de 23 anos que sai com ele está totalmente apaixonada porque ele é “o cara”: experiente, másculo, demonstra segurança e tem muita coisa para ensinar a ela.

Tão achando graça? Pensem numa pessoa dessa com 80 anos, sozinha, sem visita de parentes, abandonada, sentada numa cadeira de balanço no abrigo chamado de Recanto Feliz.

Quando os grupos de assistencia social fazem a visita ao local sempre questionam:
-- Poxa, por que será que aquele velhinho fica tão abandonado? Tadinho do bichinho!!!

Qualquer semelhança deste texto com alguns assessores de imprensa, consultores, políticos e empresários de comunicação da região do Vale São Francisco, não é mera coincidência.

domingo, 28 de agosto de 2011

Político fazendo política no avião


Já percebi que toda vez que tem um político no aeroporto, seja ele deputado, vereador, prefeito...e outros que foram, são ou querem entrar nessa área pública de “grandes negócios”, ele faz questão de se mostrar como político.

Esbanja simpatia, risos, afagos e trata os profissionais das companhias aéreas ou da Infraero como amigos íntimos, de berçário, quase intra-uterino.

Fala alto para chamar atenção e circula de um lado para o outro delimitando área de atuação. Isso sem contar que geralmente os políticos estão acompanhados dos seus assessores puxa-sacos e suas atitudes remetem a uma trajetória de discurso.

Dia desses, à noite, estava vindo para Petrolina e enquanto aguardava o vôo na sala de embarque do aeroporto do Recife (já falei pra vocês que o Recife tem a orla mais linda do Nordeste? Preciso sempre lembrar...) assisti uma cena tão absurdamente interessante que registrei de imediato no meu HD (leia-se minha memória humana) para compartilhar com meus amigos blogautas.

Um político da região do Vale São Francisco, daquele estilo grotão, pesado, fala rouca, com uma baita capanga na mão (brega? Brega é pensar que alguém possa ter votado nele!!!) usando uma calça jeans do tipo faroeste, uma camisa de xadrez miúdo à lá quadrilha de São João fora de época e pra completar o desmantelo vinha acompanhado da mulher que mais parecia uma árvore de natal americana de tantos adereços pendurados pelo corpo que ela deve chamar de “acessórios”.

Junto a dupla ficavam os assessores pajeando, pegando água na lanchonete, chamando um ou outro para mostrar o celular de última geração que migrava de mão em mão como um brinquedo inocente.

Com a chamada do vôo o grupo segue pelo portão de embarque até o avião. A conversa no corredor era sempre muito alta e se referia a algum outro político do qual eles chamavam de “babaca”.

Ao se aproximar da porta da aeronave, o “político rouco” assume a dianteira para adentrar no avião e de imediato cumprimenta a comissária de bordo e os demais membros da equipe. Na medida em que andava pelo corredor do avião falava com as pessoas que já estavam sentadas em suas poltronas.  O texto era mais ou menos este:

-- Boa noite. Como vai? Tudo bem?...bom ver você por aqui...Tudo certo? E aí amigo? Ninguém respondia. Um ou outro sorria discretamente.

A esposa arvore de natal e os assessores puxa-sacos seguiam atrás rindo para as pessoas em todos os momentos que o tal político rouco falava com elas até ele chegar na sua poltrona e ainda se expressar alto: querida é aqui nossa cadeira?

Achando pouco o falatório emplacou o desfecho:

-- Pessoal, espero que todos tenham uma boa viagem e que a gente possa chegar em casa na paz.

Nessa altura do campeonato eu já estava humildemente sentada na minha poltrona e pensando comigo mesma.

-- Como sofro em ter que aguentar esse tipo de representante da minha região. Esse homem não é uma figura. É uma verdadeira gravura que precisa ser emoldurada.

sábado, 27 de agosto de 2011

Conhecendo Petrolina...sempre


Petrolina (740 km do Recife PE) é uma cidade encantadora e tem coisas marcantes que fazem parte da cultura local. Coisas que precisam ser registradas e que eu gostaria de ter feito isso há muito tempo. Vou elencar três exemplos que mexerem bastante comigo, logo que chequei por aqui.

O primeiro é sobre jogar bola final de semana. Aqui, por exemplo, não se “bate pelada” (jogar futebol) entre amigos. As pessoas dizem “vamos pro baba?” Eu imaginava que “baba” era um local, mas deixa que é pelada ou jogo de futebol entre amigos. Vá entender!!!

Outra coisa que fiquei impressionada e que merece registro são as notas fúnebres veiculadas nos carros de som e nas emissoras de rádio. Quando morre alguém (sem ser bandido, claro) o carro de som circula várias vezes no bairro onde a pessoa mora (ou morava) e através de uma nota fúnebre convida todos a participarem “deste ato de dor e solidariedade cristã. A família enlutada agradece.” O mesmo texto segue para o rádio.

O velório é feito, geralmente, dentro da casa do falecido e é um verdadeiro exército de pessoas pra cozinhar e alimentar a todos que fazem a “visita ao defunto” durante o período que acontece o ato fúnebre. O tipo de comida servida? Tem de tudo. Desde o cafezinho, chá, biscoitos até buchada de carneiro (uma iguaria bem nordestina feita com bucho, miúdos e tripa), sarapatel, dobradinha e “pintado”(uma espécie de feijão tropeiro misturado com tudo de mais gorduroso que se possa imaginar e acrescido de arroz).

Ah! Depois de 7 ou 15 dias (depende de cada situação, de cada família) tem um novo encontro. Uma romaria até o cemitério. É a chamada “visita de cova”. Todas as pessoas se encontram no cemitério para chorar (novamente) a perda do ente querido. Depois voltam a casa da família para “beber o defunto”. E o que é isso? Beber o defunto é tomar cafezinho, comer buchada, dobradinha, sarapatel... acontece tudo novamente durante todo o dia.

Por aqui também fiquei impressionada com o termo “no muro”. A minha manicure, Cida, fez a seguinte pergunta pra mim?

-- Teresa, você deixa seu carro no muro ou na rua? Questionei...
-- Como no muro? Como posso deixar o carro em cima do muro? Resposta imediata.
-- Muro, Teresa é a área externa da casa ou o terreiro.

Poxa, tomei um susto! Mas aos pouco estou aprendendo a entender essa cultura e esse povo tão especial, tão amigo, que é o petrolinense.

"Um deputado igual a você"


Campanha política sempre tem coisas muito interessantes e engraçadas pra gente analisar. É o período que mais me divirto assistindo os guias eleitorais na TV, ouvindo os spots no rádio e vendo os outdoors espalhados nas ruas (geralmente, tabuletas implantadas numa noite e acordadas com fotos de políticos tratadas no fotoshop pela manhã).

Fiscalização da prefeitura? Nem pensar...

Vendo e acompanhando todo esse movimento alegórico, fico sempre pensando (cá com meus botões) e não consigo entender as razões pelas quais nossa política nunca é levada a sério. (Ou será que entendo?)

Bom, 2012 tá chegando e pra quem mora no interior a campanha política por aqui é mais próxima das pessoas (do eleitor). É no seu bairro, na sua rua...carro de som em todos os espaços. É uma loucura!

Sim, porque lá no Recife (cidade que tem a orla mais linda do Nordeste) em se tratando de campanha política não se percebe tanto quanto no interior. Agora que estou em Petrolina (distante 740 km do Recife), quase uma metrópole em termos de estrutura física, tecnológica e outras coisas mais...percebo que a política pega fogo muito antes do ano eleitoral.

Dia desses tava eu lembrando de um fato bem interessante que aconteceu comigo nas eleições do ano passado (2010) para deputados federal, estadual, governador, senador, presidente da república.

Eis que recebo um, ou melhor, vários santinhos na minha caixa do correio (leia-se caixa do correio de residência e não e-mail) de um candidato a deputado estadual cujo slogan era: “Um deputado igual a você”. De imediato pensei e falei alto revoltada.

Igual a mim, não!!!

Sou uma pessoa honesta de berço e não vendo essa imagem porque ela se retrata nos meus atos, pago meus impostos em dia, nunca tive desvio de conduta, nem fiz falcatrua administrativa, não desviei dinheiro público, não coloquei nenhum parente em prefeitura ou qualquer órgão do governo, não nomeei nenhum funcionário fantasma, nunca paguei “boca-de-urna” para ganhar eleição (até porque nunca fui candidata, graças a Deus); nunca fiz negociatas para benéfico próprio ou de outros; nunca fiz promessas vãs, não vendo minha honra à “bandidos engravatados” para conseguir propinas, não sou filiada a partido político, não faço discurso incoerente e muito menos política partidária.

Portanto, pensei e falei alto na rua pro povo que tava passando:

-- Você pode até ser candidato ao cargo de deputado, é um direito seu. Agora querer que eu seja uma pessoa igual a você é demais, não?

Felizmente, ele nem se elegeu...é cada uma que me acontece!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Eu voltei...agora pra ficar...

Olá, meu povo...

Comecei a escrever em blog desde 2007. O perfil traçava uma crítica a mídia, falava de política local (Recife/Petrolina/PE-Juazeiro/BA) e nacional entre outras coisas...digamos assim, mais robustas. “Bombava” em varios editoriais de rádio por aqui em Petrolina. Daí faltou fôlego pra manter o conteúdo no dia-a-dia já que não vivo de blogar e preciso trabalhar muiiiiiito pra continuar....

Agora voltei. Fiz umas mudanças pontuais e coloquei tudo numa panela de barro pra ficar mais gostoso. Um texto bem mais leve...de forma coloquial para que “dona Maria que mora no Quidé” (bairro da periferia de Juazeiro /BA), meu personagem favorito (que sempre estou lembrando), possa entender tudinho, tudinho.

“Pessoas, coisas e tudo mais...” fala disso. Das pessoas que fazem essa paisagem chamada pelos “entendidos” de sociedade e das coisas que ajudam (ou não) a gente a viver dentro dela.

Afinal, um dia quero fazer só isso:.escrever romances, livro-reportagem, ir pra academia de ginástica fazer musculação (amo....) e vez ou outra passear pela orla mais linda do NE, a do Recife, claro!

Espero que vocês gostem!!!

Ps. Os posts do blog anterior migraram pra este...oh! tecnologia abençoada...

sábado, 9 de outubro de 2010

Fragmentos midiáticos 28 | Reserva moral na Câmara Federal

Foto: Divulgação

"Perfeito ninguém é. Mas honesta toda pessoa de bem tem a obrigação de ser".
José Antônio Reguffe (PDT-DF).
Deputado Federal com a maior votação proporcional do País – 18,95% dos votos válidos (266.465 mil) no Distrito Federal.

O que fez como deputado distrital?

Abri mão dos salários extras que os deputados recebem, reduzi minha verba de gabinete, eliminei 14 vagas de assessores de gabinete. Por mês, consegui economizar mais de R$ 53 mil aos cofres públicos, um dinheiro que deveria estar na educação, na saúde e na segurança pública. Com as outras economias, que incluem verba indenizatória e cota postal, ao final de quatro anos, a economia foi de R$ 3 milhões. Se todos os 24 deputados distritais fizessem o mesmo, teríamos economia de R$ 72 milhões.

(Entrevista IstoÉ - Ed. 2135 de 09|10|2010 - leia aqui)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Paixão pelo cinema X livros 2 | O Leitor

Na Alemanha pós 2ª guerra mundial, uma história de amor começa pontuada por uma paixão onde idade e tempo não importam. Michael (vivido por David Kross, quando mais jovem, e por Ralph Fiennes, como mais velho) tem 15 anos e conhece Hanna (Kate Winslet) 21 anos mais velha.

Nasce uma relação entre os dois, marcada pela descoberta do sexo e da literatura. Ao longo de meses o casal repete o ritual de banho, leitura e sexo. Repentinamente Hanna desaparece. Oito anos depois, ele (estudante de direito) a encontra em meio a um julgamento de mulheres que trabalharam no campo nazista de exterminio de judeus. O 1º amor de um homem ficou marcado pelo resto da vida...sempre um passado a esconder e a lembrar.

O Leitor nos leva a refletir sobre a vida, o amor, a vergonha e a piedade.







- Do diretor dos aclamados Billy Elliot e As Horas, Stephen Daldry.

- O Leitor é o livro alemão mais aclamado desde O Perfume e foi traduzido para mais de 30 idiomas.

- Autor do livro: Bernhard Schlink

*Premiações

- Ganhou o Oscar de Melhor Atriz (Kate Winslet), além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Fotografia.

- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Kate Winslet), além de ser indicado nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor e Melhor Roteiro.

- Ganhou o BAFTA de Melhor Atriz (Kate Winslet), além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Fotografia.

*Curiosidades

- A 1ª opção do diretor Stephen Daldry para a personagem Hanna Schmitz era Kate Winslet, que não pôde aceitá-la devido a conflitos de agenda com Foi Apenas um Sonho (2008).

- Nicole Kidman foi então contratada para o papel, com o início das filmagens sendo adiado devido às filmagens de Austrália (2008). Entretanto Kidman teve que desistir do papel, devido à sua gravidez.

- Juliette Binoche esteve cotada para interpretar Hanna Schmitz.

- Após este atraso Kate Winslet já estava disponível para as filmagens e, com isso, acertou sua presença no filme.

- As filmagens ocorreram entre 2 de março e julho de 2008.

- Os produtores Sydney Pollack e Anthony Minghella faleceram antes da conclusão de O Leitor.

- O orçamento de O Leitor foi de US$ 32 milhões.

_____________________

* Ficha técnica
Genero: Drama
Duração: 123 min.
Origem: EUA, Alemanha
Direção: Stephen Daldry
Roteiro: David Hare, Bernhard Schlink
Produção: Imagem Filmes
Ano: 2009


PS. Amo esse ator e essa atriz. Acho um par perfeito para uma história de amor.Vale a pena ler de novo e ver o filme (DVD) de novo...